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O melhor de todos
Ronaldo,
artilheiro da Copa do Mundo,
é eleito o jogador do ano pela Fifa
Reuters
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| O
jogador e o troféu da Fifa: "Dois anos de trabalho" |
O atacante
Ronaldo foi eleito, na semana passada, o melhor jogador de 2002 pela Fifa,
com 387 pontos, mais que a soma dos votos do segundo colocado, o goleiro
alemão Oliver Kahn, que teve 171 pontos, e do terceiro, o francês
Zidane, com 148. Com isso, tornou-se o jogador mais premiado da história
da entidade, com três troféus ganhou o primeiro em
1996 e o outro em 1997. Desde que o prêmio foi criado, em 1991,
apenas ele e Zidane haviam sido escolhidos duas vezes. "É a recompensa
de dois anos de trabalho", disse Ronaldo. O jogador surpreendeu não
tanto pelo desempenho em campo, mas sobretudo pela reviravolta em sua
vida. Há quatro anos, teve uma inexplicável convulsão
no dia da derrota da seleção brasileira contra a França
na decisão da Copa do Mundo. O suplício estava apenas começando.
Dois meses depois, teve uma inflamação no joelho direito,
que o deixou três meses fora dos campos. Em novembro de 1999, o
tendão patelar do mesmo joelho se rompeu e Ronaldo foi submetido
a uma cirurgia, a segunda em três anos. Ficou mais cinco meses afastado.
No dia 12
de abril de 2000, após 143 dias sem jogar, Ronaldo reestreou na
Inter de Milão contra a Lazio, em Roma, mas, no meio do jogo, machucou-se
novamente. Poucas vezes se viu no esporte uma expressão de dor
tão impressionante quanto a estampada no rosto do jogador em rede
mundial de televisão. O tendão patelar de seu joelho direito
mais uma vez se rompeu e o atacante teve de passar por outra operação.
No final de 2001, sofreu mais uma contusão e ficou parado até
março deste ano. Após quase dois anos e meio sem conseguir
participar de uma série ininterrupta de jogos, pôde, enfim,
disputar um amistoso contra a Iugoslávia pela seleção
brasileira. Só então foi confirmado por Luiz Felipe Scolari
para a Copa 2002.
A vitória
da seleção no Japão fez o atacante renascer. A reviravolta
rendeu-lhe onze prêmios individuais neste ano. Além do troféu
da Fifa, ganhou o Prêmio Bola de Prata como o segundo melhor jogador
da Copa, atrás do goleiro Kahn, e o Troféu Chuteira de Ouro,
por ter sido o artilheiro do campeonato, com oito gols. No início
de dezembro, foi eleito o melhor em campo na final do Mundial Interclubes,
no Japão. Também foi premiado por três revistas européias,
eleito personalidade esportiva do ano pela rede BBC, o melhor esportista
pela Academia Francesa de Esportes e pela Reuters e o melhor jogador de
futebol pelo Comitê Olímpico Brasileiro.
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