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Edição 1 795 - 26 de março de 2003
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"É muito difícil a esta altura saber quem fala a verdade. O prepotente Bush ou o radical tirano Saddam Hussein."
Vagner José de Almeida
Goiânia, GO

 

Guerra

Infelizmente ainda encontramos, em pleno século XXI, homens que se consideram descendentes dos Césares e de seu regime imperialista, como o senhor George W. Bush, que se acha no direito de desencadear uma guerra por motivos particulares, não levando em conta, em nenhum momento, aquilo que o mundo pensa ("Potência isolada", 19 de março).
Marcelo Parizotto
Santo André, SP

Estamos vivendo momentos trágicos em que a insensatez de alguns invade nossa porta e nos coloca à mercê de seus desequilíbrios. É claro que estou falando do mais hediondo massacre que está por vir, sob o comando cruel de Bush e Saddam.
Juri Miranda Gabriel
Moulin de Saudrupt, França

Os americanos não pediram à "Sociedade das Nações" autorização para invadir a Europa e liberá-la do nazismo. Graças a essa medida unilateral, os franceses continuam falando francês até hoje, e não alemão. Fora a cultura do "chiclete", na época, os americanos não deixaram nenhuma presença marcante depois disso. Os McDonald's só chegaram nos anos 70. Alguém pode ser pior do que Saddam Hussein para os iraquianos?
Marat Fage
São Paulo, SP

George W. Bush é o presidente dos cinco is: ilegal, injusto (iníquo), intolerante, insolente e imbecil. Esse homem, assim como Hitler e outros loucos da guerra, só nos trará destruição. Ele é atualmente a representação máxima da escória humana.
Danilo Dourado de Araújo
Imperatriz, MA

Felizmente existe essa potência mundial para balizar e controlar as ações perversas de líderes psicopatas e de ditadores sanguinários que a cada tanto aparecem em países menos civilizados.
Marcos Schoenberger
São Paulo, SP

Se em 1934 os Estados Unidos e a Inglaterra tivessem desfechado um ataque preventivo contra a Alemanha e derrubado Hitler, cortando assim o mal pela raiz, despertariam o mesmo furor pacifista de hoje? Por que todo mundo é pacifista quando os Estados Unidos atacam o Iraque e ninguém foi pacifista quando a China ocupou o Tibete, a Indonésia ocupou o Timor Leste, a Rússia invadiu o Afeganistão, o Iraque invadiu o Kuwait, os tutsis e hutus se massacraram mutuamente etc.? Ou seja, por que todo mundo pode atacar todo mundo e só aos Estados Unidos a opinião pública nega esse "direito consagrado"?
Ivo Korytowski
Por e-mail

 

Fernando Henrique Cardoso

FHC brindou mais uma vez os leitores de VEJA com sua extraordinária inteligência, equilíbrio e conhecimento político nacional e mundial. Esses dois meses longe de suas análises corretas do cotidiano pareceram uma eternidade. Sua coerência verbal é tão imprescindível para nós, brasileiros sedentos de políticos inteligentes, quanto a água para a travessia de um deserto (Amarelas, 19 de março).
Jorge Wagner
Ribeirão Preto, SP

Curvo-me toda vez que vejo FHC em VEJA. Como não poderia deixar de ser, FHC bate o próprio recorde de clareza e bom senso. Não é à toa que foi ele quem bateu o recorde de entrevistas nas páginas amarelas.
Valter Vicenzi
Caxias do Sul, RS

A entrevista de Fernando Henrique Cardoso merece não apenas uma carta, mas, sim, um artigo que pudesse analisar a competência do ex-presidente em dar respostas aos temas mais controvertidos.
Reinaldo Polito
São Paulo, SP

Gostaria de agradecer a VEJA por mais essa oportunidade de ler e compartilhar as palavras de nosso ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Mais uma vez ele nos dá um exemplo de cidadania, democracia, inteligência e simpatia.
Ana Luiza Lunardi Rocha
Belo Horizonte, MG

 

Luiz Felipe de Alencastro

Está de parabéns o historiador Luiz Felipe de Alencastro pelo excelente Ponto de vista "As cotas e a história nacional" (19 de março). É indubitável o fato de que não se promoverá a inclusão social do negro em nosso país sem que antes se efetive sua inclusão educacional. A adoção de políticas afirmativas, nesse sentido, talvez seja a única saída.
Nicola Moreira Miccione
Fortaleza, CE

Dar cotas a grupos não favorece em nada a competência. Precisamos oferecer melhor treinamento, para recolocar esses nossos irmãos em condições de competir em situação de igualdade.
Arlei José Karpinski
Getulio Vargas, RS

