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Edição 1 795 - 26 de março de 2003
Geral Consumo
 

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Quanto gastam em roupas as clientes da Daslu
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Elas gastam 600 000
por ano

Os últimos números sobre
quanto compram
em roupa
as melhores clientes da Daslu

 
Antonio Milena

Compradoras na loja mais cara do Brasil: crise, só na Daslu Homem

Existem duas características marcantes relacionadas à Daslu, a mais chique e cara butique do Brasil, localizada em São Paulo. A primeira é o sortimento quase interminável de grifes que ela oferece. Eram oitenta marcas há dois anos e agora já são mais de 120, como Christian Dior, Dolce & Gabbana, Donna Karan, Ermenegildo Zegna, Fendi, Givenchy, Gucci, Prada e Valentino. A segunda característica é a fidelidade de um grupo seleto de clientes à loja da empresária Eliane Tranchesi. Considerando-se o conjunto de compradoras, os caixas da loja atendem entre 300 e 500 pessoas por dia e recebem em média 1 500 reais per capita, num total anual que ultrapassa a casa dos 200 milhões de reais.

A compradora mais freqüente da Daslu é aquela mulher que vai à loja para conhecer o ponto e acaba fazendo umas comprinhas. Segundo Eliane Tranchesi, a loja disputa com o Museu de Arte de São Paulo (Masp) a posição de o endereço mais visitado da cidade. A conta fica mais interessante quando se trata do grupo das 100 clientes vip da casa. De acordo com os últimos números, uma vip gasta 40.000 reais por mês na Daslu para manter o guarda-roupa atualizado. Faz ainda um gasto adicional por coleção, calculado em 80.000 reais no lançamento das novidades na linha outono-inverno e outros 80.000 na linha primavera-verão. Ou seja, as 100 mais despendem, em média, algo como 600.000 reais por ano. São mulheres que costumam visitar a loja com freqüência, algumas dia sim, dia não. Quando não estão dispostas a sair para conhecer as novidades, pedem que algumas roupas sejam levadas em casa. Em geral, arrematam quase todas as peças que recebem.

 
Antonio Milena

Daslu, em reportagem publicada na revista americana The New Yorker: nenhuma loja brasileira é tão conhecida no exterior

Como o poder de compra das pessoas caiu, o consumo no Brasil sofreu um baque nos últimos meses. No segmento de luxo, no entanto, a percepção da crise é um pouco mais suave. Tome-se o caso da Tiffany & Co., joalheria aberta há quase dois anos no Shopping Center Iguatemi, 14º endereço comercial mais caro do mundo, em São Paulo. As vendas estão indo tão bem que a rede decidiu abrir uma segunda loja na cidade. No caso da Daslu, apenas na área dedicada à moda masculina as vendas crescem ou caem com a crise. No momento, estão um pouco piores que no mesmo período do ano passado. No caso da butique feminina, no entanto, é como se o Brasil vivesse sempre um momento econômico pujante.

   
 
   
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