Edição 1889 . 26 de janeiro de 2005

Índice
Lya Luft
Millôr
Diogo Mainardi
Tales Alvarenga
André Petry
Roberto Pompeu de Toledo
Carta ao leitor
Entrevista
Cartas
Radar
Holofote
Contexto
Veja essa
Gente
Auto-retrato
Datas
VEJA Recomenda
Os livros mais vendidos
 
 

Cartas

"Maravilhosa a reportagem. Eu e minha mulher encontramos um ótimo assunto para 'apimentar' ainda mais nosso relacionamento conjugal."
Roberto Carlos Guidi
Mauá, SP

Sexo

Idealmente o ato sexual transcende em muito o mero prazer psíquico do orgasmo, devendo ser visto como uma oportunidade de troca íntima de emoções e afeto. Relacionar-se sexualmente de forma sadia e agradável transpõe o momento do sexo, possibilita uma melhor qualidade de vida e diminui doenças e males do organismo, fato verificado de forma significativa em atendimentos clínicos. Parabéns pela qualidade e pela iniciativa da reportagem "O termômetro da vida sexual" (19 de janeiro).
Marlon Mattedi
Psicólogo e terapeuta sexual
Jaraguá do Sul, SC

Um assunto polêmico, mas essencial na vida de qualquer casal. O teste da reportagem é excelente e mostrou como é aqui em minha casa, como eu e minha esposa somos. O sexo é um dos pilares de um bom relacionamento, principalmente quando é feito com amor e carinho; mas sexo casual também é muito bom.
Carlos Alberto Vila
São José do Rio Preto, SP

Podemos ver a importância que o homem dá à perda da ereção, tida como o fim da vida sexual. Os medicamentos existentes no mercado estão trazendo de volta essa alegria perdida. A ejaculação precoce, que tantos homens afirmam não ter, é facilmente controlada, modificando comportamentos, liquidando sintomas, descondicionando e recondicionando o organismo.
Milton Granado da Silva
Psicólogo e sexólogo
Rio de Janeiro, RJ

 

Henrique Meirelles

Impressionante a lucidez do goiano Henrique Meirelles (Amarelas, 19 de janeiro) ao traçar a radiografia econômica do Brasil de hoje. O presidente do Banco Central é, ao lado do ministro da Fazenda, Antônio Palocci, o maior responsável pelo sucesso do governo Lula no campo econômico. A entrevista de Meirelles é uma aula aos petistas mais renitentes que ainda abraçam a bandeira encardida do calote da dívida externa e a do rompimento com o FMI. Serve também de norte para economistas que desenvolvem teses mirabolantes para o crescimento do país.
Orlando Carmo Arantes
Goiânia, GO

Finalmente alguém gabaritado deste governo reconhece que todo o êxito da estabilidade econômica teve origem no governo FHC, já que 23 trimestres correspondem a cinco anos e nove meses, ou seja, de abril de 1999 a dezembro de 2004. Seria essa a herança maldita de que fala Lula?
Claudio Juchem
São Paulo, SP

 

O Itamaraty monoglota

Gostaria de manifestar minha opinião sobre a decisão do ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, de tornar o inglês matéria classificatória, e não mais eliminatória, para o concurso de admissão à carreira de diplomata ("A vanguarda do atraso", 19 de janeiro). Quero cumprimentá-lo pela corajosa medida, que visa a democratizar o ingresso de jovens à carreira.
Maria do Carmo Caçador
São Paulo, SP

Não poderia ser mais patética e retrógrada a decisão do governo brasileiro. Conhecer bem idiomas estrangeiros é um pré-requisito essencial para que os futuros diplomatas, em qualquer lugar do mundo, possam exercer com sucesso o ofício que livremente escolheram. O ministério das Relações Exteriores pensa, equivocadamente, que conseguirá promover a "democratização" da carreira diplomática simplesmente baixando o nível dos requisitos básicos ao ingresso na profissão. Pensamento tacanho do ministro Celso Amorim.
Alberto Murray Neto
São Paulo, SP

A decisão de tornar classificatória a prova de inglês no concurso do Instituto Rio Branco retoma prática vigente durante vários anos, antes de 1996. A mudança valoriza os conhecimentos em outras áreas igualmente importantes para a formação e o trabalho do diplomata. Se aprovado no concurso, o candidato estudará inglês e outras línguas no instituto de forma intensa e de acordo com seu nível de preparo nos planos escrito e oral.
Ricardo Neiva Tavares
Chefe da assessoria de imprensa do gabinete do ministro das Relações Exteriores
Brasília, DF

 

