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CINEMA
Fotos divulgação
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| Durval
Discos: lado A e lado B |
Durval Discos (Brasil, 2003. A partir de sexta-feira em São
Paulo e Porto Alegre) Na concepção da diretora Anna
Muylaert, esse é um filme com lado A e lado B, como os discos de
vinil que o Durval do título vende em sua loja. No lado A, fica
a comédia de costumes. Durval (Ary França) e sua mãe,
Carmita (Etty Fraser), moram e trabalham, sozinhos e solitários,
numa casa em São Paulo. Ele estacionou na adolescência, e
ela está entrando na senilidade razão pela qual o
filho a convence a contratar uma empregada. Chega Célia (Letícia
Sabatella), que some logo na primeira noite, deixando em seu lugar uma
menina, com um bilhete em que pede aos patrões para cuidar de Kiki,
sua filha, por dois dias. Aí o filme dá sua virada. Já
apaixonados pela menina, a única coisa viva em sua rotina, mãe
e filho descobrem pelo noticiário que Kiki não é
exatamente filha de Célia. Mas não conseguem abrir mão
dela. Quanto mais adiam a decisão de entregá-la à
polícia, mais fundo atolam no drama. Esse lado B de Durval Discos
dá seus pulos, mas eles não chegam a diminuir o interesse
do filme. Há que destacar ainda a criatividade visual da diretora
e as boas atuações de França e Etty, que somam para
uma produção de tom bem mais pessoal do que é norma
no cinema brasileiro recente.
LIVRO
Mr.
Phillips, de John Lanchester (tradução de Cristina
Laguna Sangiuliano Bôa; Best-Seller; 254 páginas; 32 reais)
Ex-crítico de gastronomia do jornal inglês The
Observer, John Lanchester viu sua carreira literária deslanchar
em meados dos anos 90, quando arrancou elogios rasgados com seu romance
de estréia, Gula. Narrado em primeira pessoa, num estilo
marcado pelo humor e pelo sarcasmo, o livro lhe rendeu comparações
com um autor do porte de Vladimir Nabokov (do clássico Lolita).
Lançado no exterior há três anos e agora no Brasil,
Mr. Phillips mostra que a prosa de Lanchester continua afiada.
Toda a ação transcorre num único dia da vida do personagem-título.
Mr. Phillips é um contador cinqüentão, casado e pai
de dois filhos, que leva uma existência pacata num subúrbio
de Londres até o dia em que é demitido do emprego
no qual permaneceu por 26 anos. Enquanto toma coragem para contar a má
notícia à mulher, Mr. Phillips perambula pela cidade e reflete
sobre os temas que mais o afligem como o sexo, que ele pouco pratica
e sobre o qual muito fantasia. Leia
trechos do livro.
TELEVISÃO
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Tutancâmon:
faraó assassinado?
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O
Assassinato de Tutancâmon (domingo, dia 30, às 21h,
no Discovery) Elevado ao trono com apenas 9 anos de idade e morto
precocemente, aos 18, o faraó Tutancâmon foi uma das figuras
mais intrigantes do Antigo Egito no qual reinou no século
XIV a.C. Desde a descoberta de sua tumba, em 1922, cientistas têm
aventado a hipótese de que ele foi vítima de assassinato.
Nesse documentário, a moderna medicina forense é usada na
tentativa de comprovar a tese. Quem conduz a investigação
são os detetives americanos Gregory Cooper e Mike King. Com o auxílio
de especialistas, eles examinam radiografias da múmia do faraó
e chegam à conclusão de que Tutancâmon foi golpeado
na cabeça antes de morrer. Também a partir delas, é
feita uma reconstituição de sua face. Além de interessante
do ponto de vista científico, o documentário tem um certo
clima de seriado policial. Com base nas intrigas políticas do Egito
da Antiguidade recriado por meio de dramatizações
e computação gráfica , Cooper e King especulam
sobre os prováveis suspeitos na morte do faraó.
