Edição 1889 . 26 de janeiro de 2005

Índice
Lya Luft
Millôr
Diogo Mainardi
Tales Alvarenga
André Petry
Roberto Pompeu de Toledo
Carta ao leitor
Entrevista
Cartas
Radar
Holofote
Contexto
Veja essa
Gente
Auto-retrato
Datas
VEJA Recomenda
Os livros mais vendidos
 
 

Gente

Descobrindo as origens

Helvio Romero/AE

Assiria: entusiasmo com a condição de judia-nova


Evangélica, cantora de música gospel, Assiria do Nascimento, 44 anos, mulher do rei Pelé, descobriu que tem ascendência judia: uma pesquisa genealógica encomendada por sugestão de um rabino confirmou que sua família por parte de mãe descende de cristãos-novos de Portugal. "Sempre tive atração muito grande pelo povo judeu, mas não sabia por quê. Tenho em casa menorá (o candelabro sagrado), bandeira de Israel, estrelas-de-davi e até mezuzá no batente da porta, no Guarujá", conta. Assiria não tem intenção de deixar a Igreja Batista, mas vai adotar preceitos judaicos em casa – a começar pela circuncisão do filho Joshua, 8 anos (o tempo dirá se também vai "persuadi-lo" a ser médico, como boa mãe judia). Como Pelé reagiu à notícia? "Ele ficou surpreso. Não imaginava que um dia acordaria rodeado de judeus em casa", diverte-se Assiria.

 

As musas vestidas

 

Patricia Santos/AE

Fernanda Calfat
Gisele: mais poses, mais graças e mais zeros na conta Daniella, direto de Madri: fotos, desfile, 150 000 reais e poucos sorrisos

Para quem aprecia essas coisas (acreditem, até lá tem quem aprecie), foi uma tremenda injustiça: as duas grandes estrelas da São Paulo Fashion Week desfilaram cobertas da cabeça aos pés. Fora só um pedacinho de pernas (divinas, é verdade) aqui e ali, parecia praticamente um desfile no Afeganistão. Irmanadas nas quase-burkas, Gisele Bündchen e Daniella Cicarelli diferiram no comportamento. Faturando com o ímpeto de uma divisão Panzer (1,7 milhão de reais pela campanha-desfile da Colcci no Rio, cerca de 150 000 por três rodopios na passarela da Triton em São Paulo, novas campanhas milionárias), Gisele fez embaixadinhas, deu autógrafos, riu e falou com todo mundo. Numa das quinze entrevistas, expôs a VEJA alguns de seus pontos de vista:

Sobre as contribuições para vítimas do tsunami (seu namorado, Leonardo DiCaprio, anunciou doação de 1 milhão de dólares): "As pessoas mentem sobre os valores. Tenho certeza absoluta. Estou na mídia e sei como é".

Sobre concorrência e carreira : "Quem é Carol Trentini (quando perguntada sobre a jovem modelo em ascensão, inspiração das iniciantes)? Eu não entrei nesse business (negócio) para ser inspiração para ninguém. Queria ser profissional, ajudar a mim e a minha família. É um plus (benefício extra) ter pessoas que admiram meu trabalho. Eu não faço o que faço para ser admirada ou ser famosa".

Já Daniella praticamente não abriu a boca fenomenal: chegou de Madri, fotografou e desfilou para a Ellus, falou pouco, sorriu menos ainda e, 150 000 reais depois, voltou correndo para cuidar de Ronaldo e da festa de casamento em Paris.

 

Abaixo a tirania dos modelões

 
Fotos AP
Laura Bush, suas gêmeas e a transformação: encorpadas no dia 19, esbeltas no dia seguinte

Pode-se dizer que foi o milagre do dia da posse: três Bush rubicundas no dia 19 ressurgiram esbeltas no dia 20, quando George W. assumiu seu segundo mandato como presidente dos Estados Unidos. Por força dos vestidos cheios de volume, o trio feminino encorpou: Barbara de Badgley Mischka bicolor, sua irmã Jenna de Lela Rose decotado e mamãe Laura num matronal Carolina Herrera "inspirado no Oeste". O figurino B foi usado no baile pré-posse em que 12.000 texanos celebraram a vitória do conterrâneo vestindo gravata-borboleta e botas e bebendo uma espécie de arma de destruição em massa que mistura vinho merlot com refrigerante. No dia seguinte, o figurino melhorou. Jenna foi com um romântico Badgley Mischka creme, Barbara e Laura usaram Oscar de la Renta. O correto modelo da primeira-dama afinou a silhueta e compensou o desastre furta-cor da noite anterior. Como há quatro anos, o casal Bush dançou (mal) exatos trinta segundos, passou correndo pelas festas e foi dormir cedo: às 10h30, eles já estavam na Casa Branca.

 

Famosos e difíceis

Claudio Rossi


Sócio majoritário da Lotus, uma das boates em que celebridades batem ponto em Nova York, o canadense Jeffrey Jah, 37 anos, tem vindo a São Paulo a cada duas semanas para monitorar os resultados da primeira filial do clube. Aqui ele conta como lida com a clientela estrelada – e problemática:

Quais os famosos que você já pôs para fora?
A (cantora) Courtney Love, quando estava xingando e agredindo os outros convidados. O (ator) Mark Wahlberg já foi expulso algumas vezes por causa de briga. Uma vez, quase bati no rapper Jay-Z, que apareceu numa festa sem ser convidado e ficou me provocando. Tive uma história parecida com o (ex-rapper) Puff Daddy.

Quem já bebeu demais e deu vexame na Lotus?
Já tive de mandar o Joaquin Phoenix para casa. E a Paris Hilton saiu carregada de uma festa feita para ela.

Quais os clientes mais chatos?
A minha amiga Naomi (Campbell) sempre quer a melhor mesa, mesmo que já esteja ocupada por outras celebridades – ela é a rainha do drama. Tem também os que não dividem a mesma mesa na área vip, que só tem seis: o (ator) Tobey Maguire não senta com o Joaquin Phoenix, David Blaine (especialista em passar fome em público) não senta com (o mágico) David Copperfield.

Brigas de casal famoso?
O Tom Cruise e a Nicole Kidman, quando ainda eram casados, tiveram uma briga feia na cozinha da Lotus. Foram embora separados.

Quem não gosta de pagar a conta?
Naomi Campbell e Puff Daddy já nos devem muito dinheiro. Paris Hilton também.


Editado por Lizia Bydlowski.
Colaboraram Bel Moherdaui, Laura Bordokan, Marcelo Carneiro e Sandra Brasil

 
 
 
 
topovoltar