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Edição 1979 . 25 de outubro de 2006

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CINEMA

Divulgação

O Segredo dos Animais: exemplo criativo da safra de desenhos dedicados à bicharada


O Segredo dos Animais
(Barnyard,
Estados Unidos/Alemanha, 2006. Estréia nesta sexta-feira no país) – Desde Madagascar, os criadores de desenhos animados andam numa fase de apego aos bichos, sejam eles selvagens ou domesticados – como os protagonistas desse lançamento, um dos mais criativos da safra. Toda vez que o dono de uma fazenda vira as costas, suas vacas, galinhas, porcos e ovelhas aproveitam para fazer a festa (literalmente, aliás, com direito a arrasta-pés no celeiro). Só quem se preocupa em zelar para que os coiotes não se aproveitem dessas distrações é Ben, o boi, pai do cabeça-de-vento Otis. Dirigido por Steve Oedekerk, que roteirizou filmes como o segundo Ace Ventura e O Todo-Poderoso, esse é um entretenimento que vai segurar na cadeira até a criançada hiperativa. Veja cenas.

 

 

DVD

Meu Amor de Verão (My Summer of Love, Inglaterra, 2004. Europa) – Mona (Nathalie Press) é órfã de mãe, não conheceu o pai e mora com o irmão que, ao sair da cadeia, virou cristão fanático. Tamsin (Emily Blunt) é rica, foi expulsa do colégio e está aturdida com a morte da irmã por anorexia. Durante um verão, as duas se apaixonam uma pela outra de forma obsessiva, que tem menos a ver com doar do que com tirar. Mona quer de Tamsin sua beleza e vida mundana; Tamsin cobiça em Mona seu jeito algo vulgar e sem amarras. Se o assunto não é novo, a maneira como o anglo-polonês Pawel Pawlikowski dirige a história o é. Cheio de imagens de natureza e cores fabulosas, seu filme é um exemplo do que ele próprio define como "realismo mítico". Veja cenas.

 

DISCOS

Fast Man Raider Man, Frank Black (Deckdisc) – Líder do Pixies, um dos grupos mais influentes dos anos 80, o cantor e guitarrista Frank Black realiza um trabalho surpreendente. Em Fast Man Raider Man, ele troca o estilo simples e direto do rock alternativo por músicas calcadas no rhythm'n'blues e no country-rock. O time de convidados dá uma ajuda e tanto. Black conta com o baterista Levon Helm (ex-The Band, que tocou ao lado de Bob Dylan nos anos 60 e 70) e com a dupla Dan Penn e Spooner Oldham, responsáveis por discos antológicos de artistas como Wilson Pickett e Aretha Franklin. Mas é o próprio Black quem dá o tom do álbum, seja em baladas doídas, como a faixa-título, seja em Dirty Old Town, adaptação de uma canção folclórica irlandesa.

 
Kevin Winter/Getty Images
Yo-Yo Ma: Bach com emoção  

Bach: the 6 Unaccompanied Cello Suites, Yo-Yo Ma (Sony/ BMG) – O compositor barroco alemão Johann Sebastian Bach (1685-1750) criou suas suítes para violoncelo para que elas se tornassem um exercício de prática no instrumento. Mas, depois de ganharem uma versão do espanhol Pablo Casals (1876-1973), elas se tornaram item obrigatório no repertório de todo violoncelista. Em 1982, o sino-americano Yo-Yo Ma fez seu primeiro registro da obra. Para muitos amantes do instrumento, essa versão não supera a de Casals. Mas o certo é que acrescenta a ela uma dose extra de emoção. Fã do período romântico, Yo-Yo Ma se entrega à obra e atinge momentos de rara beleza. Sua versão da Suíte Número 5, por exemplo, é capaz de arrancar lágrimas até do ouvinte mais durão.

 

LIVROS

Os Anos de Aprendizado de Wilhelm Meister, de Johann Wolfgang von Goethe (tradução de Nicolino Simone Neto; Editora 34; 608 páginas; 64 reais) – Figura maior da literatura alemã, Goethe (1749-1832) foi um escritor polivalente, que exerceu seu gênio na poesia, no ensaio, na filosofia e no teatro. Publicado entre 1795 e 1796, Wilhelm Meister – um clássico há muito tempo ausente das livrarias brasileiras – fundou o gênero do "romance de formação", o livro que acompanha o amadurecimento do protagonista. Filho de um casal burguês, Wilhelm recusa a carreira comercial planejada por seus pais para se juntar a uma trupe de atores de teatro. O livro teve grande influência até mesmo sobre escritores modernos, como o alemão Thomas Mann e o irlandês James Joyce. Leia trecho.

 

Ulf Andersen/Getty Images
Kureishi: tintas autobiográficas  

No Colo do Pai, de Hanif Kureishi (tradução de Celso Nogueira; Companhia das Letras; 208 páginas; 38 reais) – No romance Intimidade, o inglês de ascendência paquistanesa Hanif Kureishi tomou o próprio divórcio como tema. Ele retorna ao material autobiográfico nesse novo livro, misto de memórias da adolescência e ensaio literário. Kureishi examina os romances autobiográficos que seu pai, Shannoo, escreveu mas nunca publicou – e, em paralelo, narra sua própria formação como escritor. No Colo do Pai gerou uma certa polêmica familiar: a irmã de Kureishi acusou-o de criar um retrato distorcido de Shannoo. Não é de surpreender, já que a figura do pai é abordada de forma crua e desencantada – o que torna o livro ainda mais pungente. Leia trecho.

 

 

Fontes: São Paulo: Cultura, Laselva, Saraiva, Livraria da Vila, Nobel; Rio: Saraiva, Laselva, Sodiler, Travessa, Argumento; Porto Alegre: Saraiva, Cultura; Brasília: Sodiler, Saraiva, Leitura; Recife: Sodiler, Saraiva, Cultura; Florianópolis: Livrarias Catarinense; Goiânia: Saraiva, Leitura; Fortaleza: Laselva; Curitiba: Saraiva, Livrarias Curitiba; Londrina: Livrarias Porto; Campo Grande: Leitura; Belo Horizonte: Leitura; Maceió: Sodiler; Belém: Clio; Vitória: Leitura; internet: Cultura, Laselva, Leitura, Nobel, Saraiva, Sodiler, Submarino.
 
 
 
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