Guia
No carro com conforto
Fotos Digital Vision/Getty Images/RF;
Marco de Bari; divulgação
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Os brasileiros passam, em média,
duas horas e 36 minutos por dia no trânsito. Isso equivale a 26 dias inteiros
dentro de um carro ao longo de um ano.
É um número impressionante.
No trânsito das grandes cidades, alguns acessórios têm se revelado
de extrema valia para tornar a vida ao volante, no mínimo, menos desagradável.
Com a ajuda de especialistas em carros e segurança no trânsito, VEJA
selecionou dez equipamentos que valem o investimento. Boa parte deles é
de interesse sobretudo das mulheres sim, o público feminino
quer mais do que um porta-maquiagem ou um espelhinho iluminado no quebra-sol.
Pesquisas feitas pelas montadoras Fiat e Volkswagen mostram que, além de
influenciarem na escolha do automóvel da família, elas são
as responsáveis diretas pela compra de quatro em cada dez carros. Ah, e
claro: são as mulheres, em sua maioria, que levam os filhos à escola,
o marido ao médico, o cachorro ao veterinário. "Muitos acessórios
acabaram sendo incorporados ao veículo ao longo dos anos, como por exemplo
o controle elétrico de retrovisores", diz o engenheiro Sidnei Ramos,
da General Motors. A seguir, os que ainda não são itens de fábrica.
Macaco
Elétrico  
Para que serve: eleva o carro em menos de cinco segundos
sem o menor esforço físico. Suporta até 2 toneladas
o peso médio de um automóvel é de 1,2 tonelada. O aparelho
pode ser usado em carros cuja distância entre o apoio do macaco e o chão
seja menor que 34,5 centímetros, como é o caso da grande maioria
dos veículos pequenos e médios. O cabo conector é longo o
suficiente para ser ligado ao acendedor de cigarros. Também acompanha um
adaptador que permite ligá-lo direto na bateria. Uma lâmpada instalada
no controle do equipamento funciona como minilanterna
Preço: 249
reais

Purificador de ar à base de íons
Para que serve: a liberação de íons negativos de oxigênio em ambiente
fechado combate a proliferação de fungos, ácaros, bactérias
e vírus no ar. É indicado principalmente para quem sofre de problemas
respiratórios como asma, sinusite e rinite. Pode ser ligado ao acendedor
ou à tomada de 12 volts. Ajuda a eliminar odores sem produzir o gás
ozônio, prejudicial à saúde
Preço: 290 reais
Grade para isolar cães no banco traseiro
Para que
serve: o Código de Trânsito Brasileiro prevê multa para
quem dirige levando um animal de estimação entre os braços
e pernas ou à esquerda do motorista. A divisória impede que o cão
vá para os bancos dianteiros, dispensando o uso da caixa de transporte.
Feita de metal, a grade tem pontas emborrachadas para não danificar o teto
nem o assoalho. Pode ser montada e desmontada sem a necessidade de ferramentas
em
diversos modelos de carro. Tem altura regulável de 99 a 138 centímetros
Preço: 103 reais
Retrovisor sensorizado 
Para que serve: quando
a ré é engatada, um sensor comanda o retrovisor do lado direito,
que se posiciona automaticamente de forma a mostrar o espaço entre a roda
e o meio-fio. Ao ser desengatada a marcha, o espelho volta para a posição
inicial. É possível desligar o mecanismo temporariamente, quando
o motorista engata a ré para entrar em uma vaga de estacionamento, por
exemplo. Por enquanto, ele só é instalado em carros que possuem
retrovisores manuais. Até o ano que vem, deve ser lançado o modelo
para veículos com retrovisores elétricos. Ah, sim, o equipamento
é para mulheres, porque homens não precisam disso para fazer uma
boa baliza...
Preços: de 276 reais (Ford Ka) a 791 reais (Fiat Idea)

Kit de Suporte Universal
Para que serve: com braços ajustáveis,
o suporte pode ser utilizado como apoio para celulares, MP3 e PDAs. A haste é
flexível e a ventosa na base do pedestal fixa o equipamento no para-brisa.
No entanto, esses acessórios costumam chamar a atenção de
assaltantes que procuram por aparelhos eletrônicos no interior do veículo
Preço: 100 reais
Minigeladeira
Para que serve: com capacidade
para 9 litros ou doze latinhas (de refrigerante, não de cerveja!)
a minigeladeira também serve para aquecer alimentos. O equipamento
pode variar a temperatura entre zero e 48 graus. Um compartimento específico
para congelar mantém líquidos e alimentos a 2 graus negativos. A
geladeira portátil pode ser carregada na tomada de 12 volts do veículo
e se desliga automaticamente caso a carga da bateria do carro fique baixa
Preço: 508 reais

