Edição 1889 . 26 de janeiro de 2005

Índice
Lya Luft
Millôr
Diogo Mainardi
Tales Alvarenga
André Petry
Roberto Pompeu de Toledo
Carta ao leitor
Entrevista
Cartas
Radar
Holofote
Contexto
Veja essa
Gente
Auto-retrato
Datas
VEJA Recomenda
Os livros mais vendidos
 
 

VEJA Recomenda


DVD

Universal Pictures
Doris e Hudson: irretocáveis no timing cômico


Coleção Doris Day
(Universal) – Os três filmes desse pacote não foram selecionados arbitrariamente: são os melhores trabalhos de Doris, aqueles em que ela contracenou com Rock Hudson e o impagável Tony Randall, este sempre no papel do amigo atrapalhado do galã. O mais fraco – por comparação, claro – é Não Me Mandem Flores, em que a estrela entende mal as disposições do testamento de seu marido hipocondríaco. Já Confidências à Meia-Noite e Volta Meu Amor (que serviu de base para o recente Abaixo o Amor, com Renée Zellweger) são irretocáveis no timing cômico e na graça com que os roteiristas driblam a ultrapuritana censura do fim dos anos 50 e início dos 60. A coleção preenche uma lacuna grave, pois todos os três filmes eram inéditos em vídeo por aqui.

 

DISCOS

London Calling, The Clash (Sony) – Muito já se falou sobre London Calling, terceiro disco do quarteto inglês The Clash. A rebeldia do movimento punk encontrou sua melhor forma nesse petardo musical. Gravado em 1979, o álbum passeia por vários estilos, do reggae ao jazz. As letras falam de revolução e do caos político da Inglaterra nos anos 70, ou tecem críticas à sociedade de consumo. Nessa caprichada edição tripla encontram-se, além do disco remasterizado, um DVD com um pequeno documentário sobre London Calling e um registro das primeiras sessões de gravação do álbum. Esse material raro, batizado de Vanilla Tapes, ficou perdido por anos. Mick Jones, o líder do Clash, descobriu as fitas por acaso, ao mudar a posição de um móvel em sua casa.

Vivaldi II, Nigel Kennedy (EMI) – O barroco Antonio Vivaldi (1678-1741) tem lugar de destaque na discografia do violinista inglês Nigel Kennedy. Sua versão para As Quatro Estações figura entre as gravações de música clássica mais vendidas em todos os tempos. Nesse CD, Kennedy explora outras composições do italiano. Ao seu lado, tocam integrantes da magistral Filarmônica de Berlim. Com Daniel Strabawa, ele duela em três concertos compostos para dois violinos. Mas nem tudo se resume ao virtuosismo. Em Concerto para Violino e Oboé e Sonata Número 2, Kennedy mostra que também sabe brilhar em peças mais delicadas.

 

EXPOSIÇÃO

Obra de Soto, morto na semana passada: arte cinética

Soto: a Construção da Imaterialidade (A partir desta terça-feira no Centro Cultural Banco do Brasil, no Rio de Janeiro) – O venezuelano Jesús-Rafael Soto morreu na semana passada em Paris, aos 81 anos. Ele foi um dos expoentes da arte cinética – que desejava sugerir ou incluir o movimento em peças de artes plásticas – e tornou-se, nas últimas décadas, um dos mais badalados artistas da América Latina. Passa a ser uma homenagem, portanto, essa retrospectiva do pintor e escultor, que traz 51 obras saídas, na maior parte, do Museu de Arte Moderna que leva o seu nome na Venezuela. Completam a exposição trabalhos de brasileiros como Lygia Clark e Hélio Oiticica, que dialogam com a arte de Soto.

 

CINEMA

Divulgação
Chan: humor para a garotada


A Volta ao Mundo em 80 Dias
(Around the World in 80 Days,
Estados Unidos/Inglaterra, 2004. Desde sexta-feira em circuito nacional) – Um inventor inglês, um artista francês e um ladrão chinês – o astro Jackie Chan, cujo personagem é promovido aqui de coadjuvante a protagonista – correm pelo título de ser o primeiro a dar a volta ao planeta no prazo estipulado, nessa nova adaptação do romance de Júlio Verne. O humor é um bocado inofensivo, mas, uma vez que o público dessa aventura é a criançada, essa característica acaba constituindo mais virtude do que defeito. Veja cenas.

 

LIVROS

Encontro em Samarra, de John O'Hara (tradução de Ana Carolina Mesquita; Ediouro; 262 páginas; 39,90 reais) – O escritor americano John O'Hara (1905-1970) tinha fama de turrão. Perdeu sucessivos empregos na imprensa por causa de seu temperamento difícil (e de sua insaciável sede de álcool). Seu primeiro romance seria tão controverso quanto sua personalidade: publicado em 1934, Encontro em Samarra escandalizou pelo retrato cáustico que traçou da alta sociedade em uma pequena cidade da Pensilvânia (estado natal de O'Hara). E também por seu conteúdo sexual: o escritor americano John Updike diz que o relacionamento do casal de protagonistas de O'Hara faz Hemingway e Scott Fitzgerald – seus contemporâneos mais famosos – parecer românticos insossos. Leia trecho.


Guilherme Gaensly
São Paulo em 1900: 2 000 páginas sobre a cidade

História da Cidade de São Paulo, organizado por Paula Porta (Paz e Terra; três volumes de 672, 628 e 620 páginas; 140 reais cada um) – São Paulo era a 11ª cidade brasileira quando o Brasil comemorava o cinqüentenário da Independência, em 1872. Era menor do que Rio de Janeiro, Salvador, Recife e Teresina. Em 1920, com meio milhão de habitantes, já era a segunda maior cidade brasileira, perdendo apenas para o Rio de Janeiro, então capital do país. Hoje, com uma população de mais de 10 milhões de pessoas, é uma das maiores metrópoles do mundo. A formação da cidade, dos tempos coloniais até meados do século passado, está reconstituída nos ensaios de História da Cidade de São Paulo, organizado pela historiadora Paula Porta. São três alentados volumes, com quase 2.000 páginas, reunindo trabalhos de 42 historiadores. Cada volume se ocupa de um período histórico e examina a sociedade, as artes, a religião, a política e a contribuição de diversos povos para a formação da cidade – das várias tribos indígenas anteriores à chegada do colonizador europeu até os italianos, japoneses e outros tantos imigrantes que fizeram sua vida na capital paulista. Leia trecho.

 

 

Fontes: São Paulo: Cultura, Laselva, Saraiva, Livraria da Vila, Siciliano, Fnac; Rio: Saraiva, Laselva, Sodiler, Siciliano, Travessa; Porto Alegre: Saraiva, Siciliano, Livraria Porto Alegre, Cultura, Livrarias Porto; Brasília: Sodiler, Siciliano, Saraiva, Leitura; Recife: Sodiler, Saraiva, Siciliano, Cultura; Natal: Sodiler; Florianópolis: Siciliano, Livrarias Catarinense; Goiânia: Siciliano, Saraiva, Leitura; Fortaleza: Siciliano, Laselva; Salvador: Siciliano; Curitiba: Siciliano, Saraiva, Livrarias Curitiba; Londrina: Livrarias Porto; Belo Horizonte: Siciliano, Leitura; Maceió: Sodiler; Belém: Clio; Vitória: Leitura; internet: Cultura, Laselva, Saraiva, Sodiler, Fnac, Submarino, Leitura.
 
 
 
topovoltar