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VEJA Recomenda CINEMA
Divulgação
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Segredo dos Animais: exemplo criativo da safra de desenhos dedicados à
bicharada |
O Segredo dos Animais
(Barnyard, Estados Unidos/Alemanha, 2006. Estréia nesta sexta-feira
no país) Desde Madagascar, os criadores de desenhos animados
andam numa fase de apego aos bichos, sejam eles selvagens ou domesticados
como os protagonistas desse lançamento, um dos mais criativos da safra.
Toda vez que o dono de uma fazenda vira as costas, suas vacas, galinhas, porcos
e ovelhas aproveitam para fazer a festa (literalmente, aliás, com direito
a arrasta-pés no celeiro). Só quem se preocupa em zelar para que
os coiotes não se aproveitem dessas distrações é Ben,
o boi, pai do cabeça-de-vento Otis. Dirigido por Steve Oedekerk, que roteirizou
filmes como o segundo Ace Ventura e O Todo-Poderoso, esse é
um entretenimento que vai segurar na cadeira até a criançada hiperativa.
Veja
cenas.
DVD Meu
Amor de Verão (My Summer of Love, Inglaterra, 2004. Europa)
Mona (Nathalie Press) é órfã de mãe, não conheceu
o pai e mora com o irmão que, ao sair da cadeia, virou cristão fanático.
Tamsin (Emily Blunt) é rica, foi expulsa do colégio e está
aturdida com a morte da irmã por anorexia. Durante um verão, as
duas se apaixonam uma pela outra de forma obsessiva, que tem menos a ver com doar
do que com tirar. Mona quer de Tamsin sua beleza e vida mundana; Tamsin cobiça
em Mona seu jeito algo vulgar e sem amarras. Se o assunto não é
novo, a maneira como o anglo-polonês Pawel Pawlikowski dirige a história
o é. Cheio de imagens de natureza e cores fabulosas, seu filme é
um exemplo do que ele próprio define como "realismo mítico". Veja
cenas. DISCOS Fast
Man Raider Man, Frank Black (Deckdisc) Líder do Pixies,
um dos grupos mais influentes dos anos 80, o cantor e guitarrista Frank Black
realiza um trabalho surpreendente. Em Fast Man Raider Man, ele troca o
estilo simples e direto do rock alternativo por músicas calcadas no rhythm'n'blues
e no country-rock. O time de convidados dá uma ajuda e tanto. Black conta
com o baterista Levon Helm (ex-The Band, que tocou ao lado de Bob Dylan nos anos
60 e 70) e com a dupla Dan Penn e Spooner Oldham, responsáveis por discos
antológicos de artistas como Wilson Pickett e Aretha Franklin. Mas é
o próprio Black quem dá o tom do álbum, seja em baladas doídas,
como a faixa-título, seja em Dirty Old Town, adaptação
de uma canção folclórica irlandesa. Kevin
Winter/Getty Images
 |  | | Yo-Yo
Ma: Bach com emoção | |
Bach:
the 6 Unaccompanied Cello Suites, Yo-Yo Ma (Sony/ BMG) O compositor
barroco alemão Johann Sebastian Bach (1685-1750) criou suas suítes
para violoncelo para que elas se tornassem um exercício de prática
no instrumento. Mas, depois de ganharem uma versão do espanhol Pablo Casals
(1876-1973), elas se tornaram item obrigatório no repertório de
todo violoncelista. Em 1982, o sino-americano Yo-Yo Ma fez seu primeiro registro
da obra. Para muitos amantes do instrumento, essa versão não supera
a de Casals. Mas o certo é que acrescenta a ela uma dose extra de emoção.
Fã do período romântico, Yo-Yo Ma se entrega à obra
e atinge momentos de rara beleza. Sua versão da Suíte Número
5, por exemplo, é capaz de arrancar lágrimas até do ouvinte
mais durão. LIVROS Os
Anos de Aprendizado de Wilhelm Meister, de Johann Wolfgang von Goethe
(tradução de Nicolino Simone Neto; Editora 34; 608 páginas;
64 reais) Figura maior da literatura alemã, Goethe (1749-1832) foi
um escritor polivalente, que exerceu seu gênio na poesia, no ensaio, na
filosofia e no teatro. Publicado entre 1795 e 1796, Wilhelm Meister
um clássico há muito tempo ausente das livrarias brasileiras
fundou o gênero do "romance de formação", o livro que acompanha
o amadurecimento do protagonista. Filho de um casal burguês, Wilhelm recusa
a carreira comercial planejada por seus pais para se juntar a uma trupe de atores
de teatro. O livro teve grande influência até mesmo sobre escritores
modernos, como o alemão Thomas Mann e o irlandês James Joyce. Leia
trecho. Ulf
Andersen/Getty Images
 |  | | Kureishi:
tintas autobiográficas | |
No
Colo do Pai, de Hanif Kureishi (tradução de Celso Nogueira;
Companhia das Letras; 208 páginas; 38 reais) No romance Intimidade,
o inglês de ascendência paquistanesa Hanif Kureishi tomou o próprio
divórcio como tema. Ele retorna ao material autobiográfico nesse
novo livro, misto de memórias da adolescência e ensaio literário.
Kureishi examina os romances autobiográficos que seu pai, Shannoo, escreveu
mas nunca publicou e, em paralelo, narra sua própria formação
como escritor. No Colo do Pai gerou uma certa polêmica familiar:
a irmã de Kureishi acusou-o de criar um retrato distorcido de Shannoo.
Não é de surpreender, já que a figura do pai é abordada
de forma crua e desencantada o que torna o livro ainda mais pungente. Leia
trecho. |