Ela
não paga ao PT
Heloísa
Helena não recolhe
o
dízimo há dois meses
Ana Araújo
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| A
senadora: nada a declarar |
Todo
filiado ao PT deve recolher uma quantia mensal aos cofres do partido.
O valor varia conforme o caso. Para os militantes de carteirinha, pode
ser uma contribuição fixa de 5 reais ou até 1% do
salário líquido. No caso dos parlamentares, o dízimo
é mais elevado. Varia de 6% a 20% do salário líquido.
Muitos petistas se incomodam com a taxação, mas acabam honrando
o compromisso criado em 1981, no ano seguinte a fundação
do partido. Por esse motivo, chamou a atenção da cúpula
petista a atitude da senadora Heloísa Helena, que interrompeu o
pagamento do tributo.
Conhecida nacionalmente por defender os princípios do Partido dos
Trabalhadores e se opor ao governo Lula por entender que ele se afastou
do ideário original da legenda, Heloísa sempre pagou sua
contribuição compulsória, mas deixou de depositar
o dinheiro há dois meses. Coincidência ou não, os
pagamentos cessaram em janeiro, justamente quando começou o governo
Lula. No caso dos senadores, a contribuição é de
20% do salário líquido. Como Heloísa Helena recebe
cerca de 8.000 reais líquidos por mês, ela deveria pagar
ao PT 1.600 reais. É o primeiro caso de político importante
do partido que deixa de pagar o dízimo.
Na semana passada, a reportagem de VEJA ligou diversas vezes para o gabinete
da senadora em Brasília e também para seu telefone celular.
Vários recados foram deixados e em todos eles se revelou
o propósito dos telefonemas. A senadora não se pronunciou.
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