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Tales
Alvarenga Machista!
"Se
um reitor comparece a um congresso e não pode dar sua opinião
devido à sensibilidade das feministas, então o debate está
interditado e não há mais razão para a existência
da universidade" Com as conquistas das
mulheres nos últimos cinqüenta anos, o natural seria que o feminismo
estivesse enterrado. Como instrumento de luta política, está mesmo.
O que resta dele é uma carcaça de posturas obscurantistas. Quando
Marta Suplicy, ex-prefeita de São Paulo, chamou seus críticos de
"machistas", ficou evidente que tentava apenas fugir das acusações
que vinha recebendo por sua administração desastrosa e falida. As
ideologias nascem, amadurecem e morrem. Deixam de existir no momento em que se
tornam um entrave ao progresso das causas inicialmente defendidas.
Foi o que aconteceu com o feminismo. Suas teses se infiltraram pouco a pouco em
instituições das sociedades industrializadas, como a universidade.
Aceita entre os intelectuais, a luta feminista perdeu a virulência dos primeiros
tempos e se tornou parte integrante da cultura. Nesse processo, perdeu a dinâmica
e se transformou em dogma. Na semana passada, o
reitor da Universidade Harvard, nos Estados Unidos, Lawrence Summers, pediu desculpa
publicamente por ter ofendido a platéia feminina numa conferência.
O que fez Summers? Afirmou que diferenças biológicas podem explicar
por que poucas mulheres têm sucesso na matemática e nas ciências.
Era apenas uma tese. Só num ambiente obscurantista se poderia imaginar
que fosse considerada um sacrilégio impronunciável. Para piorar
a recepção de suas idéias, Summers citou uma pesquisa segundo
a qual meninos conseguem resultados melhores do que meninas em testes de matemática.
Ouviram-se protestos irados. Muitas mulheres se retiraram da sala.
Segundo a corrente de pensamento hoje dominante na elite cultural americana, só
é elegante atribuir aos "fatores sociais" as diferenças de aptidão
entre os sexos. Secretário do Tesouro no governo Clinton, mais acostumado
com o mundo cru da política do que com os melindres da academia, Summers
cutucou o arsenal de teses politicamente corretas em vigor em seu país.
Tratava-se de um simpósio sobre o tema "Mulheres, minorias subvalorizadas
e suas carreiras em ciência e engenharia". Se um reitor comparece a um congresso
desses e não pode dar sua opinião devido à sensibilidade
das feministas, então o debate está interditado e não há
mais razão para a existência da universidade.
O homem e a mulher comuns sabem que há diferenças entre eles, provavelmente
resultado da evolução biológica. Genericamente falando, a
mulher é mais prática, mais esperta, mais funcional. Entende os
semelhantes com mais precisão e tem uma visão mais cooperativa da
vida em sociedade. É mais corajosa e menos aventureira. Não quer
dirigir carros de Fórmula 1. Tem menos senso de humor e imaginação
e, talvez, mais dificuldade com a matemática, como postula Summers. Ainda
não se tem certeza sobre essas coisas. São temas fascinantes para
a pesquisa. A imposição do silêncio sobre o assunto é
a negação do impulso iluminista que presidiu o nascimento do feminismo.
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