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Edição 1 791 - 26 de fevereiro de 2003
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Ela não paga ao PT

Heloísa Helena não recolhe
o dízimo há dois meses

 
Ana Araújo
A senadora: nada a declarar

Todo filiado ao PT deve recolher uma quantia mensal aos cofres do partido. O valor varia conforme o caso. Para os militantes de carteirinha, pode ser uma contribuição fixa de 5 reais ou até 1% do salário líquido. No caso dos parlamentares, o dízimo é mais elevado. Varia de 6% a 20% do salário líquido. Muitos petistas se incomodam com a taxação, mas acabam honrando o compromisso criado em 1981, no ano seguinte a fundação do partido. Por esse motivo, chamou a atenção da cúpula petista a atitude da senadora Heloísa Helena, que interrompeu o pagamento do tributo.

Conhecida nacionalmente por defender os princípios do Partido dos Trabalhadores e se opor ao governo Lula por entender que ele se afastou do ideário original da legenda, Heloísa sempre pagou sua contribuição compulsória, mas deixou de depositar o dinheiro há dois meses. Coincidência ou não, os pagamentos cessaram em janeiro, justamente quando começou o governo Lula. No caso dos senadores, a contribuição é de 20% do salário líquido. Como Heloísa Helena recebe cerca de 8.000 reais líquidos por mês, ela deveria pagar ao PT 1.600 reais. É o primeiro caso de político importante do partido que deixa de pagar o dízimo.

Na semana passada, a reportagem de VEJA ligou diversas vezes para o gabinete da senadora em Brasília e também para seu telefone celular. Vários recados foram deixados – e em todos eles se revelou o propósito dos telefonemas. A senadora não se pronunciou.

 
 
   
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