| Fale conosco |
| Ajuda |
| Mapa do site |
![]() |
|
Crie seu grupo |
CLIQUE
NOS TÍTULOS PARA LER AS
REPORTAGENS RELACIONADAS ÀS CARTAS
Infelizmente ainda encontramos, em pleno século XXI, homens que
se consideram descendentes dos Césares e de seu regime imperialista,
como o senhor George W. Bush, que se acha no direito de desencadear uma
guerra por motivos particulares, não levando em conta, em nenhum
momento, aquilo que o mundo pensa ("Potência isolada", 19 de março). Estamos
vivendo momentos trágicos em que a insensatez de alguns invade
nossa porta e nos coloca à mercê de seus desequilíbrios.
É claro que estou falando do mais hediondo massacre que está
por vir, sob o comando cruel de Bush e Saddam. Os
americanos não pediram à "Sociedade das Nações"
autorização para invadir a Europa e liberá-la do
nazismo. Graças a essa medida unilateral, os franceses continuam
falando francês até hoje, e não alemão. Fora
a cultura do "chiclete", na época, os americanos não deixaram
nenhuma presença marcante depois disso. Os McDonald's só
chegaram nos anos 70. Alguém pode ser pior do que Saddam Hussein
para os iraquianos? George
W. Bush é o presidente dos cinco is: ilegal, injusto (iníquo),
intolerante, insolente e imbecil. Esse homem, assim como Hitler e outros
loucos da guerra, só nos trará destruição.
Ele é atualmente a representação máxima da
escória humana. Felizmente
existe essa potência mundial para balizar e controlar as ações
perversas de líderes psicopatas e de ditadores sanguinários
que a cada tanto aparecem em países menos civilizados. Se
em 1934 os Estados Unidos e a Inglaterra tivessem desfechado um ataque
preventivo contra a Alemanha e derrubado Hitler, cortando assim o mal
pela raiz, despertariam o mesmo furor pacifista de hoje? Por que todo
mundo é pacifista quando os Estados Unidos atacam o Iraque e ninguém
foi pacifista quando a China ocupou o Tibete, a Indonésia ocupou
o Timor Leste, a Rússia invadiu o Afeganistão, o Iraque
invadiu o Kuwait, os tutsis e hutus se massacraram mutuamente etc.? Ou
seja, por que todo mundo pode atacar todo mundo e só aos Estados
Unidos a opinião pública nega esse "direito consagrado"?
FHC brindou mais uma vez os leitores de VEJA com sua extraordinária
inteligência, equilíbrio e conhecimento político nacional
e mundial. Esses dois meses longe de suas análises corretas do
cotidiano pareceram uma eternidade. Sua coerência verbal é
tão imprescindível para nós, brasileiros sedentos
de políticos inteligentes, quanto a água para a travessia
de um deserto (Amarelas, 19 de março). Curvo-me
toda vez que vejo FHC em VEJA. Como não poderia deixar de ser,
FHC bate o próprio recorde de clareza e bom senso. Não é
à toa que foi ele quem bateu o recorde de entrevistas nas páginas
amarelas. A
entrevista de Fernando Henrique Cardoso merece não apenas uma carta,
mas, sim, um artigo que pudesse analisar a competência do ex-presidente
em dar respostas aos temas mais controvertidos. Gostaria
de agradecer a VEJA por mais essa oportunidade de ler e compartilhar as
palavras de nosso ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Mais uma vez
ele nos dá um exemplo de cidadania, democracia, inteligência
e simpatia.
Está de parabéns o historiador Luiz Felipe de Alencastro
pelo excelente Ponto de vista "As cotas e a história nacional"
(19 de março). É indubitável o fato de que não
se promoverá a inclusão social do negro em nosso país
sem que antes se efetive sua inclusão educacional. A adoção
de políticas afirmativas, nesse sentido, talvez seja a única
saída. Dar
cotas a grupos não favorece em nada a competência. Precisamos
oferecer melhor treinamento, para recolocar esses nossos irmãos
em condições de competir em situação de igualdade. A
partir do momento em que distinguimos a raça de uma pessoa para
qualquer coisa que seja, estamos cometendo discriminação.
Separar vagas para negros, brancos ou amarelos é a mesma coisa
que dizer que não somos iguais, que não temos capacidade
igual. Oportunidade somos nós que fazemos acontecer, nada cai do
céu. Todos devem ser tratados igualmente e ter a mesma dificuldade
ou facilidade. Diferenciar é discriminar. Em
1860, Abraham Lincoln disse, no Congresso americano: "Não se consegue
dar força ao fraco enfraquecendo o forte"; "Não se pode
amparar o pobre arruinando o rico"; "Não se pode ajudar os seres
humanos continuamente, fazendo por eles aquilo que eles podem e devem
fazer por si próprios". Logo, negros e índios (que foram
esquecidos de todo; da instrução e das cotas) precisam e
querem ter as mesmas oportunidades e poder competir com dignidade de igual
para igual com todos os outros candidatos, de qualquer credo, classe social,
raça ou poder aquisitivo. O sistema de cotas se apresenta como
uma esmola humilhante e inócua, que não compensa as desigualdades
nem permite que, estando mal preparado, o candidato possa acompanhar o
nível de exigência da universidade pública; muito
menos credencia o pseudobeneficiado a se colocar no selvagem e competitivo
mercado de trabalho, a não ser que também se façam
cotas para os concursos públicos!
