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Edição 1979 . 25 de outubro de 2006

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Radar

Lauro Jardim (ljardim@abril.com.br)

• PETROBRAS

Gabrielli quer ficar
José Sergio Gabrielli está articulando como nunca para permanecer na presidência da Petrobras. Se não conseguir seu objetivo, Gabrielli já tem um plano B: ser secretário da Fazenda do futuro governador baiano, Jaques Wagner.  

Vai renovar
Tudo se encaminha para que a Petrobras, ao contrário do que se esperava, não faça licitação e prorrogue até dezembro de 2008 o contrato que tem com três agências de publicidade – a de Duda Mendonça, a Quê/Next e a F/Nazca. O contrato vence no início de dezembro e prevê gastos de 189 milhões de reais por ano.

 

• ELEIÇÕES 2006

Imagem ruim
No PSDB há uma unanimidade em torno dos programas de TV de Geraldo Alckmin – todos os acham péssimos, muito inferiores aos de Lula.

Diálogo petista
Não anda fácil a vida de Aloizio Mercadante depois do escândalo do dossiê. Na terça-feira passada, ele cruzou com Delcídio Amaral no plenário do Senado. Puxou conversa. Falaram sobre a eleição para o governo de Mato Grosso do Sul, em que o petista Delcídio foi derrotado – entre outras razões, porque não contou com o apoio de Zeca do PT nem do próprio Lula, que não foi ao estado durante a campanha. "Acho que a sua atuação na CPI dos Correios pesou", disse Mercadante. Delcídio se irritou e o tom da conversa subiu: "Presidi aquela CPI com equilíbrio e ganhei o respeito nacional. E quem é você, depois dessa confusão do dossiê, para dar lição de moral em alguém?". Fim de papo.  

Empurrão de Lula
O crescimento de Roseana Sarney nas pesquisas do Maranhão, nos últimos dias, tem um responsável, segundo a cúpula de sua campanha: Lula. Na terça-feira, o presidente vai a São Luís dar mais uma forcinha à candidata ao governo local.

 

Ele está muito inquieto

Ed Ferreira/AE
Lula: medo do que pode acontecer depois da eleição

Lula está certo de que a parada eleitoral está liquidada. Mas está preocupadíssimo com o day after de sua eleição. Teme (com toda a razão) que fatos novos das investigações em curso atrapalhem a governabilidade. Por isso, desde a semana passada alguns ministros estão, a seu pedido, conversando com governadores oposicionistas recém-eleitos e com tucanos para pedir ajuda na transição do primeiro para o segundo mandato, se ele vier mesmo a se confirmar nas urnas.

 

• GOVERNO

Gastança indomada
O gasto público é como uma erva daninha que, sem cuidado, cresce desordenadamente e sufoca as plantas saudáveis. Veja o exemplo do Ibama. Entre 2002 e 2005, as despesas de manutenção da instituição triplicaram, chegando a 120 milhões de reais. Uma das conseqüências mais visíveis da farra de gastos foi um rombo no caixa que já alcança 26,8 milhões de reais. Há unidades pelo país afora sofrendo de inanição financeira.

 

• ECONOMIA

Negócios de fé
A holding do bispo Edir Macedo, dono da Rede Record e da Igreja Universal do Reino de Deus, está abrindo mais um negócio – uma empresa de táxi aéreo.

 

• JAPÃO

Malandragem, né?
Até o fim de 2005 havia 355 brasileiros atrás das grades no Japão, número pequeno diante da quantidade de crimes cometidos no país por nossos compatriotas. Tanto que uma associação de brasileiros que vivem na cidade de Hamamatsu fez um pedido formal ao governo Lula: quer que sejam mandados de volta ao Japão vários conterrâneos que cometeram crimes lá mas fugiram para o Brasil no meio do julgamento. O Itamaraty não sabe o que fazer. Não pode extraditar um brasileiro, independentemente da bobagem que ele tenha feito lá fora.

 

• PECUÁRIA

Admirável gado novo
O Copacabana Palace vai abrigar, nos próximos dias, um evento inusitado. Pela primeira vez irá a leilão o clone de uma vaca premiada. Trata-se de uma bezerra nelore, produzida a partir de células da pele de um exemplar da linhagem Bilara, valorizadíssima. A expectativa é que o animal, hoje com 6 meses, seja vendido por 1 milhão de reais. Se conseguir chegar a esse preço, terá dado um lucro assombroso. O processo de clonagem custa, em média, 70 000 reais.

 

• CERVEJA

Acabou a festa
Atenção, turma da boca-livre. O momento é de tristeza. A Brahma praticamente já bateu o martelo: vai diminuir seu lendário camarote de celebridades no Sambódromo carioca para menos da metade do tamanho atual. A empresa acha que não vale mais a pena gastar tanto dinheiro. Viu que concorrentes, com camarotes muito menores, ganhavam o mesmo espaço na mídia.

 

Os encantos da irresistível China

Pio Figueiroa/Valor/O Globo
Josué, da Coteminas: prestes a abrir megafábrica na China

O rei da indústria têxtil brasileira, Josué Gomes da Silva, rendeu-se à China. Ele acaba de chegar de Pequim, onde avançou na compra de uma megafábrica de produtos de cama e mesa, que vai vender para o mercado chinês e exportar. Em dezembro, ele volta ao país, esperando fechar de vez o negócio. Mas o seu desembarque na China não se dará com a Coteminas, a indústria têxtil número 1 do Brasil, da qual é presidente e membro da família controladora. E sim com a americana Springs, a maior empresa mundial do setor de cama e mesa, que ele também preside e da qual é sócio. Cerca de 20% da produção mundial da Springs será feita lá.

 

Colaboraram Marcelo Bortoloti e Ronaldo França

 

 

Montagem com foto Photodisc

 
 
 
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