Holofote

Felipe Patury
O caixa de Dilma
Sergio Castro/AE
 |
Será João Vaccari Neto o tesoureiro da campanha
presidencial da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff. Neste fim de semana,
ele deve ser reeleito para a executiva do PT e passará a dirigir a tesouraria
do partido. Vaccari foi escolhido pelo presidente Luiz Inácio Lula da
Silva, seu amigo desde a fundação da CUT. O novo caixa petista
tem um currículo amplo - e bastante controvertido. Presidente da Cooperativa
Habitacional dos Bancários de São Paulo, Vaccari é suplente
do senador Aloizio Mercadante e conselheiro de Itaipu. Na eleição
de 2006, foi citado entre os que teriam articulado o dossiê fajuto antitucano
- aquele que permanece sem condenados, apesar do flagrante.
Ué, ele não estava doente?
Dida Sampaio/AE
 |
Acusado de chefiar o mensalão no PP, o ex-deputado José
Janene (PR) comoveu seus colegas com um grave problema cardíaco que
o aflige. Por causa da doença, muitos ficaram constrangidos de cassá-lo.
Absolvido, Janene aposentou-se por invalidez no início de 2007. Sua condição
permitiu que ele continuasse recebendo até hoje o salário de parlamentar.
Ainda muito influente na Petrobras, Janene diz, agora, que quer voltar à
ativa. Avisou a seus correligionários que abdicará da aposentadoria
e se candidatará a um novo mandato de deputado. Prometeu, ainda, ser
o mais votado do Paraná.
Sem a pecha de anti-Lula
Robson Fernandes/AE
 |
Uma banda influente do PSDB defende uma mudança de estratégia
para a campanha presidencial do próximo ano. Essa corrente gostaria que
o governador de São Paulo, José Serra, seu provável
candidato ao Planalto, escolhesse um vice simpático ao presidente Luiz
Inácio Lula da Silva. Com um companheiro assim, Serra não poderia
ser identificado como anti-Lula. O governador não é refratário
a essa ideia. Há um ano, o grupo pensou em atrair para o posto o governador
de Pernambuco, Eduardo Campos, do PSB. Recentemente, sonhou com o ministro do
Tribunal de Contas da União, José Múcio Monteiro. Ambos
participaram do governo petista.
Falha na comunicação
Celso Junior/AE
 |
Antonio Cruz/ABR Por quatro anos, o senador suplente Wellington Salgado (PMDB-MG)
atuou em total sintonia com o titular de sua cadeira, o ministro das Comunicações, Hélio Costa. Eram tão ligados que até moravam juntos
na mansão de Salgado, em Brasília. Na semana passada, o ministro
mudou de endereço. Ambos têm divergido sobre um amplo leque de
temas. Entre eles, o sucessor de Costa, quando este deixar o ministério
para disputar o governo mineiro. Costa defende o chefe-de-gabinete José
Artur Filardi. Salgado tenta emplacar o líder do PTB no Senado, Gim Argello
- que, por sua vez, prefere disputar o governo do Distrito Federal.
O MST bem de Saúde
Antonio Cruz/ABR
 |
Quatro convênios devem trazer uma enorme dor de cabeça
ao Ministério da Saúde. Descobertos pela oposição,
eles revelam que, desde 2005, o dinheiro do Fundo Nacional de Saúde engorda
os cofres de associações ligadas ao MST. Um dos contratos foi
celebrado com a Associação Nacional de Cooperação
Agrícola (Anca), para "mobilização comunitária".
A Anca não comprovou ter gasto os recursos como prometera e foi considerada
inadimplente. Os outros três acordos foram assinados pela secretária
executiva da Saúde, Marcia Bassit, e beneficiaram o Instituto
Técnico de Estudos Agrários e Cooperativismo (Itac), que também
está inadimplente.
Os holandeses querem retomar Tatuoca
Fotos Leo Caldas/Titular
 |
O governador de Pernambuco, Eduardo Campos, arrumou briga
com a Camargo Corrêa. A empreiteira toca o maior empreendimento do Porto
de Suape, o Estaleiro Atlântico Sul, e revoltou-se com a decisão
do governo estadual de exigir de volta a Ilha de Tatuoca, que lhe foi concedida
para a implantação do complexo. O governo pretende repassar o
local a um concorrente. Trata-se de um consórcio formado pela empresa
holandesa SBM, pela coreana Samgdong e pelas paulistas Galvão e Alusa.
O grupo promete investir 350 milhões de dólares em Suape, se ganhar
a ilha.
|
Com reportagem de Laura Diniz e Leonardo Coutinho |