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Elas gastam 600 000
por ano
Os últimos
números sobre
quanto compram em
roupa
as melhores clientes da Daslu
Antonio Milena
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Compradoras
na loja mais cara do Brasil: crise, só na Daslu Homem
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Existem duas
características marcantes relacionadas à Daslu, a mais chique
e cara butique do Brasil, localizada em São Paulo. A primeira é
o sortimento quase interminável de grifes que ela oferece. Eram
oitenta marcas há dois anos e agora já são mais de
120, como Christian Dior, Dolce & Gabbana, Donna Karan, Ermenegildo
Zegna, Fendi, Givenchy, Gucci, Prada e Valentino. A segunda característica
é a fidelidade de um grupo seleto de clientes à loja da
empresária Eliane Tranchesi. Considerando-se o conjunto de compradoras,
os caixas da loja atendem entre 300 e 500 pessoas por dia e recebem em
média 1 500 reais per capita, num total anual que ultrapassa a
casa dos 200 milhões de reais.
A compradora
mais freqüente da Daslu é aquela mulher que vai à loja
para conhecer o ponto e acaba fazendo umas comprinhas. Segundo Eliane
Tranchesi, a loja disputa com o Museu de Arte de São Paulo (Masp)
a posição de o endereço mais visitado da cidade.
A conta fica mais interessante quando se trata do grupo das 100 clientes
vip da casa. De acordo com os últimos números, uma vip gasta
40.000 reais por mês na Daslu para manter
o guarda-roupa atualizado. Faz ainda um gasto adicional por coleção,
calculado em 80.000 reais no lançamento
das novidades na linha outono-inverno e outros 80.000
na linha primavera-verão. Ou seja, as 100 mais despendem, em média,
algo como 600.000 reais por ano. São
mulheres que costumam visitar a loja com freqüência, algumas
dia sim, dia não. Quando não estão dispostas a sair
para conhecer as novidades, pedem que algumas roupas sejam levadas em
casa. Em geral, arrematam quase todas as peças que recebem.
Antonio Milena
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Daslu,
em reportagem publicada na revista americana The New Yorker:
nenhuma loja brasileira é tão conhecida no exterior
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Como o poder
de compra das pessoas caiu, o consumo no Brasil sofreu um baque nos últimos
meses. No segmento de luxo, no entanto, a percepção da crise
é um pouco mais suave. Tome-se o caso da Tiffany & Co., joalheria
aberta há quase dois anos no Shopping Center Iguatemi, 14º
endereço comercial mais caro do mundo, em São Paulo. As
vendas estão indo tão bem que a rede decidiu abrir uma segunda
loja na cidade. No caso da Daslu, apenas na área dedicada à
moda masculina as vendas crescem ou caem com a crise. No momento, estão
um pouco piores que no mesmo período do ano passado. No caso da
butique feminina, no entanto, é como se o Brasil vivesse sempre
um momento econômico pujante.
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