Publicidade
buscas
cidades PROGRAME-SE
Edição 1 791 - 26 de fevereiro de 2003
VEJA Recomenda
 

estaçãoveja
Leia trechos de livros, veja trailers de filmes e ouça as músicas dos CDs recomendados nas últimas semanas por esta coluna na seção multimídia de VEJA on-line.

estasemana
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Índice
Seções
Brasil
Internacional
Geral
Economia e Negócios
Guia
Artes e Espetáculos

colunas
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Luiz Felipe de Alencastro
Sérgio Abranches
Diogo Mainardi
Roberto Pompeu de Toledo

seções
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Carta ao leitor
Entrevista

Cartas
Radar
Holofote
Contexto
Veja essa
Arc
Gente
VEJA on-line
Datas
VEJA Recomenda
Os livros mais vendidos

arquivoVEJA
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Arquivo 1997-2003
Reportagens de capa
2000|01|02|03
Entrevistas
2000|01|02|03


Crie seu grupo




 

TELEVISÃO

Divulgação
Jackson e Bashir: a famosa entrevista


Living with Michael Jackson
(Domingo 2, às 21h, na Sony) – Esse documentário sobre o astro Michael Jackson estréia na TV paga brasileira um mês depois de causar barulho na Inglaterra e nos Estados Unidos. Para fazer o programa, o jornalista Martin Bashir – que conquistou fama graças a uma série de entrevistas com a princesa Diana – teve acesso à intimidade do cantor durante oito meses. Jackson, que há alguns anos enfrentou um processo por assédio sexual a um garotinho, conta que não vê problemas em dividir a cama com crianças. Ele também fala sobre suas cirurgias plásticas (diz que fez pouca coisa) e vai às lágrimas ao afirmar que seu pai o espancava na infância. O documentário mostra como o cantor vive em seu rancho, a Terra do Nunca, onde há zoológico e parque de diversões. E o acompanha numa sessão de compras na qual ele torra 6 milhões de dólares. Jackson não gostou do documentário. Promete processar seu autor.

 

DVDs

Columbia/Buena Vista

Fiennes, em Quiz Show: filme elegante


Quiz Show – A Verdade dos Bastidores
(Quiz Show, Estados Unidos, 1994. Buena Vista) – Em 1959, terminou em escândalo a carreira do aristocrático Charles van Doren (Ralph Fiennes), um jovem professor universitário que recebia de antemão as respostas que deveria dar num popularíssimo programa da televisão. Para o diretor Robert Redford, isso é apenas o começo. O verdadeiro cerne desse filme elegante, que fica melhor à medida que envelhece, é o encontro a meio caminho de dois homens que não conseguem se contentar com o que têm, por muito que seja – o patrício Van Doren, que daria tudo para ser plebeu, e o investigador do Congresso Richard Goodwin (Rob Morrow, numa atuação extraordinária), um rapaz judeu que se fez sozinho, é infinitamente mais moral e inteligente que Van Doren, mas arriscaria tudo para ser ele.

Sortilégio de Amor (Bell, Book and Candle, Estados Unidos, 1958. Classicline) – Lançado apenas alguns meses depois de Um Corpo que Cai, esse divertimento tratou de repetir o par central, formado por James Stewart e Kim Novak, para capitalizar sobre o seu sucesso. Ele é um editor de livros prestes a se casar. Ela, uma bruxa que gostaria que ele não se casasse – ao menos não com outra. Para não perder a vez, ela joga um feitiço sobre ele, que imediatamente manda a noiva passear. Como ser feliz para sempre, no entanto, quando não se sabe se o amor é de verdade ou não passa de uma praga? Kim não é uma grande atriz, mas é bonita de dar raiva. De mais a mais, qualquer deficiência sua é amplamente compensada por Stewart e por Jack Lemmon, no papel do irmão da feiticeira arrependida.

 

DISCOS

Hitting the Ground, Gordon Gano (Sum) – Não há nada melhor do que ter amigos famosos com os quais se possa contar. Ex-integrante do grupo alternativo Violent Femmes, o cantor e guitarrista Gordon Gano conseguiu reunir uma trupe respeitável de estrelas para gravar seu primeiro disco-solo. Aliás, Gano, cujas canções trazem influências do rock e da música country, criou cada uma das faixas especialmente para este ou aquele amigo. Lou Reed e John Cale dão sua palinha, respectivamente, no funk Catch 'Em in the Act e na sorumbática Don't Pretend. A faixa-título aparece em duas versões, uma interpretada pelo cantor e outra pela musa alternativa P.J. Harvey. A maior surpresa são os vocais arrepiantes de Linda Perry (ex-líder do tenebroso 4 Non Blondes) em So It Goes. Um discão.

