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Edição 2053

26 de março de 2008
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Cartas

"Em sexo, tudo é questão de tempo e lógica. Entre um casal, quando o fogo se apaga, o vazio é preenchido pelo amor e pelo companheirismo."
Sergio Dias Nunes
São Caetano do Sul, SP

 

Sexo

Sobre a reportagem "A vida sem muito sexo" (19 de março), acho que as mulheres, principalmente as casadas, estão cansadas de mentiras, mau desempenho sexual, traição, fingimento, desculpas esfarrapadas. Tenho várias amigas que reclamam do parceiro na vida sexual. A maioria deles deixa a desejar, mas diz no mercado que são os melhores. Por isso, o número de separações entre casais tem aumentado a cada ano.
Lucia Nunes
Por e-mail

Acredito que muitos casais pensarão duas vezes antes de responder às pesquisas e não ficarão frustrados com índices consideravelmente altos de atividade sexual.
Isabela Juliato Spadaccia
São Paulo, SP

 

Marcílio Marques Moreira

VEJA surpreende e encanta novamente com textos de primeiríssima qualidade, como na edição 2.052, na qual o embaixador Marcílio Marques Moreira expõe, de forma clara e abrangente, as complexidades do comportamento ético dos indivíduos em geral e, particularmente, da classe política (Amarelas, 19 de março). A certeza da impunidade levou ao descambo da consciência legal dos indivíduos, desenhando-se uma imagem do país segundo a qual as instituições caminham para a falência geral.
Mauricio de Queiroz
Caçapava, SP

Por um momento, sinceramente pensei que seria eu o errado por achar gravíssimo parar o carro na vaga do deficiente, sair dele na cara-de-pau e ainda ficar bravo quando alguém reclama. Num país que só sabe fazer leis, mas não fazer cumpri-las, é de esperar que o povo aja dessa maneira. Somos assim porque merecemos sê-lo.
Robertson Correia Bernardo
Recife, PE

Lúcida, didática, explicativa. É assim que defino a entrevista com o ex-ministro Marcílio Marques Moreira. De suas lições se extrai uma conclusão: o Brasil ainda está muito longe de ter uma sociedade verdadeiramente comprometida com os valores da retidão, da ética e da seriedade.
Rubem Azevedo Jacundá
Guará II, DF

Lendo a entrevista com o embaixador Marcílio Marques Moreira, concluí que, no Brasil, em todas as esferas, estão sobrando espertos e faltando otários.
Eduardo Augusto de Campos
Indaiatuba, SP

 

Reparação injusta

O governo está se especializando em dar dinheiro a ONGs, sindicatos e, agora, a terroristas, como o Lamarca. A opção pela resistência armada contra a ditadura é vista pelo governo como uma defesa dos ideais de liberdade e cidadania. As pessoas se esquecem de que o uso de violência não pode ser justificado como forma de buscar a democracia. O resultado são absurdos como esse que vimos na reportagem "Terror premiado" (19 de março). Se vivêssemos num país sério e justo, o senhor Diógenes Oliveira deveria pagar uma indenização pelo resto da vida ao rapaz que teve a perna amputada, e não receber do povo brasileiro um prêmio pela sua "luta" contra o regime militar.
Bruno Pimentel
Belo Horizonte, MG

Convivi com Orlando Lovecchio Filho, na década de 1960, em Santos. Era um jovem de bem com a vida, cuja maior paixão eram a aviação e sua futura carreira como piloto comercial. Após o estúpido e covarde ato terrorista, que ceifou sua perna e todos os seus sonhos, passou a ser considerado suspeito do atentado; pecha que o perseguiu por vários anos. Entretanto, o que mais indigna é a postura cínica e revoltante do terrorista: "A lei nem sempre é justa". Aproveitando a oportunidade, seria bom lembrar dos pais idosos daquele jovem recruta (Mário Kozel Filho) também covardemente assassinado por essa gangue, agora premiada.
Luiz Antonio Alves de Souza
São Paulo, SP

 

Etanol

Com a reportagem "70 questões para entender o etanol" (19 de março), VEJA deu uma enorme contribuição para que a população entenda melhor esse combustível, que, apesar de ser usado no Brasil há mais de trinta anos, continua desconhecido em seus vários aspectos técnicos. Nesse sentido, gostaria de fazer uma pequena complementação aos itens 8 e 9, que tratam do etanol de celulose. Nas pesquisas já realizadas no Brasil, já se conseguiu produzir 240 litros de etanol com 1 tonelada de palhas e bagaço de cana (ricos em celulose), três vezes mais que os 80 litros conseguidos com a simples moagem, ou seja, podemos triplicar a nossa produção com a mesma área plantada. Os americanos, por sua vez, estão investindo 385 milhões de dólares para construir seis instalações industriais experimentais utilizando a hidrólise a fim de produzir 130 milhões de galões de etanol celulósico a partir da palha e do sabugo de milho. O objetivo é atingir a meta do plano Bush – "vinte anos em dez" – de produzir 35 bilhões de galões de etanol em 2017. Como bem informou VEJA, é uma questão de tempo para que os primeiros litros cheguem ao mercado.
Humberto Viana Guimarães
Engenheiro civil e consultor
Salvador, BA

