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Brilhante a reportagem "O médico e a fera do mercado" (18 de dezembro).
Mais uma vez, VEJA consegue transmitir a seus leitores tudo o que está
acontecendo no Brasil e em todo o mundo. Esperamos que nosso futuro presidente
saiba fazer escolhas sábias, como no caso do engenheiro conhecido
mundialmente Henrique Meirelles, para a presidência do Banco Central,
e do agrônomo Roberto Rodrigues, para o Ministério da Agricultura,
para que o Brasil possa retomar o crescimento. O
homem é um bicho, tal qual o camaleão. Furta a cor, muda
de idéias, muda de roupa e se transfigura de acordo com as oportunidades
para alcançar o suposto ideal, o suposto poder. Só
falta o presidente eleito vestir-se de Papai Noel, com um saco de esperança
nas costas. Quando
vejo a equipe do presidente Lula, sinto-me diante de um cardápio
de sanduíches de lanchonete: x-salada, x-tudo, x-bagunça.
Todos engordam e fazem mal. Independentemente
de observar ou quebrar protocolos, nosso novo presidente deveria ser orientado
por seus pares a não mais ostentar a estrelinha vermelha. Poderia
agora substituí-la por uma bandeirinha verde e amarela, por exemplo. Como
Lula diz, "o Brasil mudou e eu também". Num dia você é
a caça; no outro, o caçador; num dia, oposição;
e, no outro, governo. E quando isso acontece você vê que as
coisas não são bem da maneira que você pensava. Foi
isso o que aconteceu com Lula, mas eu espero que ele consiga reverter
essa situação.
Perdemos mais oito anos porque os contras eram contra tudo. Agora, são
a favor de tudo que eram contra. Fiquei
orgulhoso por saber mais do megassucesso de Henrique Meirelles, "goiano
do pé rachado", como se diz por aqui ("Festas, dinheiro e poder",
18 de dezembro)!
Achei simplesmente incríveis as declarações de Frei
Betto a VEJA (Amarelas, 18 de dezembro). Suas considerações
a respeito de acordos internacionais, do neoliberalismo e até mesmo
sua sinceridade ao falar em situações verdadeiramente humanas
nos fazem enxergar a realidade que muitos hipócritas ainda teimam
em esconder. Frei
Betto declara acreditar em Deus, Lula, Fidel Castro e discos voadores.
Faz sentido. Com
todo o respeito e carinho ao Frei Betto: pastel voador, saindo de uma
feira? Ou ele ficou com vontade ou comeu pastel demais nesse dia.
Temos um monumento à vaidade. Chama-se Frei Betto. Esqueceram de
dizer a ele que a máxima cristã "ama o próximo como
a ti mesmo" não é para ser praticada diante do espelho. Frei
Betto, que afirma não ter veleidade alguma, pretende apenas ser
uma espécie de Richelieu ou Mazarino de Lula. Com a diferença
de que acredita (e já viu) em disco voador e, provavelmente, em
épocas diferentes, em Papai Noel, coelhinho da Páscoa e
duendes. Muito
boa a entrevista com Frei Betto. A repórter soube abordar, sem
rodeios, o papel que o religioso terá no mandato do presidente
Lula. Além disso, considero a posição do escritor
quanto ao neoliberalismo, essa "entidade do mal que só tem um objetivo:
ampliar o consumismo", fascinante. Concordo plenamente com ele, porém
acredito que as pessoas são dotadas de livre-arbítrio e
podem escolher como tratam seus semelhantes. Por isso, a "culpa" não
é somente do neoliberalismo, tampouco da mídia.
É
desanimador deparar com notícias como essas ("Justiça na
mira", 18 de dezembro). Impressiona-me que uma das instituições
mais respeitadas do Brasil se encontre envolta em indícios de corrupção.
Dessa forma, quem a sociedade brasileira poderá procurar para resolver
seus conflitos?
O número de notícias boas é grande em relação
ao de notícias ruins. Muitas coisas melhoraram nesses oito anos
de governo FHC, porém a sabedoria popular notou que a desigualdade
entre os mais ricos e os mais pobres em nada havia mudado. Isso fez com
que José Serra não perdesse apenas alguns pontos, mas sim
as eleições. É desse pequeno detalhe que o Brasil
já se cansou. Milhares de pessoas pobres, de classe média
e algumas ricas vêem em Lula uma "esperança" de reverter
essa horrível realidade. Um país só consegue chegar
ao Primeiro Mundo quando sua riqueza é distribuída de modo
mais justo ("Herança FHC: dúvidas na economia... e conquistas
no social", 18 de dezembro).
