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Cartas
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"Maravilhosa a reportagem. Eu e minha
mulher encontramos um ótimo assunto para 'apimentar' ainda mais nosso relacionamento
conjugal." Roberto Carlos Guidi Mauá,
SP | Sexo
Idealmente o ato sexual transcende em muito o mero prazer
psíquico do orgasmo, devendo ser visto como uma oportunidade de troca íntima
de emoções e afeto. Relacionar-se sexualmente de forma sadia e agradável
transpõe o momento do sexo, possibilita uma melhor qualidade de vida e
diminui doenças e males do organismo, fato verificado de forma significativa
em atendimentos clínicos. Parabéns pela qualidade e pela iniciativa
da reportagem "O termômetro da vida sexual" (19 de janeiro). Marlon
Mattedi Psicólogo
e terapeuta sexual Jaraguá do Sul, SC
Um assunto polêmico, mas essencial na vida de qualquer casal. O teste da
reportagem é excelente e mostrou como é aqui em minha casa, como
eu e minha esposa somos. O sexo é um dos pilares de um bom relacionamento,
principalmente quando é feito com amor e carinho; mas sexo casual também
é muito bom. Carlos
Alberto Vila São
José do Rio Preto, SP Podemos
ver a importância que o homem dá à perda da ereção,
tida como o fim da vida sexual. Os medicamentos existentes no mercado estão
trazendo de volta essa alegria perdida. A ejaculação precoce, que
tantos homens afirmam não ter, é facilmente controlada, modificando
comportamentos, liquidando sintomas, descondicionando e recondicionando o organismo.
Milton Granado da Silva Psicólogo
e sexólogo Rio
de Janeiro, RJ Henrique
Meirelles Impressionante a lucidez do goiano
Henrique Meirelles (Amarelas, 19 de janeiro) ao traçar a radiografia econômica
do Brasil de hoje. O presidente do Banco Central é, ao lado do ministro
da Fazenda, Antônio Palocci, o maior responsável pelo sucesso do
governo Lula no campo econômico. A entrevista de Meirelles é uma
aula aos petistas mais renitentes que ainda abraçam a bandeira encardida
do calote da dívida externa e a do rompimento com o FMI. Serve também
de norte para economistas que desenvolvem teses mirabolantes para o crescimento
do país. Orlando
Carmo Arantes Goiânia,
GO
Finalmente alguém gabaritado deste
governo reconhece que todo o êxito da estabilidade econômica teve
origem no governo FHC, já que 23 trimestres correspondem a cinco anos e
nove meses, ou seja, de abril de 1999 a dezembro de 2004. Seria essa a herança
maldita de que fala Lula? Claudio
Juchem São
Paulo, SP
O Itamaraty monoglota Gostaria de
manifestar minha opinião sobre a decisão do ministro das Relações
Exteriores, Celso Amorim, de tornar o inglês matéria classificatória,
e não mais eliminatória, para o concurso de admissão à
carreira de diplomata ("A vanguarda do atraso", 19 de janeiro). Quero cumprimentá-lo
pela corajosa medida, que visa a democratizar o ingresso de jovens à carreira. Maria
do Carmo Caçador São
Paulo, SP Não poderia
ser mais patética e retrógrada a decisão do governo brasileiro.
Conhecer bem idiomas estrangeiros é um pré-requisito essencial para
que os futuros diplomatas, em qualquer lugar do mundo, possam exercer com sucesso
o ofício que livremente escolheram. O ministério das Relações
Exteriores pensa, equivocadamente, que conseguirá promover a "democratização"
da carreira diplomática simplesmente baixando o nível dos requisitos
básicos ao ingresso na profissão. Pensamento tacanho do ministro
Celso Amorim. Alberto Murray Neto São
Paulo, SP A decisão de
tornar classificatória a prova de inglês no concurso do Instituto
Rio Branco retoma prática vigente durante vários anos, antes de
1996. A mudança valoriza os conhecimentos em outras áreas igualmente
importantes para a formação e o trabalho do diplomata. Se aprovado
no concurso, o candidato estudará inglês e outras línguas
no instituto de forma intensa e de acordo com seu nível de preparo nos
planos escrito e oral. Ricardo
Neiva Tavares Chefe
da assessoria de imprensa do gabinete do ministro das Relações Exteriores
Brasília, DF
Roberto Civita Caro Roberto, cumprimento-o
pelo editorial ("Meus votos para 2005: competência, disciplina e persistência!",
Carta do Editor, 5 de janeiro) que resume nossos desafios para 2005. Que suas
oportunas palavras encontrem ouvidos atentos, compreensão política