Esclarecemos que, ao contrário do que afirma a reportagem "Dilma:
com saudade do Brasil estatal?" (19 de março), o ministro-chefe
da Casa Civil, José Dirceu de Oliveira e Silva, não foi
procurado pelo senhor Sebastião do Rego Barros, diretor-geral da
Agência Nacional do Petróleo, por ocasião a divulgação
de nota pela ANP, em 11 de março, sobre a descoberta de petróleo
em Sergipe. Esclarecemos
que não procede a informação de que o diretor-geral
da Agência Nacional de Petróleo, Sebastião do Rego
Barros, teria ligado para a ministra de Minas e Energia, Dilma Rousseff,
antes do anúncio pela ANP da descoberta de petróleo em Sergipe.
Acabo de deliciar-me com a leitura da melhor análise sobre a situação
socioeconômica e política da Venezuela, publicada por VEJA
("O nome da encrenca é Chávez", 19 de março). Considero
que o retrato projetado pelo analista sobre o processo de caos econômico
e instabilidade política que hoje castiga de maneira cruel e injusta
as famílias venezuelanas de menor poder aquisitivo permite ao leitor
latino-americano apreciar as virtudes de uma liderança democrática
e eficaz. Em síntese, trata-se de uma obra exemplar para a educação
dos leitores sobre as fontes de sustentação do triste conflito
venezuelano. A
reportagem "O nome da encrenca é Chávez", referente ao caos
na Venezuela, apresenta uma realidade que a maioria dos venezuelanos vive
no seu dia-a-dia, mas que a comunidade internacional só conhece
superficialmente. Também apresenta um importante progresso do jornalismo
na região porque indica claramente que na América Latina
de hoje os fatos e a realidade já não podem ser mais ocultados
nem disfarçados com discursos populistas.
Causou-me espanto o desperdício de uma página e um pedaço
da folha seguinte para críticas à novela Mulheres Apaixonadas
(19 de março), da TV Globo. A minha revista predileta deveria
destinar espaço a fazer seus leitores pensar os assuntos da atualidade.
A novela vai bem de audiência, e o povo gosta. Será que o
registro seria mais positivo se a novela fosse mal e o povo não
gostasse?
No currículo televisivo do autor existe saxofonista capaz de fretar
um helicóptero para chegar a um casamento, esteticista decidindo
uma viagem para o Japão do dia para a noite, arquiteta mantendo
em casa uma babá e uma empregada doméstica uniformizadas.
Essa realidade condiz apenas com o mundo da Globo. Presto vestibular no
ano que vem e já decidi minha profissão: personagem do Manoel
Carlos!
Concordo com Diogo Mainardi a respeito da Igreja Universal ("Minha ida
à Igreja Universal", 19 de março). Já freqüentei
a igreja. Os pastores são verdadeiros marqueteiros e usam todas
as técnicas possíveis para angariar recursos para a igreja,
aproveitando-se de pessoas incautas.
A reportagem publicada na edição 1 794 com o título
"Resultado zero" (19 de março) sugere que eu recebi da modelo Gisele
Bündchen um cheque no valor de 50.000 reais para ser doado ao Programa
Fome Zero e o mantive sob minha guarda por mais de quarenta dias. Gostaria
de esclarecer que a modelo me entregou um termo de doação,
no dia 27 de janeiro, em que se compromete a doar o dinheiro ao Fome Zero
"a ser depositado oportunamente" e não um cheque, como diz a revista.
Gostaria de esclarecer também que em momento algum o dinheiro chegou
às minhas mãos, como sugere a matéria. O cheque foi
depositado diretamente pela empresária da modelo na conta da Caixa
Econômica Federal, em 18 de março. N.R.: VEJA não teve a intenção de afirmar que o ministro José Graziano se comportou de forma irregular no episódio do cheque de Gisele Bündchen. A revista pede desculpa se, por acaso, sua reportagem possa ter dado a entender isso, mesmo sem tê-lo afirmado. Os
responsáveis pelo excelente Programa Fome Zero, em vez de estar
tentando reinventar a roda, deveriam deixar de lado as vaidades ou diferenças
partidárias e buscar o auxílio e a experiência de
outros programas de complementação alimentar de sucesso,
a exemplo do Programa Prato Amigo (www.pratoamigo.pms.ba.gov.br),
criado em 1999 pela Prefeitura Municipal de Salvador por sugestão
da Associação Bahiana de Supermercados (Abase), e que hoje
atende a mais de 170 instituições carentes, complementando
mais de 1,4 milhão de refeições mensais, e, o que
é mais importante, com custo próximo a zero. A adoção
de programa semelhante em todo o Brasil seria de grande abrangência
pelo fato de existir supermercados em praticamente todas as cidades brasileiras.
|
|
|