Excelente trabalho jornalístico; é o melhor manual de defesa do combustível "verde-amarelo". Pena, apenas, que, das 51 plantas autorizadas pela ANP, 31 já deixaram de funcionar. Entre elas, as três que foram inauguradas com muito barulho pelo presidente Lula. Equívocos como o da mamona como fonte de matéria-prima (é inviável economicamente e não atende sequer às normas da própria ANP) e a utilização da agricultura familiar, além de trapalhadas da Petrobras, estão inviabilizando a produção "verde-amarela" de biodiesel. O mercado do biodiesel é estimado em quatro vezes o mercado do etanol.
Ronaldo Knack
Ribeirão Preto, SP

Bem elaboradas as perguntas contidas na reportagem "70 questões para entender o etanol". É muito importante que a população tenha conhecimento das fontes de energia alternativa. Embora a produção de etanol a partir da cana-de-açúcar tenha se iniciado na década de 70, a maioria das pessoas ainda não conhece o bastante outra fonte de energia que não seja o petróleo.
Géssica Lafetá Rabelo
Montes Claros, MG

O artigo de VEJA é um dos mais bem escritos para entender o papel do álcool de cana. Explica com muitos dados a contribuição brasileira para o combate ao aquecimento global e para a sustentabilidade da civilização do automóvel. Todavia não é simples explicar o que está nos compêndios modernos de biologia e química, que engenheiros e até políticos e economistas deviam entender. Para usar hidrogênio precisamos produzi-lo, gastando energia. As plantas fazem isso usando a energia do sol. Podemos utilizar diretamente a energia do sol, mas esse processo ainda não está pronto para o emprego em grande escala. É mais fácil usar a cana e outras plantas. Podemos utilizar eletricidade ou calor para decompor a água ou o metanol para produzir hidrogênio. Não existe hidrogênio livre. Dizer que o hidrogênio é o combustível é o mesmo que dizer que o fio elétrico produz energia elétrica. O fio, como o hidrogênio, é o transportador da energia que deve ser produzida.
Isaias Raw
Instituto Butantan
São Paulo, SP

 

Herdeiros de ACM

Parabéns, VEJA, pela forma como relatou os fatos que envolvem a partilha de bens da família do senador ACM ("A herança maldita de ACM", 19 de março). O que o leitor precisa saber é tão-somente o que aconteceu e o que está acontecendo para depois, querendo, tirar as próprias conclusões, a fim de opinar sobre a briga interna na família ou sobre as nuances políticas envolvidas no caso. Dessa forma, a revista ganha os parabéns pela completa isenção ao narrar os fatos. Muito obrigada!
Cláudia Lobo
Por e-mail

 

Fanatismo na novela

Já está mais do que comprovado que não basta ter um bom elenco ou uma boa direção se estivermos diante de um texto capenga, totalmente inverossímil, com personagens sem sustentação e escopo, caindo no patético. É o que podemos ver na telinha em Duas Caras. Marcelo Marthe acertou em cheio ao falar da personagem Edivânia, que deu um show de intolerância na novela ao exorcizar um colchão king-size ("Fogueira santa", 19 de março).
Ruvin Ber Jose Singal
São Paulo, SP

Concordo que as novelas exageram quando querem chamar atenção para algum tema, mas no caso dos evangélicos sou forçada a reconhecer que até hoje todos os que conheci tentaram me "converter". Costumam ser intolerantes, fanáticos e parecem usar uma viseira que os impede de perceber que Deus é único e o que muda, de uma religião para outra, é apenas a forma de louvá-lo.
Cláudia R.V. de Mello
Brasília, DF

Quando é criada uma personagem caricata de uma beata católica, nenhum evangélico diz nada. Não me lembro de tanta polêmica com relação à Perpétua (interpretada por Joana Fomm) de Tieta e a muitos outros personagens de católicos fanáticos que praticavam o mal. Para que tanta hipocrisia?
Marcelo Jorge Leão de Lima
São Paulo, SP

 

