Publicidade
buscas
cidades PROGRAME-SE
Edição 1 770 - 25 de setembro de 2002
VEJA Recomenda
 

estaçãoveja
Leia trechos de livros, veja trailers de filmes e ouça as músicas dos CDs recomendados nas últimas semanas por esta coluna na seção multimídia de VEJA on-line.

estasemana
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Índice
Seções
Brasil
Especial
Internacional
Geral
Guia
Artes e Espetáculos

colunas
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Luiz Felipe de Alencastro
Gustavo Franco
Diogo Mainardi
Roberto Pompeu de Toledo

seções
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Carta ao leitor
Entrevista

Cartas
Radar
Holofote
Contexto
VEJA on-line
Veja essa
Arc
Gente
Datas

Para usar
VEJA Recomenda
Os livros mais vendidos

arquivoVEJA
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Arquivo 1997-2002
Reportagens de capa
2000|2001|2002
Entrevistas
2000|2001|2002
Busca somente texto
96|97|98|99|00|01|02


Crie seu grupo




 

CINEMA


Casamento: trágico, mas engraçado

Casamento Arranjado (Hatuna Meuheret, Israel/França, 2001. A partir de sexta-feira em São Paulo) – "Como uma mulher de sua idade tem a coragem de arruinar a vida de um rapaz tão novo?", disparam os pais de Zaza à namorada dele, Judith, que é divorciada e tem uma filha. Detalhe: Judith e Zaza têm quase a mesma idade – e ambos já passaram dos 30. Nascido na Geórgia e radicado em Israel desde pequeno, o diretor estreante Dover Koshashvili fez das severas regras georgianas para a corte e o casamento tema de uma comédia penetrante e, em vários momentos, desconcertante – como na cena em que a família de Zaza vai em peso à casa de Judith para humilhá-la. O diretor fala de machismo e do peso anacrônico, mas irresistível, das tradições sem recorrer a veredictos fáceis e sem perder o humor. Sua própria mãe, Lili Koshashvili, uma ótima atriz, faz a matriarca que põe Zaza na linha. Veja trailer.

 

DISCOS

30 #1 Hits, Elvis Presley (BMG) – Recentemente, Elvis voltou às paradas graças a uma versão dançante de seu sucesso A Little Less Conversation, criada pelo DJ holandês JXL. Essa coletânea de trinta hits do cantor que um dia ocupou o primeiro lugar nas paradas demonstra, entretanto, que não há nada melhor do que ouvir suas composições no original. Ainda mais se forem gravações remasterizadas, como é o caso desse lançamento mundial. A seleção começa com Heartbreak Hotel, que foi seu primeiro compacto pela gravadora RCA, lançado em 1956, e termina com Way Down, faixa lançada um mês antes de sua morte, em 1977. Não faltam, é claro, seus eternos sucessos: Love Me Tender, It's Now or Never e a deliciosa Suspicious Minds, em que ele flerta com a soul music.

24 Hour Party People, vários (Warner Music) – Surgida em 1976 e sediada em Manchester, na Inglaterra, a gravadora independente Factory tornou-se lendária ao servir de base de lançamento para grupos que influenciariam para sempre a música pop, como o sorumbático Joy Division– que, depois do suicídio do vocalista Ian Curtis, virou New Order. 24 Hour Party People é a trilha sonora do filme homônimo, que deve estrear no Brasil até o fim do ano e conta a história da Factory e da agitada cena noturna de Manchester, dos anos 70 aos 90. É um cardápio fora de série, que vai do punk rock dos Buzzcocks ao pop dançante do Happy Mondays, passando pelos clássicos inevitáveis do período – como Love Will Tear Us Apart, do Joy Division.

 

DVDs

Divulgação
Monstros S.A.: extras à vontade


Monstros S.A.
(Monsters, Inc., Estados Unidos, 2001. Buena Vista) – Os habitantes de Monstrópolis acharam uma fonte limpa de energia: os gritos de terror das crianças. Obtê-los, porém, requer experiência. Por isso o grandalhão Sully é um monstro exemplar. Ninguém assusta criancinhas com tanta eficiência e cuidado – em Monstrópolis, julga-se que os seres humanos são perigosamente tóxicos. Daí a vida de Sully e seu amigo Mike virar uma bagunça quando a garotinha Bu invade a cidade. A mais recente parceria entre o estúdio Pixar (de Toy Story) e a Disney é um primor. Além disso, esse disco duplo traz extras que não acabam mais. Pense em qualquer detalhe sobre a produção de um desenho animado e ele está lá – incluindo os impagáveis "erros de filmagem", brincadeira que já virou tradição da Pixar, e dois ótimos curtas-metragens.
Veja trailer.


