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Edição 1 795 - 26 de março de 2003
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Até debaixo d'água

Na luta para afugentar a crise,
empresários investem em hotéis
com atrações extravagantes

 
Jules Undersea Lodge

Hóspede no hotel submerso, na Flórida: quartos instalados a 7 metros de profundidade

Um dos setores do turismo que mais crescem no mundo é o dos hotéis temáticos. Nessa categoria estão inclusos resorts, hotéis-fazenda, hotéis ecológicos, clínicas especializadas na prática de esportes, spas e outros estabelecimentos que apostam na segmentação. A maior parte das pessoas conhece um hotel temático. Pouca gente, no entanto, já teve oportunidade de visitar um tipo específico de hotel que explora atrações extravagantes. É o caso do Jules Undersea Lodge, instalado debaixo d'água em um canal de navegação da costa da Flórida. Para entrar no hotel, é preciso vestir roupa de mergulho, usar pés-de-pato e balão de oxigênio e submergir a uma profundidade de 7 metros. Ao mergulhar, o visitante passa por baixo da construção e ingressa por um buraco que fica no piso do hotel. A bagagem vem depois, transportada em uma maleta à prova d'água. O Jules é minúsculo. São apenas dois quartos disponíveis, ambos com telefone e televisão. O principal charme do lugar é a enorme escotilha que fica ao lado da cama. De lá é possível observar a vida submarina local e mergulhadores que têm curiosidade de conhecer o hotel. A diária do Jules Undersea é de 300 dólares, o preço de um bom quarto em Miami.

Outro hotel curioso é o Library, em Nova York. Ele coloca à disposição de seus hóspedes um acervo de 6.000 livros. Os visitantes escolhem uma área de interesse qualquer. Pode ser história, astronomia, economia, moda e até algumas inusitadas, como erotismo. Feito isso, eles são encaminhados aos cômodos onde ficam os livros que se enquadram no tema escolhido. O Library também possui espaços coletivos dedicados a autores específicos, como James Joyce e William Shakespeare. Apesar de ser a biblioteca mais cara do mundo (a diária é de 400 dólares), o Library tem alcançado nos últimos meses uma taxa de ocupação de 80%, média maior que a da maioria dos hotéis de Nova York. A onda dos hotéis temáticos, entre os quais os exóticos estão incluídos, chama a atenção das grandes redes. O grupo Sheraton investiu 125 milhões de dólares para inaugurar no fim do ano passado o Wild Horse, um hotel no estilo Velho Oeste. Localizado no Estado do Arizona, o Wild Horse é decorado com cenários de faroeste. As principais atrações são os cavalos selvagens e o cardápio inspirado na culinária indígena.

   
 
   
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