Edição 1868 . 25 de agosto de 2004

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Os donos de si

Os caminhos para o aperfeiçoamento pessoal, que permite enfrentar – e vencer – com mais facilidade os obstáculos do dia-a-dia


Okky de Souza e Rosana Zakabi

 
Montagem com fotos de Pedro Rubens


EXCLUSIVO ON-LINE
Lista de 100 livros recomendados por José Mindlin e onde podem ser lidos na internet

Quem está lendo esta reportagem relaxado numa poltrona, com o tempo que for preciso para terminá-la e sem ninguém interrompendo, é um privilegiado. A maioria das pessoas lê enquanto se ocupa de outras coisas .– espera o trânsito andar, vê TV, responde a e-mails, prepara o jantar, seca o cabelo, ajuda os filhos com o dever de casa. A correria da vida moderna faz com que as pessoas girem em um ritmo mais acelerado do que gostariam. O brasileiro trabalha hoje em média 51 horas por semana, contra 42 horas em 1980, e a jornada de um profissional não acaba – continua via celular e e-mail. O habitante típico das grandes cidades do Brasil gasta em média duas horas por dia no trânsito. Segundo pesquisa recente, 82% dos brasileiros dos centros urbanos admitem que seu nível de ansiedade é alto (há três anos, 73% afirmavam que se sentiam ansiosos). O bombardeio de informações é estonteante. Mas informação se mede em qualidade e não em quantidade. Por isso, ao fim do dia, o excesso de informação termina por subtrair significado na mesma proporção em que fornece novidades. Em boa parte, resulta daí a sensação de que vivemos todos imersos em uma realidade caótica. A sensação de caos tornou-se o zeitgeist – o "espírito do tempo", termo criado pelos filósofos alemães – da nossa era.


Diante desse quadro, as pessoas tendem a negligenciar a formação de sua estrutura psicológica. Alguns dos elementos formadores desse oásis interior são os prazeres intelectuais, os passatempos e diversões, a espiritualidade, a convivência social. Eles acabam relegados a um plano secundário, ou mesmo esquecidos, por causa do stress do dia-a-dia. O embate entre as opressões do cotidiano e as necessidades pessoais tornou-se um problema tão crítico que se converteu em foco central da atenção de psicólogos e especialistas em analisar o comportamento humano. Pelo menos uma dúzia de livros lançados recentemente sobre o assunto, aqui e no exterior, aponta uma série de soluções para esse problema. Para que as pessoas não sejam engolidas pelo mundo moderno, é preciso que criem dentro de si uma espécie de zona de proteção. Nela, o mundo gira na velocidade que cada um escolhe, e não naquela que lhe é imposta pelo trabalho e pelas obrigações do dia-a-dia. Nessa zona de proteção, as pessoas podem fazer o que gostam e ser capazes de aperfeiçoar sua vida interior em todos os aspectos: mental, emocional, espiritual, intelectual e social. Assim, tornam-se seres melhores, mais felizes, mais preparados e aptos para a vida em família, em sociedade e no trabalho. "É vital reservar um tempo para si mesmo e fazer aquilo que nos proporcione prazer, como meditar, ler um bom livro, levar o animal de estimação para passear ou fazer uma auto-análise em busca do autoconhecimento", atesta o psicanalista paulista Renato Mezan.

Não por acaso, os grandes artistas, os realizadores, os idealistas e grandes líderes se notabilizam pela capacidade de se abstrair do cotidiano, refugiando-se em um mundo interior em muitos casos mais rico e significativo que o alarido da realidade que os cerca. O poeta, dramaturgo e escritor irlandês Oscar Wilde (1854-1900) teve vida social conturbadíssima e um fim trágico, mas seu oásis artístico interior era profundo, lógico e organizado. No ensaio "O crítico como artista", Wilde resumiu o poder sobre si próprio que adquire quem tem prazer na leitura. Falando de sua sensação ao ler A Divina Comédia, de Dante Alighieri (1265-1321), Wilde escreveu : "Não há estado de espírito ou paixão que a arte não possa nos proporcionar. Podemos escolher nosso dia e selecionar nossa hora. Podemos dizer a nós mesmos: 'Amanhã, ao amanhecer, caminharemos com o imponente Virgílio através do vale da morte'... então a aurora nos encontrará na floresta escura...".

