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VEJA Recomenda DVD
Universal
Pictures  | | Doris
e Hudson: irretocáveis no timing cômico |
Coleção
Doris Day (Universal) Os três
filmes desse pacote não foram selecionados arbitrariamente: são
os melhores trabalhos de Doris, aqueles em que ela contracenou com Rock Hudson
e o impagável Tony Randall, este sempre no papel do amigo atrapalhado do
galã. O mais fraco por comparação, claro é
Não Me Mandem Flores, em que a estrela entende mal as disposições
do testamento de seu marido hipocondríaco. Já Confidências
à Meia-Noite e Volta Meu Amor (que serviu de base para o recente
Abaixo o Amor, com Renée Zellweger) são irretocáveis
no timing cômico e na graça com que os roteiristas driblam a ultrapuritana
censura do fim dos anos 50 e início dos 60. A coleção preenche
uma lacuna grave, pois todos os três filmes eram inéditos em vídeo
por aqui.
DISCOS
London
Calling, The Clash (Sony) Muito já
se falou sobre London Calling, terceiro disco do quarteto inglês
The Clash. A rebeldia do movimento punk encontrou sua melhor forma nesse petardo
musical. Gravado em 1979, o álbum passeia por vários estilos, do
reggae ao jazz. As letras falam de revolução e do caos político
da Inglaterra nos anos 70, ou tecem críticas à sociedade de consumo.
Nessa caprichada edição tripla encontram-se, além do disco
remasterizado, um DVD com um pequeno documentário sobre London Calling
e um registro das primeiras sessões de gravação do álbum.
Esse material raro, batizado de Vanilla Tapes, ficou perdido por anos.
Mick Jones, o líder do Clash, descobriu as fitas por acaso, ao mudar a
posição de um móvel em sua casa. Vivaldi
II, Nigel Kennedy (EMI) O barroco Antonio
Vivaldi (1678-1741) tem lugar de destaque na discografia do violinista inglês
Nigel Kennedy. Sua versão para As Quatro Estações figura
entre as gravações de música clássica mais vendidas
em todos os tempos. Nesse CD, Kennedy explora outras composições
do italiano. Ao seu lado, tocam integrantes da magistral Filarmônica de
Berlim. Com Daniel Strabawa, ele duela em três concertos compostos para
dois violinos. Mas nem tudo se resume ao virtuosismo. Em Concerto para Violino
e Oboé e Sonata Número 2, Kennedy mostra que também
sabe brilhar em peças mais delicadas.
EXPOSIÇÃO
 | | Obra
de Soto, morto na semana passada: arte cinética |
Soto:
a Construção da Imaterialidade (A
partir desta terça-feira no Centro Cultural Banco do Brasil, no Rio de
Janeiro) O venezuelano Jesús-Rafael Soto morreu na semana passada
em Paris, aos 81 anos. Ele foi um dos expoentes da arte cinética
que desejava sugerir ou incluir o movimento em peças de artes plásticas
e tornou-se, nas últimas décadas, um dos mais badalados artistas
da América Latina. Passa a ser uma homenagem, portanto, essa retrospectiva
do pintor e escultor, que traz 51 obras saídas, na maior parte, do Museu
de Arte Moderna que leva o seu nome na Venezuela. Completam a exposição
trabalhos de brasileiros como Lygia Clark e Hélio Oiticica, que dialogam
com a arte de Soto. CINEMA
Divulgação
 | | Chan:
humor para a garotada |
A
Volta ao Mundo em 80 Dias (Around the World in
80 Days, Estados Unidos/Inglaterra, 2004. Desde
sexta-feira em circuito nacional) Um inventor inglês, um artista
francês e um ladrão chinês o astro Jackie Chan, cujo
personagem é promovido aqui de coadjuvante a protagonista correm
pelo título de ser o primeiro a dar a volta ao planeta no prazo estipulado,
nessa nova adaptação do romance de Júlio Verne. O humor é
um bocado inofensivo, mas, uma vez que o público dessa aventura é
a criançada, essa característica acaba constituindo mais virtude
do que defeito. Veja
cenas. LIVROS
Encontro
em Samarra, de John O'Hara (tradução
de Ana Carolina Mesquita; Ediouro; 262 páginas; 39,90 reais) O escritor
americano John O'Hara (1905-1970) tinha fama de turrão. Perdeu sucessivos
empregos na imprensa por causa de seu temperamento difícil (e de sua insaciável
sede de álcool). Seu primeiro romance seria tão controverso quanto
sua personalidade: publicado em 1934, Encontro em Samarra escandalizou
pelo retrato cáustico que traçou da alta sociedade em uma pequena
cidade da Pensilvânia (estado natal de O'Hara). E também por seu
conteúdo sexual: o escritor americano John Updike diz que o relacionamento
do casal de protagonistas de O'Hara faz Hemingway e Scott Fitzgerald seus
contemporâneos mais famosos parecer românticos insossos. Leia
trecho.
Guilherme
Gaensly  |  | | São
Paulo em 1900: 2 000 páginas sobre a cidade |
História
da Cidade de São Paulo, organizado por
Paula Porta (Paz e Terra; três volumes de 672, 628 e 620 páginas;
140 reais cada um) São Paulo era a 11ª cidade brasileira quando
o Brasil comemorava o cinqüentenário da Independência, em 1872.
Era menor do que Rio de Janeiro, Salvador, Recife e Teresina. Em 1920, com meio
milhão de habitantes, já era a segunda maior cidade brasileira,
perdendo apenas para o Rio de Janeiro, então capital do país. Hoje,
com uma população de mais de 10 milhões de pessoas, é
uma das maiores metrópoles do mundo. A formação da cidade,
dos tempos coloniais até meados do século passado, está reconstituída
nos ensaios de História da Cidade de São Paulo, organizado
pela historiadora Paula Porta. São três alentados volumes, com quase
2.000 páginas, reunindo trabalhos de 42 historiadores. Cada volume se ocupa
de um período histórico e examina a sociedade, as artes, a religião,
a política e a contribuição de diversos povos para a formação
da cidade das várias tribos indígenas anteriores à
chegada do colonizador europeu até os italianos, japoneses e outros tantos
imigrantes que fizeram sua vida na capital paulista. Leia
trecho. |