VEJA Recomenda
DVD
Fotos divulgação
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DVD
Stella: uma menina precocemente empurrada para o poço do ceticismo |
STELLA (Stella, França, 2008. Imovision)
Em seu primeiro dia de aula num colégio
prestigioso, a garota Stella (Léora Barbara) tem a impressão de
ser mais velha que todos na classe. Não por seus colegas terem de fato
menos idade - e sim porque Stella, aos 11 anos, já foi tão embrutecida
pela vida que vê muitas coisas pelo prisma dos adultos. A menina cresceu
entre os bêbados do boteco de propriedade de seus pais. O pai (o músico
Benjamin Biolay) passa o dia bebendo e fumando; a mãe (Karole Rocher)
se agarra com um amante na frente do marido. Ainda que aos trancos (as notas
da menina são péssimas), a escola aos poucos tira Stella do poço
de ceticismo em que ela afundou precocemente - e o empurrão de uma amiga
que a introduz no prazer da literatura é decisivo. Ambientado nos anos
70, o filme da francesa Sylvie Verheyde é pungente - e encontra na pequena
Léora uma protagonista carismática.
DISCOS
Jon Furniss/Wire Image/Getty Images
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DISCO
Julian Casablancas: o líder dos Strokes agora em versão solo |
THE PURSUIT, Jamie Cullum (Universal)
É comum deparar com artistas de jazz
que fazem discos de música pop para engordar a conta bancária.
O cantor e pianista inglês Jamie Cullum também trafega entre esses
dois mundos - mas seu trabalho não é caça-níqueis.
Cullum, de 30 anos, realmente gosta e entende de música pop. Além
disso, ele é um pianista virtuose, de toque delicado e grande capacidade
de improvisação. Em The Pursuit, os fãs do Cullum
pop vão se deliciar com a versão de Dont Stop the Music, hit da cantora caribenha Rihanna. Mas é no jazz que Cullum mostra seus
melhores resultados. É de arrepiar sua versão de Just One of
Those Things, de Cole Porter, que toca ao lado da Count Basie Orchestra.
E sua interpretação de Not While Im Around, do musical Sweeney Todd, está à altura da escrita refinada de seu
autor, Stephen Sondheim.
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DISCO
Norah Jones: ah, como a separação fez bem a sua música |
THE FALL, Norah Jones (EMI)
No início de 2008, a cantora americana
Norah Jones separou-se do namorado, o baixista (e então diretor musical
de sua banda) Lee Alexander. A julgar pelo seu quarto disco, The Fall, o rompimento acabou redundando em progressos artísticos. A cantora abandonou
as baladas lânguidas ao piano - uma das poucas exceções
é I Wouldnt Need You - e lançou mão de guitarras.
Seu estilo musical, que já foi definido erroneamente como jazzístico,
está agora mais próximo do folk de artistas como Joni Mitchell
e Aimée Mann. Por fim, ela chamou de volta o cantor e compositor Jesse
Harris, autor de seu maior sucesso, Dont Know Why, que havia ficado
de fora dos dois últimos discos. Harris coassina Even Tough, um
dos pontos altos de The Fall. No country Youve Ruined Me, ela dá seu recado ao ex Alexander: "Você acabou comigo", diz. Não
acabou, não.
Dan Tuffs/Getty Images
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DISCO
Julian Casablancas: o líder dos Strokes agora em versão solo |
PHRAZES FOR THE YOUNG, Julian Casablancas (Sony)
Pouco tempo depois do lançamento de First Impressions of the Earth, de 2006, o quinteto americano Strokes
anunciou uma temporada de férias. O guitarrista Albert Hammond Jr. lançou
então dois discos, o baixista Nikolai Fraiture uniu-se ao grupo Nickel
Eye e o baterista Fabrizio Moretti criou o Little Joy, ao lado do brasileiro
Rodrigo Amarante. Mas foi mesmo Julian Casablancas, cantor dos Strokes, quem
lançou o CD-solo de maior apelo. Phrazes for the Young - o título
faz referência a uma frase do escritor irlandês Oscar Wilde - tem
apenas oito faixas, que pouco lembram a sonoridade crua dos Strokes. Há
desde músicas de ritmo hipnótico, como Tourist (cujo baixo
evoca o estilo dub jamaicano), até as desbragadamente dançantes
- caso de Left & Right in the Dark (repare que o fraseado de guitarra
lembra I Run, hit do grupo new wave A Flock of Seagulls).