Essa zona de proteção de que falam os especialistas, e que Oscar Wilde obteve pelo aprimoramento do senso estético, pode ser imaginada como um lago em volta da pessoa. Ele filtra as situações extenuantes pelas quais ela passa no trabalho e nas relações sociais, protegendo-a – ao menos em parte – de seus efeitos nocivos. Suas águas abrigam aquilo que existe de mais vital dentro de cada um: a vida interior. Cercar-se desse lago não significa isolar-se do mundo, pelo contrário. Significa adquirir forças para lidar melhor com a parte da existência sobre a qual não temos controle.

Há quem transforme o lago num oceano – gente cuja vida interior é tão rica que acaba por transcender aos aspectos práticos do cotidiano. Nesta reportagem, VEJA conta histórias de pessoas que souberam como fortalecer seu eu profundo e, com isso, não apenas desfrutam melhor as ocasiões positivas. Também enfrentam com maior dignidade, galhardia e força os momentos difíceis. São pessoas como o Dalai-Lama, o líder espiritual do Tibete, que, no exílio, se transformou em um guia de seu povo em áreas tão distintas quanto a política e a religião. Um exemplo notável é o do historiador francês Fernand Braudel (1902-1985). Soldado na II Guerra, Braudel acabou prisioneiro em um campo em Mainz, na Alemanha nazista. Ali, sob a mais árida condição de sobrevivência, Braudel jogava xadrez mentalmente com os colegas de prisão. Seu mundo interior lhe forneceu o tabuleiro e as peças. Mais formidável ainda, ele escreveu de memória as duas primeiras das três partes de seu monumental O Mediterrâneo e o Mundo Mediterrânico, uma obra de 1 400 páginas. Foi a intensidade de sua vida interior, construída em anos de estudos e introspeção criativa, que permitiu a Braudel transformar o inferno em que vivia num período produtivo.

Reprodução

A PERFEIÇÃO ESTÉTICA
Marcel Proust: existência dedicada a escrever um dos maiores romances de todos os tempos


O escritor francês Marcel Proust (1871-1922) era um indivíduo sem brilho no convívio social, sofria de problemas de saúde crônicos, mas dedicou a vida à procura da perfeição estética na literatura. De sua vida interior, mais complexa e rica que a exterior, brotou Em Busca do Tempo Perdido, uma obra monumental em sete volumes que se tornou um marco da cultura ocidental. Evidentemente, não é preciso escrever uma obra-prima para alcançar o aperfeiçoamento pessoal. Esse é um processo que se desenvolve em várias frentes. Esta matéria dá destaque a caminhos viáveis para construir uma sólida estrutura mental e emocional interna. São atitudes como abraçar uma boa causa, aprimorar o prazer estético, investir na vida familiar, a leitura por prazer, o desenvolvimento da religiosidade, a adoção de passatempos e a prática da meditação. Foram selecionadas porque sobre elas concorda uma dúzia de especialistas entrevistados ou cujos livros foram lidos por repórteres de VEJA. Cabe a cada pessoa fazer um exame minucioso – e franco – dos aspectos de sua vida para avaliar quais merecem atenção especial por se encontrarem em situação insatisfatória. "Devemos reavaliar constantemente o equilíbrio entre os vários aspectos de nossa vida para descobrir aqueles que, às vezes sem que se perceba, se encontram maltratados ou negligenciados", escreve a psicóloga americana Clare Harris em seu livro Menos Estresse, Mais Sucesso, lançado recentemente no Brasil.

O próximo passo é estabelecer uma estratégia para efetivar as mudanças necessárias. Por onde começar? Em seu best-seller Os 7 Hábitos das Pessoas Altamente Eficazes, o consultor americano Stephen Covey afirma que aquele que deseja melhorar algum aspecto de sua vida precisa primeiro mudar a si próprio e sua forma de enxergar o mundo. Só depois dessa etapa será possível mudar o que está ao seu redor. As transformações têm de vir de dentro para fora, e não no sentido inverso. "Quem quer ganhar aumento de salário deve se dedicar mais e se tornar um funcionário indispensável aos olhos do chefe. Quem pretende conquistar a confiança das pessoas deve se mostrar mais confiável", disse Covey a VEJA. Um bom começo é adquirir o hábito de ler. O prazer da leitura é um caminho barato e nos ajuda a melhorar em todos os sentidos. Desenvolve o conhecimento em geral, nos dá subsídios para refletir sobre o mundo e a condição humana. Como se não bastasse, os médicos sabem que exercitar a mente através da leitura ajuda a prevenir o mal de Alzheimer – a doença degenerativa que atinge sobretudo os idosos – e contribui para que se viva com maior disposição.

