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Edição 1 770 - 25 de setembro de 2002
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"Não acreditava no diabo, mas, depois do olhar malicioso e frio da foto da capa da edição 1769, não tenho dúvida: é ele!"
Paulo A.S. Monteiro
Brasília, DF

 

Fernandinho Beira-Mar

VEJA sempre nos brinda com belas reportagens de capa, além das que compõem naturalmente a revista. Todas nos remetem à leitura obrigatória, atraídos pelo tema e enfoque que apresentam. Na reportagem "Tá tudo dominado" (18 de setembro), VEJA desnudou a relação de Fernandinho Beira-Mar com o Estado brasileiro e com o mundo das drogas, mostrando que o traficante, cruel nas suas ações criminosas, zomba mesmo da lei. Matérias assim dão credibilidade a qualquer veículo de comunicação, e a revista, ao abordar temas de grande alcance social a cada semana, mostra as razões de sua aceitação pelos leitores.
Norton Luiz Ferreira
Goiânia, GO

Sobre o título "Ele zomba da lei", pergunto: que lei? Aquela que só serve para nós, presos domiciliares? Ou aquela que só serve para enfeitar nossas bibliotecas? Ora, a lei que vale no Brasil é a "lei da selva".
Fabio S. Souza
Salvador, BA

Doze mil crianças iniciadas no mundo das drogas. E com um herói vitorioso diante de leis capengas. Que exemplo a seguir. As favelas do Rio estão se transformando em madraçais do crime organizado. Cada país tem o Bin Laden que merece. O nosso se chama Fernandinho Beira-Mar.
Roberto Santos
Fortaleza, CE

Deviam construir prisão de segurança máxima para nossas autoridades. Talvez lá dentro elas entendam o significado da expressão "segurança máxima".
Valdomiro Souza dos Santos
Barreiras, BA

Foi vergonhoso o episódio ocorrido em Bangu 1. O fato comprova a falta de eficácia da política de segurança pública do país e o fortalecimento do "poder paralelo". Como foi muito bem retratado por VEJA, deve-se ressaltar que o poder de fiscalização está demasiadamente concentrado nas mãos dos agentes penitenciários, favorecendo a corrupção que atingiu o poder público.
Gustavo de Menezes Souza Campos
Rio de Janeiro, RJ

VEJA diz que Fernandinho Beira-Mar "zomba da lei". Essa atitude é um hábito bastante arraigado em todas as camadas da população deste país e se dá inclusive com aqueles que criam a lei e com os que deveriam defendê-la. Neste exato momento em que digito este comentário (1h30 de 15 de setembro de 2002, plena madrugada), acabo de ouvir insultos, gozações e palavrões proferidos por quem atende ao telefone 190. Fernandinho não zomba solitário!
Josué Barbosa Filho
Recife, PE

Passei minha infância lendo os gibis do Tio Patinhas, em que os Irmãos Metralha sempre acabavam presos no final. Meu filho lê os gibis com os mesmos finais. Esta foi a frase que ele me disse: "Por que no Brasil os bandidos só levam a melhor?". Ele só tem 11 anos.
Carlos Eduardo Venção
Ribeirão Preto, SP

 

James Campbell Quick

Cumprimento VEJA e o psicólogo James Campebell Quick pela excelente entrevista relacionada ao stress (Amarelas, 18 de setembro). Estamos conscientes de que nos dias atuais os trabalhadores convivem com o problema e, graças à revista VEJA e ao psicólogo Quick, podemos perceber que o stress pode ser usado como um ponto positivo.
Ludmilla Tavares Ferreira
Goiânia, GO

Ao contrário do que os leigos imaginam, o stress, quando bem administrado, deixa de ser um inconveniente e age como algo positivo para a saúde, até mesmo para o eficaz desempenho profissional. Realizar exercícios periódicos de treinamento da concentração e reconhecer que os fracassos são naturais são posturas imprescindíveis para ser beneficiado pelo stress.
Hugo Lins Coelho
Recife, PE

Acredito que a fase inicial do stress, o chamado eustresse (stress bom), deva ser mais bem pesquisada, uma vez que não se conhecem os mecanismos que explicariam quando o stress bom passa a ser ruim. Porém, sabemos que, quando o stress provoca desde sintomas leves até incapacitantes, precisa, sim, de tratamento médico adequado. Nesta fase não adiantam medidas paliativas ou preventivas.
Dr. Manuel Vidalon
Diretor do Centro de Pesquisa e
Tratamento do Stress da Promitra Brasil
Curitiba, PR

 

