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Manual do corpo
Parabéns
a VEJA pela reportagem de capa sobre o corpo. Como a natureza é perfeita,
mesmo que provoquemos por longos anos agressões ao nosso corpo, ele ainda
responde quando mudamos o estilo de vida. Acredito muito na disciplina e na rotina
de uma vida saudável através da prática regular de atividade
física aliada a uma proposta de educação alimentar. Como
a reportagem informa, em três semanas você já percebe os benefícios.
O problema é que as pessoas estão tão ansiosas que não
deixam o corpo e a mente mostrarem esses resultados ("Você está
no comando", 18 de novembro). Excelente e oportuna reportagem. Sou cardiologista e praticante
de medicina integrativa há anos. Um de nossos princípios básicos
é a gestão do envelhecimento. Hoje sabemos que é possível,
com bons hábitos, nutrição e suplementação
adequados, atuar em vulnerabilidades genéticas como se apagássemos
pavios dentro do nosso organismo. Agindo de forma contrária, também
podemos acendê-los com uma velocidade e intensidade maiores. Uma
reportagem inteligente, para pessoas inteligentes. Feita para os que sabem valorizar
o que realmente importa: a saúde. Tomara que VEJA traga mais reportagens
como essa, que prioriza a qualidade de vida e o bem-estar das pessoas. Sou médico e diretor editorial
do Portal Banco de Saúde. Na reportagem existe a indicação
do consumo de peixes, o que é excelente, mas a tilápia não
é uma das melhores fontes para aproveitar os benefícios desse alimento.
Sardinha, atum e arenque ganham de longe como fontes de ômega-3. Muitos males são gestados
numa mente frágil, atrofiada, enfraquecida, doente e amedrontada pelas
mudanças imperceptíveis do dia a dia. Mente sã é condição
ideal para um corpo idem.
ApagãoA confiabilidade de um governo é testada quando uma crise se instala.
É triste ver um ministro de estado, cujo conhecimento em energia não
vai além do ato de ligar ou desligar um interruptor, tentar sem sucesso
responder sobre o blecaute que por aproximadamente seis horas desligou o país.
O governo atual vive entre blecautes e apagões. Os que deveriam saber não
sabem de nada, os que deveriam assumir não assumem nada, os que deveriam
governar viajam, deslumbrados, enquanto o Brasil clama por saúde, segurança,
educação, estradas, moradias, energia e mais inteligência
na indicação para cargos nos quais a experiência é
essencial ("Na idade das trevas", 18 de novembro). Mais que apagão na
energia elétrica, o que sofremos é apagão de informações.
O governo gastou cerca de vinte horas para descobrir a causa (ou achar uma explicação)
para o que ocorreu. Sempre que há um assunto desgastante ou inconveniente,
diz-se qualquer coisa e, como que por decreto, estabelece-se que não se
toca mais no assunto. Pelo visto, muita coisa ainda precisa ser esclarecida; afinal,
que "raio" de explicação foi aquela? Hoje o problema fundamental do setor elétrico é
a gestão técnica a reboque da gestão política. Não
adiantam investimentos se não há gestão técnica eficiente
para avaliar todos os problemas decorrentes da complexidade do nosso sistema elétrico.
Mas há uma incompatibilidade significativa. Uma gestão técnica
eficiente normalmente contraria as escolhas políticas.
Bolsa CelularSugiro ao governo federal, por intermédio do Ministério das
Comunicações, como pessoa física contribuinte da campanha
Bolsa Celular, que conste nos contratos com as operadoras de telefonia móvel
a padronização dos aparelhos a ser distribuídos: 1) que sejam
na cor vermelho-PT-MST; 2) que tenham no fundo de tela a imagem do nosso dadivoso
presidente, ou de sua candidata; 3) que seja estampado no lado externo o multicolorido
logotipo "Governo Federal Um país de todos" ("O caixa
três das eleições de 2010", 18 de novembro). Parece que o
presidente Lula está se formando "com louvor" na escolinha de
Hugo Chávez. Não bastasse o Bolsa Família, agora vem com
o Bolsa Celular e o Bolsa Cinema. Está clara a tentativa de perpetua-ção
no poder a qualquer custo, mesmo que de forma mais aprimorada que a aprendida
com o professor. Mas o que nos deixa estarrecidos são as impensáveis
tentativas de censura à imprensa e a criação de uma comissão
supra TCU com pleno poder de decisão. Querer perpetuar-se no poder é
até próprio do ser humano, mas o totalitarismo é amedrontador.
Não existe democracia sem liberdade de imprensa. Sugiro ao ministro Hélio Costa que transfira a doação
dos 2 bilhões de reais do Bolsa Celular para o Ministério da Saúde
e tente minimizar o sofrimento e a morte de dezenas de brasileiros todos os dias
nos corredores dos hospitais públicos.