 
Oscar Cabral
Bonfá: parceria com grandes nomes do jazz

The New Face of Bonfá, Luiz Bonfá (BMG) – Co-autor de Manhã de Carnaval, uma das canções brasileiras de maior execução no exterior, o violonista carioca Luiz Bonfá (1922-2001) foi também um dos mais criativos dentre os instrumentistas da bossa nova. Uma prova irrefutável desse talento está em The New Face of Bonfá (1970). Para esse trabalho, Bonfá, que emigrou para os Estados Unidos no final dos anos 50, voltou ao país a fim de inspirar-se. Ele gravou seis faixas num estúdio do Rio de Janeiro, no qual tocou violão, guitarra e craviola. Levou o resultado para Nova York, onde foi secundado pelo baixista Ron Carter e por outros grandes nomes do jazz. O disco traz canções de qualidade, como Window Girl (que remete às baladas de Burt Bacharach), as deliciosas Salvador e Peixe Bom e o samba Macumba.

 

LIVRO

O Mensageiro, de L.P. Hartley (tradução de Paulo Cezar de Mello; Nova Alexandria; 246 páginas; 33 reais) – Escrito nos anos 50, O Mensageiro é um pequeno clássico da novela de costumes à moda inglesa. Com ironia e sutileza, seu autor, L.P. Hartley (1895-1972), fala dos jogos de aparência que regiam as relações sociais na Inglaterra do começo do século XX. O romance é narrado por Leo Colston, um homem na casa dos 60 anos que recorda, enquanto relê seu diário, um episódio da infância que marcaria sua existência. Aos 12 anos, Colston, de origem humilde, nutriu uma paixão ingênua pela irmã mais velha de um colega endinheirado. Ao ganhar a confiança da moça, cuja mão estava prometida a um nobre, o protagonista passa a atuar como mensageiro entre ela e seu amante – e acaba sendo o pivô de uma tremenda confusão. Leia trechos do livro.

 

OS MAIS VENDIDOS — CRÍTICA

Em quinto lugar na lista de não-ficção de VEJA, Mulheres Alteradas 1 (tradução de Ryta Vinagre; Rocco; 80 páginas; 32 reais) bebe de uma vertente do humor muito explorada ultimamente. É aquela que busca nas agruras e inseguranças da mulher moderna o combustível para suas tiradas. Dentro desse estilo, a série criada pela cartunista argentina Maitena Burundarena, de 40 anos, é um sucesso inegável. Ela já publicou sua obra em dezessete países e, em apenas um mês, Mulheres Alteradas 1 atingiu a marca de 40 000 exemplares vendidos no Brasil, onde até então era desconhecida. O livro contém charges desenhadas entre 1993 e 1994, nas quais Maitena fala de mulheres às voltas com casamentos monótonos, filhos irascíveis, tentativas infrutíferas de fazer regime, celulite, tensão pré-menstrual e por aí afora. Do começo ao fim, ela segue uma mesma fórmula. Em cada página, agrupa várias charges sob um tema – como, por exemplo, "quatro boas razões para não se casar" e "seis dicas infalíveis para saber se sua filha adolescente é normal". É um universo que lembra aquele explorado pela inglesa Helen Fielding nas aventuras da atrapalhada personagem Bridget Jones. Só que Maitena não consegue nem de longe ser tão divertida. Suas charges revelam-se um tanto previsíveis e banais – e seu traço não é lá dos mais marcantes.

Quadrinho de Maitena: nada mais do que previsível

   
 

 

Fontes: São Paulo: Cultura, Laselva, Saraiva, Livraria da Vila, Fnac, Nobel, Siciliano; Rio: Saraiva, Nobel, Laselva, Sodiler, Siciliano, Argumento, Travessa; Porto Alegre: Saraiva, Nobel, Livraria Ed. Porto Alegre, Siciliano; Brasília: Sodiler, Nobel, Siciliano, Saraiva, Leitura; Recife: Sodiler, Nobel, Saraiva, Siciliano; Natal: Nobel, Sodiler; Florianópolis: Siciliano; Goiânia: Siciliano, Nobel; Fortaleza: Siciliano, Laselva, Nobel; Salvador: Siciliano; Curitiba: Siciliano, Saraiva; Belo Horizonte: Siciliano, Nobel, Leitura; Maceió: Sodiler, Nobel.
   
 
   
  voltar
   
   
  NOTÍCIAS DIÁRIAS