LIVROS
O MAIOR ESPETÁCULO DA TERRA, de Richard Dawkins (tradução
de Laura Teixeira Motta; Companhia das Letras; 440 páginas; 53 reais)
Em clássicos da divulgação
científica como O Gene Egoísta e O Relojoeiro Cego, o cientista britânico Richard Dawkins traduziu os conceitos e descobertas
mais complexos e revolucionários da moderna biologia darwinista para
o público leigo. Com Deus, um Delírio, de 2006, notabilizou-se
também como um inflamado propagandista do ateísmo. O novo livro
conjuga o grande divulgador da ciência e o polemista incendiário:
trata-se de um exaustivo compêndio de provas irrefutáveis da evolução
através da seleção natural proposta por Darwin no século
XIX. E é, por consequência, uma refutação minuciosa
aos que postulam alguma forma de criação divina. As explanações
do autor, como sempre, esclarecem e fascinam - como o leitor poderá constatar,
por exemplo, no capítulo sobre embriologia. Leia o trecho.
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A VIGÍLIA PERDIDA, de Nadeem Aslam (tradução
de Léa Viveiros de Castro; Record; 336 páginas; 42,90 reais)
Em Mapas para Amantes Perdidos, Aslam
compôs uma crônica de conflitos familiares incendiados pelo fundamentalismo
islâmico na comunidade paquistanesa da Inglaterra (o autor nasceu no Paquistão,
em 1966, e vive na Inglaterra desde os 14 anos). Em A Vigília Perdida, o cenário é o Afeganistão contemporâneo. Na casa
de um médico inglês cuja mulher afegã foi assassinada pelo
Talibã, reúnem-se, entre outros personagens, um ex-espião
americano, uma russa que busca pistas sobre o desaparecimento do irmão
soldado e um jovem jihadista - um grupo heterogêneo que resume as últimas
décadas de turbulência no país. Embora a prosa do autor
às vezes seja rococó - logo no início já se fala
do "vento arrastando seus trajes ondulantes de beduíno" -, A Vigília
Perdida é literariamente superior à média dos livros
sobre o Afeganistão que frequentam as listas de mais vendidos.
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[A|B#]
A] posição do livro na semana anterior
B] há quantas semanas o livro aparece na lista
#] semanas não
consecutivas
Fontes: Balneário Camboriú: Livrarias Catarinense;
Belém: Laselva; Belo Horizonte: Laselva, Leitura; Betim: Leitura; Blumenau:
Livrarias Catarinense; Brasília: Cultura, Fnac, Laselva, Leitura, Nobel,
Saraiva, Siciliano; Campinas: Cultura, Fnac, Laselva, Siciliano; Campo Grande:
Leitura; Caxias do Sul: Siciliano; Curitiba: Fnac, Laselva, Livrarias Curitiba,
Saraiva, Siciliano; Florianópolis: Laselva, Livrarias Catarinense, Siciliano;
Fortaleza: Laselva, Siciliano; Foz do Iguaçu: Laselva; Goiânia:
Leitura, Saraiva, Siciliano; Governador Valadares: Leitura; Ipatinga: Leitura;
João Pessoa: Siciliano; Joinville: Livrarias Curitiba; Juiz de Fora:
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Nobel; Porto Alegre: Cultura, Fnac, Livrarias Porto, Saraiva, Siciliano; Recife:
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Siciliano; Rio de Janeiro: Argumento, Fnac, Laselva, Saraiva, Siciliano, Travessa;
Salvador: Saraiva, Siciliano; Santa Bárbara dOeste: Nobel; Santo
André: Siciliano; Santos: Siciliano; São José dos
Campos: Siciliano; São Paulo: Cultura, Fnac, Laselva, Livrarias Curitiba,
Livraria da Vila, Martins Fontes, Nobel, Saraiva, Siciliano; São Vicente:
Siciliano; Sorocaba: Siciliano; Uberlândia: Siciliano; Vila Velha: Siciliano;
Vitória: Laselva, Leitura, Siciliano; internet: Cultura, Fnac, Laselva,
Leitura, Nobel, Saraiva, Siciliano, Submarino. |
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