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Home  »  Revistas  »  Edição 2140 / 25 de novembro de 2009



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Guia

No carro com conforto

Fotos Digital Vision/Getty Images/RF; Marco de Bari; divulgação



Os brasileiros passam, em média, duas horas e 36 minutos por dia no trânsito. Isso equivale a 26 dias inteiros dentro de um carro ao longo de um ano.

É um número impressionante. No trânsito das grandes cidades, alguns acessórios têm se revelado de extrema valia para tornar a vida ao volante, no mínimo, menos desagradável. Com a ajuda de especialistas em carros e segurança no trânsito, VEJA selecionou dez equipamentos que valem o investimento. Boa parte deles é de interesse sobretudo das mulheres – sim, o público feminino quer mais do que um porta-maquiagem ou um espelhinho iluminado no quebra-sol. Pesquisas feitas pelas montadoras Fiat e Volkswagen mostram que, além de influenciarem na escolha do automóvel da família, elas são as responsáveis diretas pela compra de quatro em cada dez carros. Ah, e claro: são as mulheres, em sua maioria, que levam os filhos à escola, o marido ao médico, o cachorro ao veterinário. "Muitos acessórios acabaram sendo incorporados ao veículo ao longo dos anos, como por exemplo o controle elétrico de retrovisores", diz o engenheiro Sidnei Ramos, da General Motors. A seguir, os que ainda não são itens de fábrica.

Macaco Elétrico
Para que serve:
eleva o carro em menos de cinco segundos sem o menor esforço físico. Suporta até 2 toneladas – o peso médio de um automóvel é de 1,2 tonelada. O aparelho pode ser usado em carros cuja distância entre o apoio do macaco e o chão seja menor que 34,5 centímetros, como é o caso da grande maioria dos veículos pequenos e médios. O cabo conector é longo o suficiente para ser ligado ao acendedor de cigarros. Também acompanha um adaptador que permite ligá-lo direto na bateria. Uma lâmpada instalada no controle do equipamento funciona como minilanterna
Preço: 249 reais

 

Purificador de ar à base de íons
Para que serve: a liberação de íons negativos de oxigênio em ambiente fechado combate a proliferação de fungos, ácaros, bactérias e vírus no ar. É indicado principalmente para quem sofre de problemas respiratórios como asma, sinusite e rinite. Pode ser ligado ao acendedor ou à tomada de 12 volts. Ajuda a eliminar odores sem produzir o gás ozônio, prejudicial à saúde
Preço: 290 reais

 

 

Grade para isolar cães no banco traseiro
Para que serve: o Código de Trânsito Brasileiro prevê multa para quem dirige levando um animal de estimação entre os braços e pernas ou à esquerda do motorista. A divisória impede que o cão vá para os bancos dianteiros, dispensando o uso da caixa de transporte. Feita de metal, a grade tem pontas emborrachadas para não danificar o teto nem o assoalho. Pode ser montada e desmontada sem a necessidade de ferramentas em
diversos modelos de carro. Tem altura regulável de 99 a 138 centímetros
Preço: 103 reais

 

Retrovisor sensorizado
Para que serve: quando a ré é engatada, um sensor comanda o retrovisor do lado direito, que se posiciona automaticamente de forma a mostrar o espaço entre a roda e o meio-fio. Ao ser desengatada a marcha, o espelho volta para a posição inicial. É possível desligar o mecanismo temporariamente, quando o motorista engata a ré para entrar em uma vaga de estacionamento, por exemplo. Por enquanto, ele só é instalado em carros que possuem retrovisores manuais. Até o ano que vem, deve ser lançado o modelo para veículos com retrovisores elétricos. Ah, sim, o equipamento é para mulheres, porque homens não precisam disso para fazer uma boa baliza...
Preços: de 276 reais (Ford Ka) a 791 reais (Fiat Idea)

 

Kit de Suporte Universal
Para que serve: com braços ajustáveis, o suporte pode ser utilizado como apoio para celulares, MP3 e PDAs. A haste é flexível e a ventosa na base do pedestal fixa o equipamento no para-brisa. No entanto, esses acessórios costumam chamar a atenção de assaltantes que procuram por aparelhos eletrônicos no interior do veículo
Preço: 100 reais

 

Minigeladeira
Para que serve: com capacidade para 9 litros – ou doze latinhas (de refrigerante, não de cerveja!) – a minigeladeira também serve para aquecer alimentos. O equipamento pode variar a temperatura entre zero e 48 graus. Um compartimento específico para congelar mantém líquidos e alimentos a 2 graus negativos. A geladeira portátil pode ser carregada na tomada de 12 volts do veículo e se desliga automaticamente caso a carga da bateria do carro fique baixa
Preço: 508 reais

