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Brasileiros
tipo exportação
Eles
são nomes pouco conhecidos aqui.
Mas vendem como gente grande lá fora
Bel Moherdaui
Vicente de Paulo
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Terry Tsolys
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Ana
Abdul, estilista
Onde vende: EUA, Europa e Ásia (loja própria
em Nova York)
Preços: 115 dólares (camiseta bordada)
a 2 700 dólares (casaco de pele, na foto à direita)
Clientes famosas: Madonna, Catherine Zeta-Jones, Gwyneth
Paltrow, Kate Moss, Liv Tyler |

Veja também |
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Muitos
empresários de moda que vendem bem aqui estão tentando,
a duras penas, abrir caminho para suas criações em pontos
privilegiados no exterior. Já descobriram que é difícil,
custa caro e demora muito. Pois há um grupo de estilistas e designers
brasileiros que seguiu um roteiro mais modesto: eles foram para fora (Estados
Unidos principalmente), instalaram-se e aí então começaram
a buscar o caminho das vitrines consagradas. Também é difícil,
também demora, mas, quando dá certo, é um festival
de clientes célebres e etiquetas em dólares de deixar babando
os colegas locais. São nomes como os designers de bolsas Flavio
Olivera e Carlos Falchi, a joalheira Francisca Botelho e as estilistas
Ana Abdul e Jussara Lee todos pouquíssimo conhecidos aqui,
mas que dividem prateleiras chiques em Nova York com grifes como Armani,
Yamamoto e Saint Laurent. O veterano da turma é o mineiro Falchi,
56 anos, ex-desenhista de selos para os Correios que chegou aos EUA em
1964 e, entre um e outro bico em restaurantes, começou a produzir
peças de couro cheias de estilo. "Como tinha de economizar, aproveitava
os menores pedaços de couro que sobravam e transformava em patchwork.
Ou fazia pinturas na banheira do meu apartamento", conta ele. No currículo,
inclui hoje parcerias com estilistas como Donna Karan, Issey Miyake e
Marc Jacobs.
Tony Oliveira
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Tetzuya Watanave
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Carlos
Falchi, designer de bolsas
Onde vende: EUA, Europa e Japão (loja própria)
Preços: 100 dólares (porta-moedas) a
15 000 dólares (de crocodilo, bordada com pedras)
Clientes famosas: Cher, Goldie Hawn, Susan Sarandon,
Barbra Streisand
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Falchi
faz um estilo universal, sem plumas nem folclore. Igualmente chiques-sem-bandeira
são as bolsas e os cintos desenhados pelo paulista Flavio Olivera,
36 anos, instalado há nove em Los Angeles, que até o nome
mudou para facilitar os negócios. "Eles não conseguiam acertar
o Oliveira de jeito nenhum. Um amigo que faz numerologia me animou, e
acabei tirando o i de vez", diz ele, que de uma única peça
(a bolsa Rose, de couro, com dois "bolsos" externos) já vendeu
mais de 2.500 exemplares. Parte deles na butique Language, do casal de
brasileiros Lipe (de Felipe) Medeiros e Ana Abdul, uma das mais bem-sucedidas
empreitadas brasileiras em Manhattan. "A Language é conhecida por
ter o que ninguém tem. Vamos atrás da marca que vai fazer
sucesso em seis meses na Barneys", diz Medeiros, comparando-se a uma das
lojas de departamento mais sofisticadas da cidade. Há pouco mais
de um ano, a Language lançou sua marca própria, hoje responsável
por mais de 50% do faturamento da butique (4,3 milhões de dólares
em 2002).
Da
turma de brasileiros mais conhecidos lá fora, a única com
cara de "produto nacional" é a joalheira Francisca Botelho, cuja
marca registrada são escapulários adaptados às mais
diferentes confissões religiosas tem com santo, com símbolos
judaicos, com entidades de candomblé. "Tem de ir bater na porta.
Mostrei meu trabalho uma, duas, três vezes, até que eles
aceitaram", conta Francisca, que exibe jóias em trinta pontos-de-venda.
A estilista Jussara Lee, 35 anos, paulistana descendente de coreanos radicada
há mais de dez anos em Nova York, também experimentou a
via-sacra dos iniciantes. Jussara tem uma butique que leva seu nome no
Meatpacking District, o novo ponto descolado de Manhattan. A poucas quadras,
a carioca Constança Basto, estilista de acessórios, teve
um percurso diferente. Primeiro fez nome no Rio de Janeiro. A aventura
americana, sustentada por um investidor profissional, começou em
dezembro passado. Sua loja de sapatos em Nova York, com jeito de boudoir,
é maior que as três versões cariocas juntas e já
rendeu à estilista várias reportagens em revistas importantes.
"Como a loja fica em um prédio residencial, tombado, para aprovar
qualquer detalhe da obra era um sacrifício. Os moradores implicavam
com tudo. Agora, todos descem, levam o cachorro, tomam um café",
relata. Quem quiser também pode levar um par de suas sandálias
femininas e sofisticadas, que não fazem feio perto de criações
do papa dos sapatos, Manolo Blahnik.
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