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TELEVISÃO
Divulgação
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| Jackson
e Bashir: a famosa entrevista |
Living with Michael Jackson (Domingo 2, às 21h, na Sony)
Esse documentário sobre o astro Michael Jackson estréia
na TV paga brasileira um mês depois de causar barulho na Inglaterra
e nos Estados Unidos. Para fazer o programa, o jornalista Martin Bashir
que conquistou fama graças a uma série de entrevistas
com a princesa Diana teve acesso à intimidade do cantor
durante oito meses. Jackson, que há alguns anos enfrentou um processo
por assédio sexual a um garotinho, conta que não vê
problemas em dividir a cama com crianças. Ele também fala
sobre suas cirurgias plásticas (diz que fez pouca coisa) e vai
às lágrimas ao afirmar que seu pai o espancava na infância.
O documentário mostra como o cantor vive em seu rancho, a Terra
do Nunca, onde há zoológico e parque de diversões.
E o acompanha numa sessão de compras na qual ele torra 6 milhões
de dólares. Jackson não gostou do documentário. Promete
processar seu autor.
DVDs
Columbia/Buena Vista

Fiennes,
em Quiz
Show: filme elegante |
Quiz Show A Verdade dos Bastidores (Quiz Show, Estados
Unidos, 1994. Buena Vista) Em 1959, terminou em escândalo
a carreira do aristocrático Charles van Doren (Ralph Fiennes),
um jovem professor universitário que recebia de antemão
as respostas que deveria dar num popularíssimo programa da televisão.
Para o diretor Robert Redford, isso é apenas o começo. O
verdadeiro cerne desse filme elegante, que fica melhor à medida
que envelhece, é o encontro a meio caminho de dois homens que não
conseguem se contentar com o que têm, por muito que seja
o patrício Van Doren, que daria tudo para ser plebeu, e o investigador
do Congresso Richard Goodwin (Rob Morrow, numa atuação extraordinária),
um rapaz judeu que se fez sozinho, é infinitamente mais moral e
inteligente que Van Doren, mas arriscaria tudo para ser ele.
Sortilégio
de Amor (Bell, Book and Candle, Estados Unidos, 1958. Classicline)
Lançado apenas alguns meses depois de Um Corpo que Cai,
esse divertimento tratou de repetir o par central, formado por James Stewart
e Kim Novak, para capitalizar sobre o seu sucesso. Ele é um editor
de livros prestes a se casar. Ela, uma bruxa que gostaria que ele não
se casasse ao menos não com outra. Para não perder
a vez, ela joga um feitiço sobre ele, que imediatamente manda a
noiva passear. Como ser feliz para sempre, no entanto, quando não
se sabe se o amor é de verdade ou não passa de uma praga?
Kim não é uma grande atriz, mas é bonita de dar raiva.
De mais a mais, qualquer deficiência sua é amplamente compensada
por Stewart e por Jack Lemmon, no papel do irmão da feiticeira
arrependida.
DISCOS
Hitting
the Ground, Gordon Gano (Sum) Não há nada
melhor do que ter amigos famosos com os quais se possa contar. Ex-integrante
do grupo alternativo Violent Femmes, o cantor e guitarrista Gordon Gano
conseguiu reunir uma trupe respeitável de estrelas para gravar
seu primeiro disco-solo. Aliás, Gano, cujas canções
trazem influências do rock e da música country, criou cada
uma das faixas especialmente para este ou aquele amigo. Lou Reed e John
Cale dão sua palinha, respectivamente, no funk Catch 'Em in
the Act e na sorumbática Don't Pretend. A faixa-título
aparece em duas versões, uma interpretada pelo cantor e outra pela
musa alternativa P.J. Harvey. A maior surpresa são os vocais arrepiantes
de Linda Perry (ex-líder do tenebroso 4 Non Blondes) em So
It Goes.
Um discão.
Oscar Cabral
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| Bonfá:
parceria com grandes nomes do jazz |
The
New Face of Bonfá, Luiz Bonfá (BMG) Co-autor
de Manhã de Carnaval, uma das canções brasileiras
de maior execução no exterior, o violonista carioca Luiz
Bonfá (1922-2001) foi também um dos mais criativos dentre
os instrumentistas da bossa nova. Uma prova irrefutável desse talento
está em The New Face of Bonfá (1970). Para esse trabalho,
Bonfá, que emigrou para os Estados Unidos no final dos anos 50,
voltou ao país a fim de inspirar-se. Ele gravou seis faixas num
estúdio do Rio de Janeiro, no qual tocou violão, guitarra
e craviola. Levou o resultado para Nova York, onde foi secundado pelo
baixista Ron Carter e por outros grandes nomes do jazz. O disco traz canções
de qualidade, como Window Girl (que remete às baladas de
Burt Bacharach), as deliciosas Salvador e Peixe Bom e o
samba Macumba.
LIVRO
O
Mensageiro, de L.P. Hartley (tradução de Paulo Cezar
de Mello; Nova Alexandria; 246 páginas; 33 reais) Escrito
nos anos 50, O Mensageiro é um pequeno clássico da
novela de costumes à moda inglesa. Com ironia e sutileza, seu autor,
L.P. Hartley (1895-1972), fala dos jogos de aparência que regiam
as relações sociais na Inglaterra do começo do século
XX. O romance é narrado por Leo Colston, um homem na casa dos 60
anos que recorda, enquanto relê seu diário, um episódio
da infância que marcaria sua existência. Aos 12 anos, Colston,
de origem humilde, nutriu uma paixão ingênua pela irmã
mais velha de um colega endinheirado. Ao ganhar a confiança da
moça, cuja mão estava prometida a um nobre, o protagonista
passa a atuar como mensageiro entre ela e seu amante e acaba sendo
o pivô de uma tremenda confusão. Leia
trechos do livro.
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OS
MAIS VENDIDOS
CRÍTICA
Em
quinto lugar na lista de não-ficção de VEJA,
Mulheres Alteradas 1 (tradução de Ryta
Vinagre; Rocco; 80 páginas; 32 reais) bebe de uma vertente
do humor muito explorada ultimamente. É aquela que busca
nas agruras e inseguranças da mulher moderna o combustível
para suas tiradas. Dentro desse estilo, a série criada pela
cartunista argentina Maitena Burundarena, de 40 anos, é um
sucesso inegável. Ela já publicou sua obra em dezessete
países e, em apenas um mês, Mulheres Alteradas 1
atingiu a marca de 40 000 exemplares vendidos no Brasil, onde
até então era desconhecida. O livro contém
charges desenhadas entre
1993
e 1994, nas quais Maitena fala de mulheres às voltas com
casamentos monótonos, filhos irascíveis, tentativas
infrutíferas de fazer regime, celulite, tensão pré-menstrual
e por aí afora. Do começo ao fim, ela segue uma mesma
fórmula. Em cada página, agrupa várias charges
sob um tema como, por exemplo, "quatro boas razões
para não se casar" e "seis dicas infalíveis para saber
se sua filha adolescente é normal". É um universo
que lembra aquele explorado pela inglesa Helen Fielding nas aventuras
da atrapalhada personagem Bridget Jones. Só que Maitena não
consegue nem de longe ser tão divertida. Suas charges revelam-se
um tanto previsíveis e banais e seu traço não
é lá dos mais marcantes.
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| Quadrinho
de Maitena: nada mais do que previsível |
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