A partir do momento em que distinguimos a raça de uma pessoa para qualquer coisa que seja, estamos cometendo discriminação. Separar vagas para negros, brancos ou amarelos é a mesma coisa que dizer que não somos iguais, que não temos capacidade igual. Oportunidade somos nós que fazemos acontecer, nada cai do céu. Todos devem ser tratados igualmente e ter a mesma dificuldade ou facilidade. Diferenciar é discriminar.
Priscila dos Santos Costa
Mogi das Cruzes, SP

Em 1860, Abraham Lincoln disse, no Congresso americano: "Não se consegue dar força ao fraco enfraquecendo o forte"; "Não se pode amparar o pobre arruinando o rico"; "Não se pode ajudar os seres humanos continuamente, fazendo por eles aquilo que eles podem e devem fazer por si próprios". Logo, negros e índios (que foram esquecidos de todo; da instrução e das cotas) precisam e querem ter as mesmas oportunidades e poder competir com dignidade de igual para igual com todos os outros candidatos, de qualquer credo, classe social, raça ou poder aquisitivo. O sistema de cotas se apresenta como uma esmola humilhante e inócua, que não compensa as desigualdades nem permite que, estando mal preparado, o candidato possa acompanhar o nível de exigência da universidade pública; muito menos credencia o pseudobeneficiado a se colocar no selvagem e competitivo mercado de trabalho, a não ser que também se façam cotas para os concursos públicos!
Alberto Cleiman
Rio de Janeiro, RJ

 

Agências reguladoras

Esclarecemos que, ao contrário do que afirma a reportagem "Dilma: com saudade do Brasil estatal?" (19 de março), o ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu de Oliveira e Silva, não foi procurado pelo senhor Sebastião do Rego Barros, diretor-geral da Agência Nacional do Petróleo, por ocasião a divulgação de nota pela ANP, em 11 de março, sobre a descoberta de petróleo em Sergipe.
Telma Feher
Assessoria Especial da Casa Civil
da Presidência da República
Brasília, DF

Esclarecemos que não procede a informação de que o diretor-geral da Agência Nacional de Petróleo, Sebastião do Rego Barros, teria ligado para a ministra de Minas e Energia, Dilma Rousseff, antes do anúncio pela ANP da descoberta de petróleo em Sergipe.
Fernando Rosa
Assessoria de Comunicação Social
do Ministério de Minas e Energia
Brasília, DF

 

Venezuela

Acabo de deliciar-me com a leitura da melhor análise sobre a situação socioeconômica e política da Venezuela, publicada por VEJA ("O nome da encrenca é Chávez", 19 de março). Considero que o retrato projetado pelo analista sobre o processo de caos econômico e instabilidade política que hoje castiga de maneira cruel e injusta as famílias venezuelanas de menor poder aquisitivo permite ao leitor latino-americano apreciar as virtudes de uma liderança democrática e eficaz. Em síntese, trata-se de uma obra exemplar para a educação dos leitores sobre as fontes de sustentação do triste conflito venezuelano.
Gustavo Cisneros
Caracas, Venezuela

A reportagem "O nome da encrenca é Chávez", referente ao caos na Venezuela, apresenta uma realidade que a maioria dos venezuelanos vive no seu dia-a-dia, mas que a comunidade internacional só conhece superficialmente. Também apresenta um importante progresso do jornalismo na região porque indica claramente que na América Latina de hoje os fatos e a realidade já não podem ser mais ocultados nem disfarçados com discursos populistas.
Juan Carlos Paz
Caracas, Venezuela

 

Televisão

Causou-me espanto o desperdício de uma página e um pedaço da folha seguinte para críticas à novela Mulheres Apaixonadas (19 de março), da TV Globo. A minha revista predileta deveria destinar espaço a fazer seus leitores pensar os assuntos da atualidade. A novela vai bem de audiência, e o povo gosta. Será que o registro seria mais positivo se a novela fosse mal e o povo não gostasse?
Ozório Florenção
Vassouras, RJ

No currículo televisivo do autor existe saxofonista capaz de fretar um helicóptero para chegar a um casamento, esteticista decidindo uma viagem para o Japão do dia para a noite, arquiteta mantendo em casa uma babá e uma empregada doméstica uniformizadas. Essa realidade condiz apenas com o mundo da Globo. Presto vestibular no ano que vem e já decidi minha profissão: personagem do Manoel Carlos!
Fernanda Cristina Sant'Ana Dusse
Belo Horizonte, MG

 