Reuters
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| Jackson,
com os filhos: ele garante que fez sexo para
ser pai |
The Michael Jackson Interview (domingo, dia 30, às 21h,
na Sony) Em fevereiro passado, pouco depois de o jornalista inglês
Martin Bashir provocar (mais) estrago em sua imagem, com o polêmico
documentário Living with Michael Jackson, o cantor americano
saiu a campo para tentar mostrar que não era um sujeito tão
esquisito quanto parecia naquele programa. Com imagens captadas por um
câmera a seu serviço durante as filmagens de Bashir, ele
fez outro documentário, no qual pretendia provar que suas falas
haviam sido editadas de forma mal-intencionada. Mas a versão do
cantor, que estréia agora na TV paga, foi um tiro que saiu pela
culatra: além de não desacreditar Bashir, ela só
reforça a impressão de que o mundo de Michael Jackson é
mesmo uma doideira. Uma das cenas mais insólitas é protagonizada
pela enfermeira Debbie Rowe, mãe de seus dois filhos mais velhos.
Ela jura que foi sua a idéia de fazer as crianças usar máscaras
em público. E afirma, constrangida, que fez sexo com o cantor para
ter os bebês.
DISCO
Divulgação
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J. Miranda
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Zé
Ramalho: caixa com quinze CDs do cantor paraibano
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Os
Onze Grandes Sucessos de Sua Carreira, Zé Ramalho (Sony
Music) Entre 1978 e 1992, o cantor e compositor paraibano Zé
Ramalho lançou seus melhores trabalhos. Depois de despontar, no
início dos anos 70, como músico de apoio de Alceu Valença
e de lançar um disco de rock psicodélico (Paebirú,
de 1975), ele finalmente estabeleceu as personas que o consagrariam: a
de "Bob Dylan do sertão", pelo ar trovadoresco com que interpretava
suas músicas, e a de "Antônio Conselheiro do rock", por causa
do tom apocalíptico de suas letras ainda que em Força
Verde, faixa-título do álbum de 1982, os versos tenham
sido surrupiados da revista em quadrinhos Hulk. Os onze discos
que Zé Ramalho lançou no período estão sendo
agora reeditados com diversas faixas-bônus e, coisa rara em se tratando
de relançamentos, um encarte com letras e fichas técnicas.
Para quem gosta, é uma boa oportunidade de ouvir novamente sucessos
como Admirável Gado Novoe Vila do Sossego e conhecer
obras menos badaladas caso de Orquídea Negra, parceria
de Ramalho com Jorge Mautner. Ouça
sucessos da caixa.
DVD
Paramount Pictures
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| Duelistas:
a estréia de Ridley Scott |
Os Duelistas (The Duellists, Inglaterra, 1977. Paramount)
O inglês Ridley Scott estreou na direção de
longas-metragens com essa adaptação de um conto de Joseph
Conrad, o autor de O Coração das Trevas. Durante
quinze anos, no período das guerras napoleônicas, dois soldados
do Exército francês (Harvey Keitel e Keith Carradine) se
enfrentam obsessivamente em duelos, que se iniciam por causa de um incidente
sem importância, mas logo se tornam a razão ou a desrazão
determinante de suas vidas. Um dos pontos altos do filme é
a maneira como Scott contrasta a neurose desses enfrentamentos com a beleza
idílica e ordenada do campo francês no início do século
XIX. Outro é a constatação de que o diretor não
escolheu esse tema por acaso: de Alien O Oitavo Passageiro
a Gladiador, quase todos os seus filmes tratam, no fundo, de duelos
tão violentos quanto irracionais. Entre os extras, há um
bate-papo entre Scott e o cineasta americano Kevin Reynolds (do horroroso
Waterworld) sobre Os Duelistas e também o primeiro
curta do inglês, Menino e Bicicleta, estrelado pelo seu irmão
Tony Scott que viria a se tornar o diretor de Top Gun.
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