Publicidade
buscas
cidades PROGRAME-SE
Edição 1 770 - 25 de setembro de 2002
Artes e Espetáculos Cultura
 

estasemana
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Índice
Seções
Brasil
Especial
Internacional
Geral
Guia
Artes e Espetáculos
  Avril Lavigne, a Britney Spears radical
Davi Moraes, o dom-juan da MPB
Perfil do consumidor de discos
Spider, de Patrick McGrath
Uma história da Máfia
O vampirinho da novela das 7
Apresentador tromba com bispos na Record
Muçulmanos contra escritor

colunas
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Luiz Felipe de Alencastro
Gustavo Franco
Diogo Mainardi
Roberto Pompeu de Toledo

seções
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Carta ao leitor
Entrevista

Cartas
Radar
Holofote
Contexto
VEJA on-line
Veja essa
Arc
Gente
Datas

Para usar
VEJA Recomenda
Os livros mais vendidos

arquivoVEJA
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Arquivo 1997-2002
Reportagens de capa
2000|2001|2002
Entrevistas
2000|2001|2002
Busca somente texto
96|97|98|99|00|01|02


Crie seu grupo




 

Nem no Irã

Autor francês é julgado
por criticar o islamismo

Em setembro de 2001, a revista francesa Lire publicou uma entrevista com Michel Houellebecq. Escritor popularíssimo em seu país, especialista em causar polêmica, ele discutiu, a certa altura, as religiões monoteístas. Disse que acreditar num Deus único era um ato cretino. E arrematou: "A religião mais idiota é o islamismo. Ela é perigosa desde o seu surgimento". Dias depois, o World Trade Center foi atacado e as declarações, é claro, ganharam enorme ressonância. Quatro organizações islâmicas decidiram processar o autor por injúria racial e incitação ao ódio. A primeira audiência ocorreu na terça-feira passada, durou mais de cinco horas e mobilizou os franceses. Vários intelectuais lançaram um manifesto de apoio a Houellebecq e se apresentaram para depor em seu favor. O escritor Philippe Sollers argumentou, exoticamente, que seria preciso ser tolerante com o humor que, segundo ele, está no centro das declarações de Houellebecq. Outros insistiram no princípio, auto-evidente, da liberdade de expressão – o que fez com que as organizações islâmicas declarassem que a audiência se transformou numa ocasião para reafirmar esse princípio de maneira arrogante e, suprema ofensa, "neocolonialista". Houellebecq disse que jamais nutriu desprezo pelos muçulmanos, mas reafirmou sua falta de apreço pelo islamismo. O autor poderia ser condenado a passar um ano na cadeia e a pagar multa de 45.000 euros. A sentença sai no dia 22 de outubro, mas os próprios promotores já se anteciparam e pediram que essa insanidade seja simplesmente arquivada.

   
canaldecompras
O que é canal de compras
CDs DVDs Vídeos
Saraiva.com.br
 
Livros
Saraiva.com.br
Livraria Nobel
 
Ingressos
Ingresso.com.br
 
   
  voltar
   
   
  NOTÍCIAS DIÁRIAS      
bgcolor="#CCCCCC">