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"Tecnologia precisa agregar valor, aumentando a eficiência do processo ou a satisfação do consumidor. Fora disso, nada se sustenta por muito tempo."
Ageu Barros
ageubarros@osite.com.br

 

Larry Ellison

Gostaria de cumprimentar VEJA por nos trazer as idéias de um gênio da economia. Gênio por falar o óbvio. Não existe nova economia, e sim uma euforia infantil e irresponsável que busca o lucro fácil. Larry Ellison é a prova viva de que as empresas devem enxergar a internet como uma ferramenta, preciosa, e não entrar em pânico diante da grande rede. A internet vem para facilitar a vida e não alterar a lógica ("Larry Ellison, o profeta do caos", 18 de outubro).
Lauro Parente
São Paulo, SP

É certo que a internet chega para ficar, mas os PCs (computadores pessoais) estão longe de ser aposentados. Não é tão confortável receber um e-mail ou navegar por um celular ou um forno de microondas quanto por um PC. Com ele nós podemos fazer trabalhos escolares, nos distrair com os games e pesquisar nos CDs-ROM de enciclopédias, que são fontes mais confiáveis que a internet. Será que o celular ou o microondas vão fazer tudo isso?
Eduardo Alves Machado

Barretos, SP

Sou publicitário e não tenho nada a ver com o comércio de computadores, sou apenas usuário. Não consegui entender como uma pessoa tão importante no cenário mundial pode fazer tão estúpida afirmação de que os PCs estão com os dias contados, que aparelhos mais simples, só com acesso à internet, os substituirão e o que importa mesmo é esse acesso. Acho que ele esqueceu que as pessoas não usam o PC só para se conectar, mas também para fazer e guardar documentos, redigir cartas, trabalhar e imprimir coisas. As crianças o usam nos estudos e nas brincadeiras. Além de se conectar à internet por ele. Portanto, acho que desta vez esse grande visionário teve uma visão meio turva do futuro. Ainda sou mais o Bill Gates.
Antonio Carlos Caldas

Belo Horizonte, MG

 

Stephen Kanitz

O artigo (Ponto de Vista, 18 de outubro) parece uma reflexão que constantemente faço sobre o padrão e a eficiência da transmissão de conhecimentos. Os alunos assemelham-se a "múmias". Não têm nenhuma participação na aula. Faço cursinho e sofro com a falta de participação, salvo em raras oportunidades de debate nas aulas de redação. Acredito que a engenhosidade, a criatividade e, em cota menor, a memória são importantes para o estudante e futuro cidadão. O critério para ser aceito pelos colegas é o da memória: mais inteligente e admirável é aquele que consegue memorizar a avalanche de informações dadas pelos professores. Idéias inovadoras são vistas com vilipêndios e achaques. Como nas indústrias, observamos a padronização e massificação do homem e de seus conhecimentos. Infelizmente, não posso fazer uma revolução na minha sala de aula. As cadeiras são fixas. Preciso contentar-me com o tablado e o professor.
Francisco Quinteiro Pires
piresfrancisco@uol.com.br

Sou um velho professor. Dei minha primeira aula em 1953, na França. Hoje não sei dar aula se os alunos não estão em círculo. Aliás, não dou aula. São encontros com os alunos. Encontros em que funciona a "inteligência coletiva" do grupo. Porém, cada vez que ingresso na sala do encontro, tenho de reconstruir o círculo. Às vezes tenho de sofrer a raiva das faxineiras porque bagunço demais a sala de "aula".
Jacques Vigneron
São Paulo, SP

Concordo plenamente com o artigo "Revolucione a sala de aula". É preciso que valorizemos o ser humano, seja ele estudante, seja professor. Acredito na importância de aprender a respeitar nossos limites e superá-los, quando possível, o que será mais fácil se pudermos desenvolver a capacidade de relacionamento em sala de aula. Como arquiteta concordo com a postura de valorização do indivíduo, em qualquer situação: se procurarmos uma relação de respeito e colaboração, seguramente estaremos criando a base sólida de uma vida melhor.
Tania Bertoluci de Souza
Porto Alegre, RS

 

Avicultura

Infelizmente vemos mais uma prova de que o brasileiro não sabe valorizar o que possui. Nossa ave nativa parente do avestruz, a ema, tem carne melhor, com mais proteínas e menos colesterol. A qualidade de sua pelica para a produção de bolsas, sapatos e produtos similares é superior à da do avestruz, entre outros atributos que a tornam mais rentável. Em termos de qualidade, somente a plumagem do avestruz é melhor que a da ema, nada mais. Como referência inicial existe um livro publicado pela Fundação Acangau, de Belo Horizonte, escrito pelo doutor Ségio Ulhôa Dani, sobre criação comercial de emas ("Boi de plumas", 18 de outubro).
Romero de Paula Castro
Brasília, DF

 

Arc

Gostaria de ler umas questões postas por esse marciano sobre o vizinho do Brasil chamado Paraguai. De lá entram para o Brasil: armas das mais mortíferas para os criminosos, coca, maconha e contrabando que lesa a economia do Brasil. Para completar, o Paraguai permite que carros e aviões roubados sejam receptados sem problema algum. E o pior: o Brasil ainda admite que esse querido vizinho seja membro do Mercosul. Belo parceiro, este!
Paulo Siqueira

Funchal, Ilha da Madeira, Portugal

 