Luiz Roberto Londres

A opinião do senhor Luiz Roberto Londres (Amarelas, 11 de setembro) mostra que o mais importante comportamento é "o bom senso". Há casos em que a técnica (aparelhos, equipamentos) é fundamental para salvar vidas (técnica, nessa situação, é a prioridade); mas há casos em que a psicologia e a humanidade são fundamentais (para o doente e para sua família). O médico tem de saber identificar a prioridade. Essa é uma atitude exigente e difícil. Faz, talvez, a grandeza da profissão de médico.
Daniel e Dominique Bouchacourt
Saint-Mandé, França

 

Stephen Kanitz

Fiquei extasiado com os comentários do senhor Kanitz ("O crescimento do PIB", Ponto de vista, 18 de setembro). Tenho discursado a amigos e parentes sobre os importantes valores agregados, nestes últimos anos do maravilhoso Brasil. Outro dia visitei uma favela em minha cidade e, com grande espanto, tive dificuldade de estacionar meu carro próximo a ela, tal o número de carros – não Brasílias e Fuscas, mas Unos, Fiestas e Corsas. O gigante Brasil mudou, e muito!
Antonio Sergio
Lojo Carou
Guarujá, SP

Privilegiados os leitores de VEJA que, assim como eu, podem surpreender-se com a lucidez de cada um dos pontos de vista de Stephen Kanitz, de forma a vislumbrar o que nem o governo e, pelo jeito, nem os presidenciáveis conseguem.
Aldebaran Perseke
São Paulo, SP

Manifesto minha insatisfação com o texto "O crescimento do PIB", de Stephen Kanitz. Se o governo não utiliza parâmetros sugeridos pelo senhor Kanitz, é porque segue normas internacionais com o intuito de comparar países distintos. Certamente, se tais parâmetros fossem usados por outros países, teríamos uma situação mais drástica para o Brasil.
Artur Iuri
São Paulo, SP

A lucidez de Stephen Kanitz me impressiona. Artigos como "O crescimento do PIB" chamam a atenção para nossos problemas e nossa grandeza, que insistimos em ignorar. Ele merece ser ouvido, e lido. Merece também um ministério, do Planejamento, da Educação.
Marcos Rezende de Azevedo
Conselheiro Lafaiete, MG

 

Claudio de Moura Castro

O último artigo do senhor Claudio de Moura Castro ("Escolha seus pais com cuidado", Ponto de vista, 11 de setembro) merece ser enviado a todas as escolas para ser distribuído nas reuniões de pais urgentemente. Ainda há tempo para fazer alguma coisa pela educação brasileira.
Allan Robert Paula de Jesus
Piacenza, Itália

 

Jogos eletrônicos

Tenho 19 anos e gostei muito da reportagem "Tiroteios em rede" (18 de setembro). Concordo com a opinião do psicoterapeuta Içami Tiba, quando ele alerta para a possibilidade do vício. Mas basta usar um pouco da lógica para concluir que qualquer tipo de lazer em excesso é prejudicial, ou seja, seu aviso não vale somente para os jogos em rede, mas para bingos, cartas, caça-níqueis etc.
Gutembergues Monteiro da Silva Júnior
Ji-Paraná, RO

Gutembergues Monteiro da Silva Júnior
Ji-Paraná, RO

Aos 31 anos compreendo a grande fronteira que separa os costumes atuais dos meus 10 ou 11 anos de vida. A grande diferença é que agora a natural e inevitável propagação das brincadeiras virtuais está ocupando o espaço do suor saudável das brincadeiras de bola, entre outras, da época de minha infância.
Marcelo Ayres Dena
Maringá, PR

 

Beleza

Se esses cremes caríssimos funcionassem de verdade, essas estrelas não precisariam usar um quilo de maquiagem nem se esconder em meio a panos e óculos escuros quando não estão produzidas. É só olhar para qualquer foto delas sem maquiagem e constatar que esses cremes só atuam como placebo ("Só para pouquíssimas", 18 de setembro).
Beatriz Dias Wanderley
Rio de Janeiro, RJ

 

Arc

Você é a figura mais inteligente que apareceu no cenário nacional nos últimos anos. Adoro você. Os terráqueos deveriam ter esse seu raciocínio lógico também. As coisas seriam bem mais fáceis de entender. Parabéns a você e ao seu criador.
Angela Amélia A.C. Machado
Por e-mail (aamelia@uol.com.br)

Arc, pode ficar tranqüilo. Você não é o único que não entende o Brasil. Será que em Marte é mais fácil entender as coisas?
Jéssica Gomes, 12 anos
Volta Redonda, RJ

 