Vida das noivas

Cumprimento a jornalista Sandra Brasil pela reportagem "A maratona para o ‘sim’" (19 de março). O casamento é o momento mais esperado pelas mulheres brasileiras. Umas sonham desde criança com tal dia. Antigamente, era só chegar à data, maquiar-se, pentear-se, vestir-se e ir para o local. Atualmente, não. Os preparativos demoram meses e até anos. Só tenho interesse em saber por que tanto tempo assim. Fazer plásticas, corrigir o rosto, emagrecer 10 quilos e fazer peeling para o casamento é realmente uma desculpa perfeita para lidar com antigos complexos. O melhor é fazer o simples, que com certeza ficará natural e mais bonito, do que o complicado, que poderá dar errado. Enfim, parabéns pela reportagem.
Marcella Valverde
Itatiba, SP

 

Imigração

Na Espanha, como em qualquer outro país, a questão da imigração é complexa. Não se esgota numa discussão única. As palavras são pequenas para descrever a dor exposta no rosto sem identidade dos imigrantes. Olhar de dor, muita dor. Não são fugitivos de guerra. Não são criminosos em fuga. Para os especialistas em mudança climática, essas crianças e jovens, homens e mulheres de idade indefinida são as vítimas mais visíveis do aquecimento global da Terra ("Globalização de populações", 19 de março).
Maria das Graças Targino
Teresina, PI

Sou uma brasileira que acaba de voltar da Espanha após mais de dois anos naquele país, onde fiz um mestrado e trabalhei. Além de todos os problemas e oportunidades citados na reportagem, os espanhóis realmente demonstraram ser xenófobos. Viver na Espanha é viver como cidadão de segunda categoria e sentir diariamente que você não faz parte da sociedade espanhola. Espero que a imagem do espanhol como povo alegre e receptivo esteja caindo por terra.
Candice Borges
Fortaleza, CE

 

J.R. Guzzo

Em Dom Quixote, de Miguel de Cervantes, Sancho Pança, o fiel escudeiro, acolhe seu antigo vizinho, o mouro Ricote, que estava proibido de retornar à Espanha. Cervantes mostra que a decisão do banimento de Ricote era contrária ao sentimento popular. Alheios à burocracia oficial, Sancho e Ricote comemoraram o reencontro comendo e bebendo, como amigos que eram. Em outro episódio, Dom Quixote espeta com sua lança os guardas que conduziam prisioneiros condenados. Esse amante da liberdade e inimigo de todas as formas de opressão precisa retornar urgentemente à Espanha ("O guarda do aeroporto", 19 de março).
Mário Amora Ramos
Salvador, BA

 

Hipertensão

É salutar a evolução dos anti-hipertensivos, porém, como sinal de alerta, gostaria de deixar registrado o meu caso. Como médico aposentado, aos 61 anos de idade, fui surpreendido ao constatar que os meus níveis de tensão arterial estavam em 14 por 9. Sem fazer uso de medicamentos, comecei a caminhar durante 45 minutos três vezes por semana, restringi o sal e passei a usar adoçante dietético no lugar do açúcar. Ao cabo de dois meses, tinha perdido 3 quilos do peso corporal, e a pressão arterial havia baixado para 11 por 7. Infelizmente, a ausência de simples medidas preventivas, como as que tomei quando a hipertensão ainda era leve, tem levado muitos à incapacidade física ou à morte por acidentes vasculares cerebrais ("12 por 8, a missão", 19 de março).
Levi Bronzeado dos Santos
Guarabira, PB

 

Holofote

A respeito da nota "Colombo ameaça renunciar à CPI" (Holofote, 19 de março), causa-me estranheza o fato de ter sido atribuída ao relator da CPI das ONGs a responsabilidade pela inclusão de requerimentos na pauta da comissão. Não creio que tal informação tenha sido transmitida à coluna pelo senador Colombo, uma vez que o próprio regimento interno do Senado determina que a competência para o ordenamento e a direção dos trabalhos de qualquer comissão da Casa cabe a seu presidente.
Inácio Arruda
Senador (PCdoB-CE)
Brasília, DF

 

VEJA.com

Hoje, preocupado com a crise no mercado mundial, pela primeira vez acessei o site de VEJA (www.veja.com.br) e fiquei surpreso e entusiasmado com o que vi. Um site limpo, atraente e noticiando os fatos de uma forma clara, precisa e gostosa de ler. Parabéns por estar sempre na ponta do jornalismo brasileiro. Já está na hora de vocês criarem uma empresa de TV. Seria sensacional.
Marcio Bogado
Por e-mail


Correção:
A onça troy, usada como medida do ouro, equivale a 31,1 gramas, e não 28,35 gramas, como informou a reportagem "Pacote sem maldades" (19 de março). Na nota "Cresce a exportação de bois vivos" (Contexto, 12 de março), sobre o abate de animais segundo preceitos muçulmanos, o animal é degolado com um único golpe atingindo jugular, traquéia, esôfago e carótida, e não aorta.



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