Responsabilidade Fiscal

Nossos parlamentares são muito mais espertos do que parecem. Todos os crimes da nova Lei de Responsabilidade Fiscal apenados com prisão têm penas mínimas que ensejam a aplicação de institutos como a transação penal (pagamento antecipado de multa com conseqüente extinção do processo), suspensão condicional do processo (este fica suspenso de dois a quatro anos e, se o réu não descumprir nenhuma das condições impostas, após o prazo estipulado pelo juiz é arquivado) e a aplicação de penas alternativas, como prestação de serviços à comunidade ou pagamento de cestas básicas a entidades assistenciais. Ou seja, tudo vai acabar em pizza novamente, pois em cana não vai ninguém, mas ninguém mesmo ("Irresponsabilidade agora é crime", 18 de outubro).
Guilherme Senne Martins

Campinas, SP

Finalmente foi aprovada uma lei que pune a irresponsabilidade dos administradores públicos. Tomara que passe do papel!
Maria Luísa Pontes
Natal, RN

 

Roberto Pompeu de Toledo

Com palavras inteligentes, Roberto Pompeu de Toledo colocou o dedo (e bem fundo) na ferida que é o esporte brasileiro, especialmente nosso futebol podre (Ensaio, 18 de outubro).
Ricardo Vieira de Vasconcellos
Porto Alegre, RS

Roberto Pompeu de Toledo usou argumentos bastante expressivos para mostrar que mesmo um país pobre pode ser vitorioso. Não são as mazelas sociais as culpadas pela falta do ouro olímpico. O país deve continuar com a mesma garra e segurança, ainda que sem recursos. Quem faz a vitória é o atleta. Parabéns ao jornalista, que nos faz cada vez mais admiradores de seus ensaios. O enriquecedor estilo de Toledo dispensa qualquer comentário.
Kleyton Carlos de Souza, 17 anos
souza@sna.com.br

 

Turismo

Acho engraçado: neguinho vem lá do Sul, curte tudo o que quer e ainda sai falando mal. Esse negócio de dizer que na Bahia só tem "meu rei" e "sorria" é puro folclore. Costa do Sauípe é o novo Caribe, trará muitas divisas para a Bahia, e parece que isso incomoda um pouco. Sem contar toda a tradição de povo hospitaleiro. Povos de todos os cantos, sejam muito bem-vindos à Bahia. Sorria, porque aqui é a terra da felicidade ("Turista bem tratado", 18 de outubro).
Rosiane Xavier
Salvador, BA

 

Trabalho

Os problemas econômicos e sociais que estão levando os trabalhadores à informalidade são assunto para várias edições futuras da revista VEJA. Além dos que foram enfocados na reportagem "O drama silencioso dos sem-carteira" (18 de outubro) – flexibilização da CLT, custo do trabalhador formal, déficit do INSS, 60% dos trabalhadores na informalidade –, não podemos nos esquecer da responsabilidade das empresas, que exigem muito e pagam pouco. Há casos em que o patrão quer um profissional de telemarketing com 3º grau incompleto, informática, noções de inglês e um ano de experiência para pagar 200 reais por mês. Faltam também escolaridade e qualificação às pessoas para que possam se adaptar às novas tecnologias do mercado de trabalho, sem contar a sonegação fiscal e outras coisas que levaríamos algumas horas discutindo.
Paulo Muniz de Souza
centrodesolidariedade@bol.com.br

Nunca, durante meus 49 anos, li uma reportagem tão verdadeira da primeira à última letra. Seria ótimo se nossos governantes lessem também e se envergonhassem dessa verdade, pois temos a certeza de que em curtíssimo prazo a grande maioria dos problemas do país se resolveria.
Paulo Cezar Costa
Balneário Camboriú, SC

 

Televisão

Ao ler a reportagem "Só faltava essa" (18 de outubro) sou levado a valorizar, ainda mais, a obra de Walt Disney. Um conjunto oportuno e preciso, com rara e delicada moral que transmite em seus desenhos animados as virtudes da alma. E sem alarde. Sem templos suntuosos. Sem dízimos. Mensagens indeléveis, que são absorvidas pelo coração de crianças e adultos. Pelo prazer e com alegria. Basta assistir a Mulan, Rei Leão ou Toy Story para aprender solidariedade, perdão, compreensão, entendimento e paz. E sair praticando para ser feliz. Afinal, todos esses contos terminam com "e viveram felizes para sempre", justamente porque são fiéis aos valores absolutos da vida.
Marcus de Medeiros
São Paulo, SP

 

Eleições

VEJA esqueceu a história de Brasília. No Distrito Federal, o eleitorado, acreditando na tal faixa moderada do PT, elegeu para governador o professor Cristovam Buarque. De real capacidade, diga-se de passagem, e com fértil criatividade para inovar soluções. Mas o que aconteceu é que quem governou de fato foi Chico Vigilante. E a turma radical do partido. A conseqüência disso é que, agora, temos de aturar um governo incompetente, que foi eleito apenas pelo voto do contra. Prevejo que São Paulo vai passar pelo mesmo fenômeno ("A guerra do voto contra", 18 de outubro).
Diniz Esteves
Brasília, DF

É gratificante, mesmo não apoiando o PT, vê-lo derrotando um candidato que já usou e abusou da mente paulistana. E será sempre assim daqui para a frente. Nós, eleitores, estamos aprendendo e iremos ensinar ao político que cargo público não é emprego vitalício. Viva o nosso novo Brasil!
Ricardo Godoy
rfgodoy@bellatlantic.net

 

Cidades

A reportagem de VEJA sobre os Jardins da Praia de Santos foi excelente. Há muito tempo essa cidade precisava ser explorada com mais gosto, pois o que destaca Santos no cenário nacional são apenas os índices de soropositivos, a poluição e a equipe do Santos Futebol Clube. Há muito mais a saber. Por que não uma visita ao museu marinho ("Babilônia praiana", 18 de outubro)?
Fábio V. Bravim
São Paulo, SP

 

 

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