Medicina

A reportagem "A emoção do abraço de um filho" (18 de setembro), sobre o ator americano Christopher Reeve, é realmente comovente. Não se trata apenas de conseguir ficar sozinho, ou de movimentar dedos e identificar estímulos. Trata-se de viver, literalmente. Christopher é realmente um Super-Homem, não porque tenha superpoderes, mas porque luta pela vida. Deve ser uma sensação horrível e inimaginável ter tanto sucesso, ser considerado um símbolo sexual e, de repente, se ver condenado a uma vida quase vegetal. Porém, Reeve não se entregou, pelo contrário, mostrou do que ele é capaz. Exemplo disso é a foto tirada em janeiro deste ano. Seus olhos ainda são os mesmos. Possuem o brilho de herói. A vida é muito mais que beleza física e dinheiro, é saber amar e ter vontade de viver e ser feliz.
Poliana Morais de Araújo
Goiânia, GO

O ator Christopher Reeve é, sem dúvida, um super-homem na vida real. Com determinação, garra e vontade de viver, está conseguindo superar os obstáculos que costumamos ver em seus filmes. Muito mais que um herói, Reeve é um exemplo de vida.
Ricardo Guedes do Nascimento
Araxá, MG

 

Terror

De tirar o chapéu a cobertura de VEJA para o trágico 11 de setembro de 2001, um ano depois ("O mundo nunca mais foi o mesmo", 11 de setembro). Intelectualmente um desastre e politicamente um fiasco, o presidente George W. Bush encontrou no mito do terrorismo a camuflagem ideal para os graves e atuais problemas internos dos EUA. Assim, cada vez que o cerco da opinião pública aperta a questioná-lo, ele arruma uma guerra qualquer e despista a todos, livrando-se do julgamento popular. Ocorre que não é justo a humanidade ficar refém das decisões e humores de um só. Bush não é Deus, embora pense que o seja. Não estamos no jogo War nem no quintal de seu rancho no Texas. Queremos paz, porém sem carnificina.
Gustavo Henrique de Brito Alves Freire
Recife, PE

 

Água

Muito boa a reportagem sobre a importância da água ("Vai valer mais que petróleo", 18 de setembro). Como estudante da área, tenho conhecimento de que a água vai faltar. Se não nos conscientizarmos de que devemos economizar agora, vamos ter de pagar um preço alto no futuro. Um avanço nessa área no Brasil foi a criação dos comitês das bacias hidrográficas, que determinarão quem poderá utilizar a água de cada bacia. Se não economizamos por amor (consciência), vamos economizar pela dor (dinheiro).
Cesar Rehnolt Meyer
Florianópolis, SC

 

Meio ambiente

Meu nome foi relacionado indevidamente a um "acordo informal" com a Mil Madeireira Itacoatiara Ltda. que lhe permitia transportar informalmente madeira de seu plano de manejo ou de sua unidade de produção para sua unidade industrial sem a devida autorização de Transporte de Produtos Florestais (ATPF), emitida pelo Ibama ("Ataque à floresta", 18 de setembro).
José Leland Barroso
Gerente do Ibama no Amazonas
Brasília, DF

 

Diogo Mainardi

Para esclarecimento dos leitores de VEJA, com relação ao publicado no artigo de Diogo Mainardi ("Weffort, o magnífico", 18 de setembro), é oportuno informar que o livro Um olhar sobre a Cultura Brasileira, organizado por Francisco Weffort e Márcio Souza, foi editado, em 1998, em cooperação com a Associação dos Amigos da Funarte, com o objetivo de registrar a produção cultural desenvolvida no país, no período de 1995 a 1998, e não o de enaltecer as atividades do ministro da Cultura. A publicação, que contou com a colaboração de 26 articulistas para desenvolver os diversos temas, custou cerca de 538.000 reais (recursos do Fundo Nacional de Cultura) – e não 600.00 dólares, como informado por aquele colunista – e teve sua prestação de contas aprovada com base em pareceres da Fundação Biblioteca Nacional e da Funarte. Quanto às demais iniciativas citadas, cabe ressaltar que se trata de programas e projetos desenvolvidos no cumprimento da missão institucional do Ministério da Cultura, sob a estrita observância das Leis Federais de Incentivo à Cultura (8.313/91 e 8.685/93).
Francisco Correa Weffort
Ministro de Estado da Cultura
Brasília, DF

 

Eleições

Mesmo para os entusiastas da candidatura de Ciro Gomes, como eu, passa a ser difícil, se não impossível, crer que ele terá a maturidade e o equilíbrio necessários para permanecer no cargo por quatro anos, caso eleito ("O tucano de asa nova", 18 de setembro).
Rafael Medeiros Rataichesck
Tubarão, SC

 