Miramax Flms
Apocalypse: de chorar de tão bom


Apocalypse Now Redux
(Estados Unidos, 1979/2001. Buena Vista) – O diretor de fotografia Vittorio Storaro chorou de emoção ao ver a cópia restaurada (e com mais 49 minutos inéditos) dessa obra-prima de Francis Ford Coppola. Rodado nas Filipinas, em condições de pesadelo, Apocalypse Now representa um dos momentos mais altos do cinema americano, do ponto de vista técnico e artístico. Martin Sheen é o capitão que, na Guerra do Vietnã, recebe a missão de capturar um coronel (Marlon Brando) que sucumbiu à selvageria, só para se ver também ele arrastado pela insanidade. Além de ser um filme monumental sobre a guerra, Apocalypse é um estudo pessimista sobre o conflito entre a civilização e a natureza humana. O disco traz um único extra: a cena que fecharia o filme, com um comentário elucidativo de Coppola.

 

LIVROS

Falando com o Anjo, de vários autores (tradução de Paulo Reis; Rocco; 266 páginas; 33 reais) – Organizada pelo escritor inglês Nick Hornby (de Um Grande Garoto), essa coletânea de doze contos tem um intuito nobre: os direitos autorais arrecadados serão destinados a uma escola para autistas em Londres. Lá, recebe cuidados o filho do próprio Hornby. Para além da filantropia, trata-se de um lançamento saboroso, com autores como o irlandês Roddy Doyle e o escocês Irvine Welsh. Hornby contribui com um dos melhores textos, sobre as confusões em que se mete o segurança de uma exposição de arte. Outro ótimo conto é o de Helen Fielding (de O Diário de Bridget Jones), narrado por uma velhinha que caiu no banheiro e rumina sobre sua relação com a filha enquanto espera ajuda.

Nove Noites, de Bernardo Carvalho (Companhia das Letras; 176 páginas; 28 reais) – O carioca Bernardo Carvalho, de 42 anos, vem-se mostrando um dos mais consistentes entre os novos autores brasileiros. Seus textos quase sempre lidam com enigmas, identidades falsas ou histórias cuja verdade é difícil estabelecer. Em seu sexto romance, ele conta a história real de Buell Quain, jovem antropólogo americano que se suicidou no Amazonas em 1939. As pesquisas de Carvalho sobre as razões do suicídio incluíram contatos com a tribo dos craôs, no Tocantins, e consultas de arquivos nos Estados Unidos. O narrador do livro refaz em boa parte esse trajeto de investigação – mas é guiado por obsessões que só são reveladas no final e têm a ver com seu próprio passado. Leia trechos do livro.

 

CRÍTICA – OS MAIS VENDIDOS

Quando foi lançado, cinco anos atrás, o romance Cidade de Deus (Companhia das Letras; 404 páginas; 34 reais) causou tanto impacto na literatura quanto o filme inspirado nele provoca hoje no cinema nacional. Na época, foi saudado por críticos e sociólogos como a perfeita tradução do mundo cão de uma favela carioca, graças a uma narrativa realista e envolvente, que não caía na tentação de estereotipar a pobreza. A empolgação também se alimentava do fato incomum de que o livro foi escrito por Paulo Lins, morador da favela carioca do título, com base nas histórias e personagens do local. Ele deu início ao romance em 1986, inspirado por seu trabalho como pesquisador no projeto de uma antropóloga sobre a criminalidade e a violência. Agora, com o sucesso da adaptação da obra para o cinema – até a semana passada, o filme já havia sido visto por quase 900.000 pessoas –, Cidade de Deus volta à lista de mais vendidos de VEJA. Está em segundo lugar na categoria de ficção. Na primeira edição, o livro vendeu 14.000 exemplares. Na atual, revista pelo autor, já atingiu a marca de 11.000 e a editora pretende imprimir mais 16.000 para dar conta da demanda. Lins fez dois tipos de alteração no texto. Primeiro, um corte de nada menos que 150 páginas. "Quando fiz o livro, usei a repetição de cenas como recurso para traduzir a monotonia da vida na favela. Com o tempo, achei melhor enxugar o texto", diz o autor. Outra providência foi trocar os nomes de alguns dos 230 personagens – com isso, Lins pretendeu diferenciar seu romance do filme. Um exemplo: na nova edição, o bandido Zé Pequeno passou a se chamar Zé Miúdo. "As pessoas me parabenizam pelo filme, mas prefiro ressaltar que uma coisa é bem diferente da outra", diz ele.

   
 



Fontes: São Paulo: Cultura, Laselva, Livraria da Vila, Nobel, Siciliano, Fnac; Rio: Nobel, Laselva, Sodiler, Siciliano; Porto Alegre: Nobel, Livraria Ed. Porto Alegre, Siciliano; Brasília: Nobel, Siciliano, Sodiler, Leitura; Recife: Sodiler, Nobel, Siciliano; Natal: Sodiler, Nobel; Florianópolis: Laselva, Siciliano; Goiânia: Siciliano, Nobel; Fortaleza: Siciliano, Laselva, Nobel; Salvador: Siciliano; Curitiba: Siciliano; Belo Horizonte: Siciliano, Nobel, Leitura; Maceió: Sodiler, Nobel.
   
 
   
  voltar
   
   
  NOTÍCIAS DIÁRIAS      
ansparente.gif" width="1" height="8">