Panorama
Radar

Lauro Jardim
ljardim@abril.com.br
Governo
Recado aos ministros
Andrew Medichini/EFE
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Antes da hora
Lula: recado para que os seus ministros se desincompatibilizem
em janeiro |
Se depender de Lula e ele tem começado a dizer isso
aos mais próximos, talvez para mandar recado , o calendário
de saída do governo dos ministros que disputarão as eleições será
antecipado para janeiro. Lula acha que, se os novos ministros assumirem em abril, o ano tenderá a ficar rachado em dois, o que poderia atravancar
a máquina governamental e atrasar obras que precisam ser concluídas.
O problema é que todos os atuais ministros querem ficar até o
último dia permitido. Se pudessem, aliás, sairiam à meia-noite
de 3 de abril. Ou seja, a menos que Lula bote todo mundo para fora, o que é
improvável, os ministros farão cara de paisagem sobre o assunto.
A um interlocutor, o presidente disse com jeitão irônico: "Eu
estava pronto para ficar mais quatro anos; não vou ficar. Então,
que pelo menos me deixem governar 2010 inteiro". |
Vai dar França 1
Até o fim do mês, Lula recebe o relatório da FAB sobre a bilionária compra dos 36 caças.
Mas, e se o relatório apontar os aviões americanos ou os suecos
como melhores que os dos franceses, com quem o Brasil já se acertou? Não há essa chance. Precavido, Nelson Jobim já costurou com a Aeronáutica um relatório que analisará tecnicamente cada equipamento, mas sem caráter conclusivo.
Ou seja, não dirá que uma proposta é superior às outras. A compra dos caças será o último ato do "Ano da França no Brasil".
Marcos DPaula/AE

Precaução
Jobim acertou com a FAB um relatório
que não causará dor de cabeça ao governo |
Vai dar França 2
No encontro privado que teve na semana passada com Nicolas Sarkozy,
Lula pediu-lhe que apertasse a Dassault, fabricante dos Rafale. Nas negociações
finais com os brasileiros, a Dassault quis rever algumas condições
de pagamento. Lula reclamou. Sarkozy prometeu enquadrar a empresa.
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Brasil
A endividada Petro-Sal
A Câmara aprovou na quarta-feira a criação
da Petro-Sal, mas dias antes Edison Lobão teve a certeza de que é
bom esquecer esse nome. Lobão havia ligado para o potiguar Carlos Guerra,
dono de uma microempresa já registrada como Petro-Sal, e apelara para
o sentimento patriótico do empresário. "O Brasil precisa
desse nome. O senhor será convidado para a festa de criação da empresa e será citado em discurso por mim e pelo presidente Lula", prometeu Lobão. Guerra topou, mas pediu um favorzinho: "Eu queria que o governo pagasse umas dívidas da
minha empresa...". Lobão cortou a conversa com um "o senhor está de brincadeira" e desligou. Conclusão: vem aí a PetroBrasil.
Dividido ao meio
Só agora, em pleno século XXI, o acesso à rede de esgotos chega à metade da população brasileira. Segundo um estudo sobre
saneamento que a FGV/RJ lança na terça-feira, o Brasil atingiu 50,9% de domicílios com saneamento básico. Quem compulsa a pesquisa nota um dado curioso em relação à rede de esgotos das capitais brasileiras: Salvador tem 92,5% dos domicílios com acesso à rede de esgotos, mais do que a rica São Paulo, que aparece com um porcentual de 90%. São, respectivamente, a segunda e a terceira capital
com melhor índice nesse levantamento. A campeã é Belo Horizonte (97,4%).
Economia
O K da TAM
O nome de Ricardo K, ex-presidente da Brasil Telecom, está
praticamente definido como o novo número 1 da TAM. As negociações
estão quase no fim. Oficialmente, no entanto, K nega que esteja indo
segurar o manche da companhia.
Casa própria com cartão de crédito
Alguém aí imaginou pagar as prestações
da casa própria com cartão de crédito? Pois é, agora
pode. A inusitada forma de pagamento está sendo inaugurada pela construtora
paulista Cury, associada à gigante Cyrela e focada nas classes C e D. Na prática, funcionará assim: em vez de parcelar em quatro vezes
o valor da entrada do imóvel, pode-se dividir o pagamento em até
dez vezes no cartão. Além disso, o limite do cartão servirá
para compor a renda do comprador.
Televisão
Nas madrugadas até 2015
A Globo acaba de renovar o contrato de Serginho Groisman por mais seis anos.
Divulgação

Jogo duro
A negociação para levar obras de
brasileiros ao Kindle já começou |
Livros
Negociação em bloco
A Amazon não vai ter vida fácil na tarefa de levar
livros de autores brasileiros para o Kindle. As editoras brasileiras se uniram
e resolveram negociar em bloco assim como fizeram os espanhóis.
Já decidiram que não aceitarão dar exclusividade ao site
de vendas da Amazon. |
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