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Edição 1 795 - 26 de março de 2003
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NÃO FECHOU O NEGÓCIO, MAS SE DEU BEM

Antonio Milena


Num primeiro momento, o empresário Benjamin Steinbruch ficou frustrado quando fracassou a fusão de sua CSN com a siderúrgica anglo-holandesa Corus. Agora, passados alguns meses, Steinbruch está aliviado. A Corus anunciou um prejuízo de 730 milhões de dólares em 2002. O resultado negativo provocou uma queda no valor das ações da empresa. Em julho de 2002, quando foi divulgado o início das negociações com a CSN, as ações da Corus valiam 94 centavos de dólar. Hoje estão cotadas a 14 centavos de dólar.

 

FECHOU O NEGÓCIO, MAS NÃO SE DEU TÃO BEM

Eduardo Queiroga


Em 1996, o empresário João Carlos Paes Mendonça vendeu metade de sua participação na rede Bompreço por 100 milhões de dólares. Uma parte importante do dinheiro foi recebida em ações do grupo holandês Royal Ahold. Na época, as ações estavam cotadas a 7 dólares. Escândalos contábeis e denúncias de maquiagem de balanço fizeram o valor dos papéis despencar nos últimos anos. Hoje, eles custam 3 dólares, uma queda de 60% em relação à cotação antiga.

 

DESCONHECIDO E PAPARICADO

Josemar Gonçalves/
Folha Imagem


Apesar de ser prefeito de Mariana Pimentel, cidade gaúcha com 4.000 habitantes, Paulo Roberto Ziulkoski é recebido em Brasília como se fosse chefe de Estado. Presidente da Confederação Nacional dos Municípios, que representa 5.561 cidades, Ziulkoski levou dezesseis ministros para a marcha dos prefeitos realizada na capital. Também foi paparicado por parlamentares. Motivo: as eleições municipais ocorrem em 2003, e o apoio dos prefeitos e da entidade pode ser vital para definir a força dos partidos.

 

ONDE ESTÃO OS GENERAIS NEGROS?

Ana Araujo


No momento em que se debate no Brasil a criação de cotas para negros em universidades e o governo discute a possibilidade de nomear um negro para o Supremo Tribunal Federal, chama a atenção a lista dos dezenove coronéis selecionados para a promoção que ocorrerá no próximo dia 10 de abril. De acordo com informação prestada pelo Centro de Comunicação Social do Exército, na relação dos futuros generais não há um único negro. Eis um desafio para o ministro da Defesa, José Viegas.

 

Editado por Amauri Segalla.
Colaboraram Camila Antunes e Marcos Vita

 

 
 

 

 

   
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