e responsabilidade administrativa tão necessários àqueles
que têm o dever de cumprir o que lhes foi delegado pelas urnas. Aécio
Neves da Cunha Governador
do Estado de Minas Gerais
Belo Horizonte, MG
Petrobras Os executivos e acionistas
da Petrobras têm muito a comemorar nestes dois anos de gestão: aumento
previsto de produção, com a entrada em operação neste
ano de três novas plataformas; descoberta de novas reservas que levará
o país a auto-suficiência em 2006. As reservas provadas aumentaram
de 12,6 bilhões de barris, em 2002, para 14,9 bilhões, em 2004;
lucro líquido, em 2002: 8,1 bilhões de reais, em 2003: 17,8 bilhões,
em 2004 (de janeiro a setembro): 13,3 bilhões; valorização
das ações, de 52,80 reais, em 31 de dezembro de 2002, para 105,22,
em 14 de janeiro último; o valor de mercado da empresa foi de 15,5 bilhões
de dólares em 31 de dezembro de 2002, para 40,2 bilhões. A redução
na produção da Petrobras, tema do artigo de Diogo Mainardi (19 de
janeiro), ocorreu, principalmente, por atraso na entrega de duas plataformas
P-43 e P-48 encomendadas em 2001 (em gestão anterior) e construídas
pela empresa americana Halliburton. A renegociação do contrato com
a Halliburton foi concluída com a lisura exigida. Todas as providências
legais, para evitar um atraso ainda maior da entrada em operação
das plataformas, e prejuízos ainda mais amargos, foram tomadas pela companhia.
As plataformas P-51 e P-52, diferentemente do que afirma o articulista, não
estão sendo construídas em Cingapura. A P-51 está sendo totalmente
construída no Brasil, mais precisamente na Nuclep. Apenas o casco da P-52
está sendo feito em Cingapura, e todo o restante no Brasil, tendo seu contrato
garantido pelo menos 60% de conteúdo nacional. O "esquema de bonificações"
que premiava dirigentes, como afirma o colunista, não foi apenas abolido.
Está sendo revisto e democratizado pela atual gestão, interrompendo
um ciclo injusto em que, a título de produtividade, poucos coroados ganhavam
muito, em detrimento de toda a força de trabalho. José
Eduardo Dutra Presidente
da Petrobras Rio
de Janeiro, RJ
Tales Alvarenga Concordo com Tales
Alvarenga. Qualquer pessoa que tenha um pouco de inteligência deixará
de mentir para si mesma, acreditando em historinhas feitas para gente grande.
As religiões têm resposta para tudo; se acontece uma tragédia
foi porque Deus quis, se acontece um milagre foi porque Deus quis. Ou seja, existe
consolo para todas as situações. E as pessoas nascem, crescem e
morrem esperando o fim do mundo. Marco
Aurelio Moreno Aguilera Newark,
New Jersey, EUA
Claudio de Moura Castro Amigo Claudio,
nada menos que cinco pessoas me enviaram a revista VEJA com seu ponto de vista
sobre o aproveitamento do talento no Brasil ("No futebol, pode...", Ponto de vista,
19 de janeiro). Continuamos na luta já vai para quase três décadas,
e fico muito contente em ver que o assunto, tratado por alguém de seu calibre,
ganha novas adesões. Zenita
Guenther Associação
de Pais e Amigos para Apoio ao Talento (Aspat) www.aspat.ufla.br

| O CRISTIANISMO E O IMPÉRIO
O
leitor Aloysio Tiscoski, de Criciúma, em Santa Catarina, escreveu, a respeito
da reportagem "A busca pelo Jesus da história" (15 de dezembro): "VEJA
diz que a Igreja foi consagrada em 335 d.C. a mando do imperador Constantino.
Foi ele quem permitiu que o cristianismo fosse praticado livremente no império.
Somente no ano 380 d.C. o imperador Teodósio instaurou o cristianismo como
religião oficial do império". Charles Robert Sobral Donald, de Aracaju,
reforçou: "Quem o fez foi o imperador Teodósio, por meio do Edito
de Tessalônica". Marcos Roberto Corrêa Alves, de São Leopoldo,
no Rio Grande do Sul, complementou: "Constantino apenas concedeu a liberdade de
culto a todos os cidadãos do império". Na verdade, perseguida por
Diocleciano (284 a 305 d.C.), a fé cristã foi liberada, em pé
de igualdade com os cultos pagãos, por Constantino I (306 a 337 d.C.).
Foi ele o primeiro imperador romano a se converter ao cristianismo, a ponto de
ter presidido o Concílio de Nicéia (325 d.C.), que definiu as bases
da Igreja Católica. Em 380 d.C., o imperador Teodósio I (379 a 395
d.C.) declarou o cristianismo a religião oficial do Império Romano,
como afirmam os leitores. | | |