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Pedágio urbano
Para
reduzir os congestionamentos,
Londres cobra taxa de quem trafega
na região central
AP
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Reuters
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| Poucos
protestaram e 50 000 veículos ficaram fora do centro no primeiro dia
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Os londrinos
sabem que a lentidão no tráfego de sua cidade pode significar
prejuízos de até 4% do produto interno bruto local. Por
isso, não reagiram mal à última novidade adotada
na capital inglesa para reduzir os congestionamentos. No primeiro dia
de cobrança de pedágio para motoristas que entram com seu
carro no centro da cidade, 50.000 condutores
preferiram deixar os automóveis fora desse limite. Mais de 100.000
pagaram a taxa, equivalente a 8 dólares, e os protestos que alguns
grupos tentaram promover deram em retumbante fracasso de público.
A instituição desse pedágio deverá reverter
em investimentos extras em transporte público da ordem de 205 milhões
de dólares por ano.
A taxa pode
ser paga pela internet, por telefone ou pessoalmente, em lojas e postos
de cobrança. No momento do pagamento, que pode ser feito até
minutos antes de entrar na região central ou mesmo com antecedência
de meses, o motorista informa os dados referentes ao veículo. As
informações ficam armazenadas nos computadores e são
comparadas com as imagens de aproximadamente 700 câmeras de vídeo
espalhadas por 203 pontos da área controlada. A multa pela infração,
outro item que ajudará a compor a cesta de investimentos em transportes,
não é baixa. Custa 126 dólares e pode encarecer bem
mais que isso se não for saldada depressa. Quem deixar para pagá-la
depois de 28 dias, por exemplo, vai desembolsar o equivalente a 190 dólares.
Táxis, veículos de serviços de emergência e
motoqueiros não estão sujeitos ao pedágio. Proprietários
de automóveis que residem na região central vão pagar
uma taxa simbólica com desconto de até 90% sobre
o valor original.
Há
capitais européias que estipulam horários para a entrada
de carros de particulares ou vedam o trânsito em trechos do centro.
Os críticos do tipo de medida adotado em Londres acham que o pedágio
apenas irá transferir os congestionamentos para o entorno do perímetro
tarifado, além de aumentar a demanda por transporte público.
Os mais exagerados apregoam o risco de fuga de companhias internacionais
para Tóquio, Paris ou Nova York. Em 35 outras cidades britânicas
se estuda a implantação de um projeto similar. Talvez a
idéia seja até exportada. "Dificilmente a cidade de São
Paulo escapará do pedágio nos próximos dez anos",
diz o diretor-geral do Departamento Nacional do Trânsito (Denatran),
Ailton Brasiliense. "Essa será uma opção para abrandar
o transtorno do trânsito." Estima-se que o Brasil perca 1,5 bilhão
de reais por ano com a lentidão do tráfego.
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