Diogo Mainardi

Concordo com Diogo Mainardi a respeito da Igreja Universal ("Minha ida à Igreja Universal", 19 de março). Já freqüentei a igreja. Os pastores são verdadeiros marqueteiros e usam todas as técnicas possíveis para angariar recursos para a igreja, aproveitando-se de pessoas incautas.
Marcelo Amorim Bispo
Feira de Santana, BA

 

Fome Zero

A reportagem publicada na edição 1 794 com o título "Resultado zero" (19 de março) sugere que eu recebi da modelo Gisele Bündchen um cheque no valor de 50.000 reais para ser doado ao Programa Fome Zero e o mantive sob minha guarda por mais de quarenta dias. Gostaria de esclarecer que a modelo me entregou um termo de doação, no dia 27 de janeiro, em que se compromete a doar o dinheiro ao Fome Zero "a ser depositado oportunamente" e não um cheque, como diz a revista. Gostaria de esclarecer também que em momento algum o dinheiro chegou às minhas mãos, como sugere a matéria. O cheque foi depositado diretamente pela empresária da modelo na conta da Caixa Econômica Federal, em 18 de março.
José Graziano Silva
Ministro extraordinário de Segurança Alimentar e Combate à Fome
Brasília, DF

N.R.: VEJA não teve a intenção de afirmar que o ministro José Graziano se comportou de forma irregular no episódio do cheque de Gisele Bündchen. A revista pede desculpa se, por acaso, sua reportagem possa ter dado a entender isso, mesmo sem tê-lo afirmado.

Os responsáveis pelo excelente Programa Fome Zero, em vez de estar tentando reinventar a roda, deveriam deixar de lado as vaidades ou diferenças partidárias e buscar o auxílio e a experiência de outros programas de complementação alimentar de sucesso, a exemplo do Programa Prato Amigo (www.pratoamigo.pms.ba.gov.br), criado em 1999 pela Prefeitura Municipal de Salvador por sugestão da Associação Bahiana de Supermercados (Abase), e que hoje atende a mais de 170 instituições carentes, complementando mais de 1,4 milhão de refeições mensais, e, o que é mais importante, com custo próximo a zero. A adoção de programa semelhante em todo o Brasil seria de grande abrangência pelo fato de existir supermercados em praticamente todas as cidades brasileiras.
Luiz Fernando Mathias
Salvador, BA

 

 

HOMOSSEXUALIDADE

Três reportagens da última edição de VEJA que utilizaram a expressão homossexualismo motivaram comentários de leitores. A respeito do quadro "Muito moderninhas" (19 de março), sobre a dupla de jovens cantoras russas do grupo T.A.T.U., Marcos Alexandre, da ONG Pró-conceito de Gays e Lésbicas, de Joinville, em Santa Catarina, escreveu: "Segundo o redator, a dupla faz apologia do homossexualismo. Homossexualismo é uma palavra pejorativa, que denota doença". Ricardo Neves também criticou o uso do termo nas reportagens "Mulheres descerebradas" e "Caça aos travestis" (19 de março): "Há mais de duas décadas, desde que a OMS desclassificou a homossexualidade como distúrbio, o termo homossexualismo não é usado". Com base nas normas da Sociedade Brasileira de Psicologia, o leitor sugere que só se utilize o termo homossexualidade.

 

 

REGIONALISMO


A reportagem "O autor que é uma paixão nacional" (12 de março) informou que o escritor Luis Fernando Verissimo se refere ao pai, o romancista Erico Verissimo, morto em 1975, como "o pai" e ressaltou que o filho diz tratar-se de um hábito, não havendo nada a psicanalisar. Alguns leitores escreveram argumentando que esse tratamento é comum no sul do país. "Na verdade, nos Estados do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina, as pessoas têm por hábito referir-se aos pais como o pai e a mãe. Papai e meu pai é coisa de paulista", escreveu André Meloni Nassar, de São Paulo, que é casado com uma gaúcha.

 

ARC, O INVISÍVEL?

O leitor Joselito Vitorino, de Santa Inês, no Maranhão, pergunta: "Se o Arc é invisível, como é que conseguiram fotografá-lo? Ele sempre vem impresso na coluna". A figura do marcianinho que aparece semanalmente na coluna do Arc é fruto da imaginação do Teagá, seu interlocutor. Foi ele quem criou o personagem. É ele também quem orienta a equipe de ilustradores da Impacto Quadrinhos (impactoquadrinhos@globo.com), responsável pela execução do desenho, sobre como o homenzinho verde deve aparecer a cada semana.



 
 
   
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