MensalãoDepois de ler a reportagem
"Teoria da conspiração" (18 de novembro) e ver a cara
de choro do presidente, eu me senti um palhaço. É estarrecedora
a capacidade deste governo de confundir a opinião pública fazendo-se
de vítima dos próprios escândalos. Como isso é democrático,
resta-nos o conforto de torcer para que esse grande circo um dia perca os espectadores. Ao ler a reportagem
a respeito da teoria da conspiração do mensalão, a mais nova
falácia engendrada por Lula para justificar o maior escândalo de
corrupção de todos os tempos praticado no Brasil, não fiquei
sequer surpresa com a notícia, uma vez que todos os vícios da espécie
humana, tais como a boçalidade, a estupidez, a ignorância, o orgulho,
a arrogância, a inveja, a tendência para a mentira e outros tantos
mais, em Lula aparecem sempre na forma superlativa. Conforme lia a reportagem em que o nosso presidente tentava
nos convencer da ideia de golpe no caso mensalão, concomitantemente passavam
pela minha mente as imagens, os discursos, as "posições éticas
e firmes" da elite petista quando ela estava na oposição. A
nós, eleitores, amparados na vassoura democrática do voto, resta
a oportunidade de varrer dos cargos eletivos essa corja política que nos
trata como se fôssemos verdadeiros idiotas. Perigoso o presidente Lula, em sua entrevista à RedeTV!,
afirmar que o mensalão foi "a maior armação já
feita contra o seu governo". A denúncia preparada pelo PGR, acatada
pelo STF, hoje na fase de julgamento, desmente tratar-se de armação,
muito menos de golpe. EnadeTão
grave quanto a doutrinação ideológica e a propaganda político-partidária
que vêm sendo praticadas há anos nas escolas brasileiras em prejuízo
de milhões de jovens inexperientes e imaturos e a prova do Enade
de 2009 constitui apenas mais um triste e repugnante exemplo desse fenômeno
é a omissão do Ministério Público diante de
todos esses fatos. A quem recorreremos, se o órgão legalmente incumbido
de defender as crianças e os adolescentes contra qualquer forma de exploração
(ECA, artigo 5º) finge que não vê a exploração
política de que têm sido vítimas os estudantes brasileiros
("A prova virou panfleto", 18 de novembro)? Estou
pasma. Que absurdo! Uma propaganda descarada do governo, incentivando o ódio
à liberdade de informação e opinião. Um exemplo de
despotismo escancarado, uma verdadeira campanha política. Que espécie
de democracia existe no Brasil? O governo deseja colocar mordaça na imprensa
e até naqueles que não são do time do "adula Lula",
como aconteceu com o cantor Caetano Veloso, recentemente. Mais uma vergonha deste
governo à qual temos de assistir. O Enade mostrou-se a face ideológica do governo Lula.
Uma vergonha para um país que quer se tornar uma potência. Lamentável
a atitude do governo.
Carta ao LeitorDemocracia é sinônimo
de liberdade humana, em todas as suas formas. A imprensa livre e o direito à
informação corporificam o próprio sistema. Nesse contexto,
os governos que institucionalizam os artifícios, ardis ou qualquer meio
fraudulento para cercear tais preliminares devem ser considerados estelionatários
da democracia, porque a ação, necessariamente, visa ao duplo resultado
previsto no artigo 171 do Código Penal Brasileiro: o prejuízo alheio
e a vantagem ilícita.
Caso Geisy ArrudaNão há justificativa moral alguma para ofensas
ou violências contra a mulher. Todavia, se é verdade que a adequação
entre roupas e ambientes constitui regra subjetiva de julgamento estético,
é também oportuno enfatizar que, esteja onde estiver em público,
ninguém tem o direito de impor seus costumes, seus entendimentos, seu espírito
de liberdade ou libertinagem. Liberdade, sim, mas existem locais a ser respeitados
pela tradição, princípios éticos, morais e religiosos.
Com base na democracia e nos direitos humanos, nem sempre é possível
fazer o que se pensa ou o que se quer. Sempre e em qualquer lugar há limites.
Houve erro cumulativo da estudante, dos seus colegas e da direção
da Uniban ("A loira e a massa", 18 de novembro). Os alunos da Uniban não foram corretos ao humilhá-la,
mas cada ação desencadeia uma reação. Não foi
apenas um vestido vermelho o motivo de tanto alvoroço, mas as atitudes
da garota, agora transformada em santa. Não me surpreenderia se nas próximas
eleições ela saísse candidata, fazendo-se de defensora das
mulheres que verdadeiramente trabalham, estudam e contribuem para o desenvolvimento
do país. Pobre Brasil. Alem da violência, da corrupção,
agora temos de conviver com o sucesso de uma estudante por ir com uma saia justa
à faculdade. Triste realidade.
Yoani SánchezVEJA noticiou o sequestro e o espancamento, por agentes
do governo cubano, da blogueira cubana Yoani Sánchez, que tentava participar,
em Havana, de uma comemoração pelos vinte anos da queda do Muro
de Berlim ("Eu achei que não sairia viva", 18 de novembro). Impedida
de deixar seu país, a ativista política tenta mostrar ao mundo as
atrocidades da ditadura comunista cubana. Nos meios político, literário
e artístico brasileiros, temos diversos defensores de Fidel e de sua ditadura.
O que essas pessoas dirão agora? Ir a Cuba e tomar drinques em um bar de
hotel é bem diferente de morar lá. Fiquei chocado ao ler a reportagem sobre o ocorrido
com a cubana Yoani Sánchez. Meu Deus, que atitude terrível, de extrema
violência! É esse o regime que impera em Cuba? Cadê o respeito
aos direitos humanos?
Lya LuftOs artigos de Lya Luft têm o poder de nos encantar. O texto "Respeito
é bom" (18 de novembro) foi brilhante, fez a gente parar e pensar
no que pode ser feito de diferente. Somente uma mulher como ela poderia tratar
de um assunto tão relevante como esse com tamanha sensibilidade. Correções: o livro Brasília O Mito na Trajetória da Nação, de Márcio de Oliveira, é resultado de uma tese de doutorado na Universidade Paris V, e não de uma dissertação de mestrado, como aparece na reportagem "A Redescoberta do Brasil" (VEJA Especial Brasília 50 Anos, novembro de 2009). • A dívida externa brasileira cresceu de 2,7 bilhões de dólares em 1956 para 3,7 bilhões de dólares em 1960, e não milhões de dólares, como consta da reportagem "Barafunda contábil" (VEJA Especial Brasília 50 Anos). • O Slayer não é uma banda de trash metal, mas de thrash metal (Veja Recomenda, Raditude, 11 de novembro). |