Pneus que rodam vazios 
Para que servem: por possuírem
estrutura reforçada, os pneus conseguem rodar 80 quilômetros mesmo
vazios ou furados, a uma velocidade máxima de 80 quilômetros por
hora. Isso significa pelo menos uma hora de circulação até
encontrar um local seguro para fazer a troca. Disponível para pneus com
aro 16 ou superior
Preço: a partir de 500 reais
Espelho
Retrovisor 360 graus 
Para que serve: com este espelho auxiliar, a mamãe
motorista não precisa esperar o semáforo fechar para dar uma espiadinha
no filho no banco de trás. Instalado no para-brisa, o acessório
tem braço giratório de controle manual para ajuste de posição
Preço: 50 reais
Central multimídia
Para que serve: o equipamento, com visor touch screen de 7 polegadas incorporado ao painel, reúne
múltiplas funções (GPS, DVD, Bluetooth para viva-voz, conexão
para iPod) e ainda sintoniza TV aberta. Como opcional, tem entrada para instalação
da câmera de ré, que mostra a imagem traseira automaticamente quando
se engata a marcha a ré. A empresa que o produz criou modelos diferentes
do equipamento que seguem as características de cada veículo
isso não evita, mas restringe, arrombamentos. Não está disponível
para carros populares
Preço: 4 800 reais
Cabide
acoplado ao banco
Para que serve: nada pior do que cabides pendurados
nas janelas traseiras para evitar que paletós e blazers cheguem amassados
ao destino. A solução mais prática, e um pouquinho mais discreta,
é o suporte acoplado ao encosto de
cabeça do banco
Preço: a partir de 50 reais
Os acessórios e suas armadilhas
Alguns itens extras
requerem cuidado antes de ser instalados.
Podem danificar o carro ou reduzir
seu valor na revenda
Fotos
Marco de Bari
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Reforma total
Carro que passou por tuning, com mais
de uma dezena de telas: exemplo extremo de inclusão de acessórios |
Sistemas
de ar condicionado
O que pode acontecer: tais equipamentos podem reduzir
a vida útil de determinados componentes originais do carro ou comprometer
seu funcionamento. O ar-condicionado pesa, em geral, 150 quilos, o que sobrecarrega
molas e amortecedores e afeta a estabilidade do veículo
Alarmes,
equipamentos de som e outros acessórios elétricos
O que pode
acontecer: a instalação malfeita ou exagerada de itens muito potentes
pode provocar curto-circuito e até incêndio por sobrecarga. Isso
acontece quando o nível de eletricidade exigido não é adequado
à capacidade do alternador ou da bateria do carro. A garantia de fábrica
do automóvel pode ficar comprometida integral ou parcialmente quando são
instalados acessórios que alteram componentes originais do carro, como
o seu sistema elétrico
Bancos de couro e outras capas e encostos
O
que pode acontecer: há risco de acidentes. Quando o airbag, por exemplo,
é instalado nas laterais dos bancos, a alteração do revestimento
pode comprometer seu funcionamento. É possível que ele se abra quando
não deve ou não funcione em caso de uma batida. Itens sobrepostos
nos bancos, como capas e encostos, também não são indicados
pelos especialistas em segurança no trânsito. Eles podem se deslocar
durante a viagem e atrapalhar o motorista durante uma curva mais acentuada, por
exemplo
A
matemática do conserto
Os reparos que se devem ou não fazer
antes de vender o carro
Silvio Gioia
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O que não vale a pena: intervenções
caras, como o reparo de grandes estragos causados por batidas fortes, e problemas
de motor ou câmbio, em que o dono do carro só descobre o valor do
conserto depois que o motor já foi desmontado na oficina mecânica |
O
que vale a pena: o que melhora a aparência do veículo, como pequenos
reparos de funilaria, caso dos riscos e amassados leves, e do estofamento. "O
desconto na hora da venda, nesses casos, costuma ser maior do que o valor do conserto",
diz Ilidio Gonçalves dos Santos, presidente da Federação
Nacional das Associações dos Revendedores de Veículos Automotores
(Fenauto)
Faça a conta antes
O alto preço do
açúcar no mercado internacional fez disparar o valor do álcool.
No último mês, o aumento foi de 15% no estado de São Paulo.
A diferença de preço entre o álcool e a gasolina é
a menor desde abril de 2006. Se antes era mais vantajoso usar o álcool,
agora vale a pena fazer a conta ao abastecer o carro flex.


Especialistas consultados: Felício Félix, analista técnico do Centro de Experimentação
e Segurança Viária (Cesvi), Sociedade de Engenheiros da Mobilidade
(SAE-Brasil), Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos
Automotores (Anfavea) e União da Indústria de Cana-de-Açúcar
Com
reportagem de Daniela Macedo |