 

 

 

Pneus que rodam vazios
Para que servem: por possuírem estrutura reforçada, os pneus conseguem rodar 80 quilômetros mesmo vazios ou furados, a uma velocidade máxima de 80 quilômetros por hora. Isso significa pelo menos uma hora de circulação até encontrar um local seguro para fazer a troca. Disponível para pneus com aro 16 ou superior
Preço: a partir de 500 reais

 

 

 

Espelho Retrovisor 360 graus
Para que serve: com este espelho auxiliar, a mamãe motorista não precisa esperar o semáforo fechar para dar uma espiadinha no filho no banco de trás. Instalado no para-brisa, o acessório tem braço giratório de controle manual para ajuste de posição
Preço: 50 reais

 

 

Central multimídia
Para que serve: o equipamento, com visor touch screen de 7 polegadas incorporado ao painel, reúne múltiplas funções (GPS, DVD, Bluetooth para viva-voz, conexão para iPod) e ainda sintoniza TV aberta. Como opcional, tem entrada para instalação da câmera de ré, que mostra a imagem traseira automaticamente quando se engata a marcha a ré. A empresa que o produz criou modelos diferentes do equipamento que seguem as características de cada veículo – isso não evita, mas restringe, arrombamentos. Não está disponível para carros populares
Preço: 4 800 reais

 

 

Cabide acoplado ao banco
Para que serve: nada pior do que cabides pendurados nas janelas traseiras para evitar que paletós e blazers cheguem amassados ao destino. A solução mais prática, e um pouquinho mais discreta, é o suporte acoplado ao encosto de cabeça do banco
Preço: a partir de 50 reais

 

 

 

 

Os acessórios e suas armadilhas

Alguns itens extras requerem cuidado antes de ser instalados.
Podem danificar o carro ou reduzir seu valor na revenda

Fotos Marco de Bari
Reforma total
Carro que passou por tuning, com mais de uma dezena de telas: exemplo extremo de inclusão de acessórios


Sistemas de ar condicionado
O que pode acontecer: tais equipamentos podem reduzir a vida útil de determinados componentes originais do carro ou comprometer seu funcionamento. O ar-condicionado pesa, em geral, 150 quilos, o que sobrecarrega molas e amortecedores e afeta a estabilidade do veículo

Alarmes, equipamentos de som e outros acessórios elétricos
O que pode acontecer: a instalação malfeita ou exagerada de itens muito potentes pode provocar curto-circuito e até incêndio por sobrecarga. Isso acontece quando o nível de eletricidade exigido não é adequado à capacidade do alternador ou da bateria do carro. A garantia de fábrica do automóvel pode ficar comprometida integral ou parcialmente quando são instalados acessórios que alteram componentes originais do carro, como o seu sistema elétrico

Bancos de couro e outras capas e encostos
O que pode acontecer: há risco de acidentes. Quando o airbag, por exemplo, é instalado nas laterais dos bancos, a alteração do revestimento pode comprometer seu funcionamento. É possível que ele se abra quando não deve ou não funcione em caso de uma batida. Itens sobrepostos nos bancos, como capas e encostos, também não são indicados pelos especialistas em segurança no trânsito. Eles podem se deslocar durante a viagem e atrapalhar o motorista durante uma curva mais acentuada, por exemplo

 

A matemática do conserto

Os reparos que se devem ou não fazer antes de vender o carro

Silvio Gioia
O que não vale a pena: intervenções caras, como o reparo de grandes estragos causados por batidas fortes, e problemas de motor ou câmbio, em que o dono do carro só descobre o valor do conserto depois que o motor já foi desmontado na oficina mecânica


O que vale a pena:
o que melhora a aparência do veículo, como pequenos reparos de funilaria, caso dos riscos e amassados leves, e do estofamento. "O desconto na hora da venda, nesses casos, costuma ser maior do que o valor do conserto", diz Ilidio Gonçalves dos Santos, presidente da Federação Nacional das Associações dos Revendedores de Veículos Automotores (Fenauto)

 

Faça a conta antes

O alto preço do açúcar no mercado internacional fez disparar o valor do álcool. No último mês, o aumento foi de 15% no estado de São Paulo. A diferença de preço entre o álcool e a gasolina é a menor desde abril de 2006. Se antes era mais vantajoso usar o álcool, agora vale a pena fazer a conta ao abastecer o carro flex.

 


 

Especialistas consultados: Felício Félix, analista técnico do Centro de Experimentação e Segurança Viária (Cesvi), Sociedade de Engenheiros da Mobilidade (SAE-Brasil), Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) e União da Indústria de Cana-de-Açúcar

Com reportagem de Daniela Macedo

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