Agronegócio

Excelente a contribuição de VEJA para mostrar ao Brasil que a agricultura do país está longe de ser aquele mundo atrasado das galinhas soltas em volta dos ranchos de jecas-tatus. É, sim, um setor dinâmico e moderno da economia, com capacidade de alavancar e harmonizar o desenvolvimento do país ("O motor que faz o Brasil andar", 18 de setembro).
Florindo Dalberto
Presidente do Conselho
Nacional das Entidades Estaduais
de Pesquisa Agropecuária
Londrina, PR

 

Albert Eckhout

Como se sabe, os sete anos da presença do conde João Maurício de Nassau (1637-1644) em Pernambuco se constituem no mais importante feito para as artes e o conhecimento científico de toda esta parte do Novo Mundo no século XVII. Através de livros, manuscritos, mapas, gravuras e pinturas produzidos por membros de sua comitiva teve início a divulgação de um patrimônio cultural do Novo Mundo na Europa. Tal acervo, hoje encontrado em vários países, é parte do patrimônio artístico-cultural de Pernambuco, que merece não somente ser preservado, mas estudado, pesquisado e divulgado em nossos dias ("O Brasil, em primeira mão", 18 de setembro).
Leonardo Dantas Silva
Fundação Joaquim Nabuco
Recife, PE

 

Para usar

Sou professora de português e inglês. A respeito da "síndrome de burnout" ("Síndrome da chama extinta afeta o humor", Para usar, 18 de setembro), a tradução da palavra de origem inglesa "burnout", feita a grosso modo como "chama extinta", é inadequada, já que não existe tal definição para essa palavra na língua inglesa. A definição correta seria: um colapso físico ou mental causado por excesso de trabalho durante determinado período.
Renata Pinheiro Rodrigues
Barretos, SP

 

CORREÇÕES: As quatro obras retratadas por Albert Eckhout, divulgadas nas páginas 124 e 125 da edição 1769 ("O Brasil, em primeira mão", 18 de setembro), estão invertidas. Ao contrário do que foi publicado na seção Veja Recomenda, o filme O Mistério da Ilha, de John Sayles, já foi lançado em vídeo.

 

 

ATRÁS DO BALÃO

Desde que foi publicada a reportagem "40 quilos a menos até agora" (21 de agosto), sobre o balão intragástrico que ajudou o ex-ministro Rafael Greca a perder peso sem cirurgia e sem passar fome, os pedidos de mais informações sobre o assunto, feitos até por médicos, não pararam de chegar à redação de VEJA. O assunto interessou inclusive a leitores que moram no exterior, como Paulo Roberto Salgado, de Lisboa, Portugal. Na internet é possível saber um pouco mais sobre o balão nos seguintes endereços: www.balaointragastricobib.com.br e www.abeso.org.br.

 

AJUDA PARA REEDUCAR DISLÉXICOS

Na seção de Cartas da edição de 11 de setembro, a leitora Maria Julia Paccini, de Presidente Prudente, São Paulo, disse que para democratizar informações e oferecer material às escolas criou a Cartilha para a Reeducação de Disléxicos, "que deve ser usada paralelamente ao ensino convencional, por alunos de qualquer série". Nas últimas duas semanas, meia centena de leitores de diversos Estados se interessaram pelo material. Entre eles, Branca Hertz, presidente da Associação de Dislexia do Rio Grande do Sul. Outros interessados em informações sobre a cartilha criada por Maria Julia podem tirar suas dúvidas por e-mail: reeducandodislexico@globo.com.

 

A POLÊMICA CAPA COM BEIRA-MAR

A leitora Ines de Carvalho, de Kvänum, Suécia, foi uma das 647 missivistas que escreveram para a redação comentando a capa da edição 1 769 de VEJA (18 de setembro). Nove de cada dez leitores que falaram do assunto se sentiram incomodados com a figura do bandido Fernandinho Beira-Mar exposta na capa da revista. "Para mim, sair na capa de uma revista sempre foi sinônimo de 'ser exemplar' – de coisas positivas", disse Ines. VEJA lamenta o mal-estar causado, mas uma publicação semanal de informação não pode deixar de informar. E não pode deixar também de levar para a reportagem de capa o assunto de maior destaque na semana. Facínoras e ditadores desde sempre freqüentam as capas das revistas sérias, sempre que há a necessidade de informar e chamar a atenção para seus crimes. Com tantas cartas, a reportagem sobre o traficante carioca alcançou o segundo lugar no ranking das matérias que mais provocaram comentários dos leitores, só perdendo para "11 de setembro de 2001 – o mundo nunca mais foi o mesmo", capa de 19 de setembro de 2001, com a cobertura do atentado ao World Trade Center, de Nova York, que mereceu 653 cartas.

 

 

 
 
   
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