Roberto Civita

Caro Roberto, cumprimento-o pelo editorial ("Meus votos para 2005: competência, disciplina e persistência!", Carta do Editor, 5 de janeiro) que resume nossos desafios para 2005. Que suas oportunas palavras encontrem ouvidos atentos, compreensão política e responsabilidade administrativa tão necessários àqueles que têm o dever de cumprir o que lhes foi delegado pelas urnas.
Aécio Neves da Cunha
Governador do Estado de Minas Gerais
Belo Horizonte, MG

 

Petrobras

Os executivos e acionistas da Petrobras têm muito a comemorar nestes dois anos de gestão: aumento previsto de produção, com a entrada em operação neste ano de três novas plataformas; descoberta de novas reservas que levará o país a auto-suficiência em 2006. As reservas provadas aumentaram de 12,6 bilhões de barris, em 2002, para 14,9 bilhões, em 2004; lucro líquido, em 2002: 8,1 bilhões de reais, em 2003: 17,8 bilhões, em 2004 (de janeiro a setembro): 13,3 bilhões; valorização das ações, de 52,80 reais, em 31 de dezembro de 2002, para 105,22, em 14 de janeiro último; o valor de mercado da empresa foi de 15,5 bilhões de dólares em 31 de dezembro de 2002, para 40,2 bilhões. A redução na produção da Petrobras, tema do artigo de Diogo Mainardi (19 de janeiro), ocorreu, principalmente, por atraso na entrega de duas plataformas – P-43 e P-48 – encomendadas em 2001 (em gestão anterior) e construídas pela empresa americana Halliburton. A renegociação do contrato com a Halliburton foi concluída com a lisura exigida. Todas as providências legais, para evitar um atraso ainda maior da entrada em operação das plataformas, e prejuízos ainda mais amargos, foram tomadas pela companhia. As plataformas P-51 e P-52, diferentemente do que afirma o articulista, não estão sendo construídas em Cingapura. A P-51 está sendo totalmente construída no Brasil, mais precisamente na Nuclep. Apenas o casco da P-52 está sendo feito em Cingapura, e todo o restante no Brasil, tendo seu contrato garantido pelo menos 60% de conteúdo nacional. O "esquema de bonificações" que premiava dirigentes, como afirma o colunista, não foi apenas abolido. Está sendo revisto e democratizado pela atual gestão, interrompendo um ciclo injusto em que, a título de produtividade, poucos coroados ganhavam muito, em detrimento de toda a força de trabalho.
José Eduardo Dutra
Presidente da Petrobras
Rio de Janeiro, RJ

 

Tales Alvarenga

Concordo com Tales Alvarenga. Qualquer pessoa que tenha um pouco de inteligência deixará de mentir para si mesma, acreditando em historinhas feitas para gente grande. As religiões têm resposta para tudo; se acontece uma tragédia foi porque Deus quis, se acontece um milagre foi porque Deus quis. Ou seja, existe consolo para todas as situações. E as pessoas nascem, crescem e morrem esperando o fim do mundo.
Marco Aurelio Moreno Aguilera
Newark, New Jersey, EUA

 

Claudio de Moura Castro

Amigo Claudio, nada menos que cinco pessoas me enviaram a revista VEJA com seu ponto de vista sobre o aproveitamento do talento no Brasil ("No futebol, pode...", Ponto de vista, 19 de janeiro). Continuamos na luta já vai para quase três décadas, e fico muito contente em ver que o assunto, tratado por alguém de seu calibre, ganha novas adesões.
Zenita Guenther
Associação de Pais e Amigos para Apoio ao Talento (Aspat)
www.aspat.ufla.br

 

 

O CRISTIANISMO E O IMPÉRIO


O leitor Aloysio Tiscoski, de Criciúma, em Santa Catarina, escreveu, a respeito da reportagem "A busca pelo Jesus da história" (15 de dezembro): "VEJA diz que a Igreja foi consagrada em 335 d.C. a mando do imperador Constantino. Foi ele quem permitiu que o cristianismo fosse praticado livremente no império. Somente no ano 380 d.C. o imperador Teodósio instaurou o cristianismo como religião oficial do império". Charles Robert Sobral Donald, de Aracaju, reforçou: "Quem o fez foi o imperador Teodósio, por meio do Edito de Tessalônica". Marcos Roberto Corrêa Alves, de São Leopoldo, no Rio Grande do Sul, complementou: "Constantino apenas concedeu a liberdade de culto a todos os cidadãos do império". Na verdade, perseguida por Diocleciano (284 a 305 d.C.), a fé cristã foi liberada, em pé de igualdade com os cultos pagãos, por Constantino I (306 a 337 d.C.). Foi ele o primeiro imperador romano a se converter ao cristianismo, a ponto de ter presidido o Concílio de Nicéia (325 d.C.), que definiu as bases da Igreja Católica. Em 380 d.C., o imperador Teodósio I (379 a 395 d.C.) declarou o cristianismo a religião oficial do Império Romano, como afirmam os leitores.

 
 
 
 
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