Um planeta onde pessoas que fazem propaganda de casacos de pele são
idolatradas só pode ser muito inferior mesmo. Tenho pena dos bichos,
que nessas horas se mostram bem mais evoluídos que alguns seres
humanos ("Entre a gaiola e a extinção", 18 de dezembro). Saber
que certas espécies não se extinguirão por ser criadas
em cativeiro para ter uma vida e um fim tão tristes não
serve como consolo nem deveria ser opção entre a extinção
e o seu bem-estar. Ambos os direitos deveriam ser assegurados. Salvar
uma espécie da extinção não significa limitar
sua curta existência a uma gaiola de onde o bicho só sairá
para ser morto. Quem gostaria de sobreviver dessa forma? Transformou-se
o bicho num produto. Além do mais, o fato de o animal viver em
cativeiro não diminui sua dor, angústia e sofrimento, pelo
contrário, intensifica ainda mais essas sensações.
O artigo "O pior emprego do mundo" (Em foco, 18 de dezembro) me fez definir
Gustavo Franco como um brilhante brasileiro, com uma visão hiperclara
dos problemas do homem público sério, honesto e competente,
que sempre é analisado e julgado, infelizmente, como os senhores
políticos. Incontestável
o artigo do economista Gustavo Franco. Tomo a liberdade, apenas, de complementar
que o alto escalão não é, definitivamente, o único
prejudicado nem o que mais coleciona desafetos em razão dos descontentes
e desatendidos pela administração pública. O médio
escalão (cargos de direção, chefia e assessoramento)
é também alvo preferido da "indústria da fofoca"
e da imprensa mal-intencionada. Quem retruca, argumenta e se defende,
como diz o economista, acaba por fazer a alegria dos algozes. Elogiável
o artigo. Sirva de lição para muitos a frase final: "Como
país, não deveríamos tratar tão mal as pessoas
nas funções públicas".
VEJA Mais Salvador
Agradeço pela atenção e disposição
com a qual esta revista atendeu ao nosso pedido da edição
especial sobre a cidade de Salvador (VEJA Mais Salvador, dezembro
de 2002). São esses gestos que tornam a relação de
VEJA com seu leitor e assinante cada vez mais próxima. A minha
satisfação de ser leitor e assinante da revista VEJA foi
multiplicada por saber que, além de ter uma grade de informação
de qualidade, disponho de respeito e consideração.
Em "Primeiras lições" ("Quem poupa tem. Simples? Como ensinar
isso aos filhos" VEJA Investimento, dezembro de 2002), Daniela
D'Ambrosio afirma que o livro Money Doesn't Grow on Trees não
tem tradução para o português. Engano: eu tenho uma
edição do Círculo do Livro chamada Dinheiro Não
Dá em Árvore, de Neale S. Godfrey e tradução
de Ymaly Salem Chammas, da editora Best Seller.
Num momento de mudanças radicais em minha vida em razão
do encerramento das atividades de nossa firma de transporte de cargas
(em atividade no mercado por mais de trinta anos) e muito preocupado com
o futuro, tornam-se reconfortantes suas palavras, e motivo de orgulho
saber que pessoas como ele estão na ponta de nosso cenário
político, financeiro e cultural. Parabéns e obrigado à
equipe de VEJA por trazer personagem de tamanha capacidade para perto
do leitor (Amarelas, 11 de dezembro). Nossos
cumprimentos pela lúcida e brilhante entrevista realizada com o
professor José Pastore. Certamente, a maior autoridade brasileira
em relações do trabalho.
CORREÇÕES: O molho rosé tem 123 calorias em 20 gramas, e não 124 calorias em 10 gramas, como foi publicado em "Pegue leve no tempero" (Guia, 11 de dezembro). O nome de Marilia Pacheco Fiorillo foi grafado de forma errada na reportagem de sua autoria "O retorno do Quixote" (18 de dezembro). Sandy Weill é o CEO do Citibank, e não a CEO do banco americano ("Festas, dinheiro e poder", 18 de dezembro).
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