Uma pesquisa divulgada no mês passado pelo National Endowment for the Arts, fundação americana dedicada à promoção da cultura, conclui que quem lê regularmente por prazer tem uma vida muito mais ativa e bem-sucedida do que aqueles que preferem passar o tempo livre vendo televisão ou dedicando-se a outras atividades que não exigem raciocínio. Para os primeiros, a vida é uma sucessão de novas experiências e de ampliação dos horizontes. Para quem se enquadra no segundo caso, a maturidade torna-se um processo de atrofia mental. "A informação está cada vez mais ao nosso alcance, mas a sabedoria, que é o tipo mais precioso de conhecimento, só pode ser encontrada nos grandes autores da literatura. Esse é o motivo pelo qual devemos ler", disse a VEJA o americano Harold Bloom, o mais importante crítico literário em atividade, em entrevista recente.

Claudio Rossi

MERGULHO ESPIRITUAL
Christiane Torloni: meditação, ioga e cursos budistas em busca do aperfeiçoamento pessoal. "É a melhor forma de controlar a ansiedade e o stress", ela diz


O americano Mark Edmundson, professor de língua inglesa da Universidade de Virgínia e autor do livro Why Read (Por que Ler), que será lançado nos Estados Unidos no mês que vem, desenvolve a tese de que a leitura é "a segunda chance que a vida oferece para o nosso crescimento pessoal". Durante a infância e a adolescência, segundo ele, passa-se por um processo de socialização. Aprende-se o que é certo e o que é errado com os pais e os professores e se começa a agir de acordo com o senso comum. Depois, é a leitura que nos permite desenvolver idéias próprias, conceitos e valores. Sem ela, o homem continua como um carneiro que segue o rebanho. Uma pesquisa realizada por uma equipe de psicólogos da Universidade York, no Canadá, divulgada dois meses atrás, adiciona novas evidências à importância da leitura e do estudo para o aperfeiçoamento pessoal. Ela mostra que quem aprende um segundo idioma retarda em muitos anos os efeitos do envelhecimento no cérebro. Para chegar a essa conclusão, realizaram-se testes de reação cognitiva em vários grupos de pessoas. Os jovens e os bilíngües obtiveram os melhores resultados.

O bibliófilo paulista José Mindlin, de 89 anos, credita seu vigor físico e intelectual ao hábito da leitura, adquirido desde a juventude. Ele lê em média 100 livros por ano. "A leitura contribui para a felicidade e para a auto-realização", diz. Para auxiliar os leitores de VEJA que desejam iniciar-se no hábito da leitura, Mindlin preparou uma lista de dez livros fundamentais (veja quadro). Uma lista ainda mais alentada, com 100 títulos, pode ser encontrada no site de VEJA na internet. No Brasil, estima-se que apenas 14% da população com mais de 14 anos leia obras de ficção ou não-ficção com regularidade. É uma cifra bem abaixo da registrada nos Estados Unidos, onde quase 50% dos habitantes são leitores contumazes. O grande inimigo da leitura no Brasil continua sendo o nível de alfabetização do povo. Embora os dados oficiais indiquem que a taxa de analfabetismo se encontra em 13,6%, uma pesquisa recente feita pelo Ibope constatou que 30% dos brasileiros só conseguem ler frases muito simples e curtas. É ruim, mas já foi pior. Na última década do século XIX, quando Machado de Assis publicou alguns de seus melhores livros, só três em cada 100 brasileiros sabiam ler, de acordo com estimativas do IBGE.

Muita gente que embarca numa boa causa para se aperfeiçoar interiormente acaba por se lançar em aventuras que modificam todos os aspectos de sua vida. Nos anos 90, a americana Erin Brockovich trabalhava como secretária num escritório de advocacia quando se interessou por um caso sobre poluição ambiental envolvendo uma empresa estadual de eletricidade e decidiu investigá-lo por conta própria. Trabalhando dia e noite, não desanimou até ganhar a causa na Justiça, no valor de 333 milhões de dólares (dos quais recebeu uma comissão de 2,5 milhões de dólares). Erin trabalha até hoje no mesmo escritório de advocacia, dá palestras pelos Estados Unidos e presta consultoria sobre processos envolvendo detritos tóxicos. Sua história exemplar foi mostrada por Hollywood em 2000 no filme que leva seu nome, com Julia Roberts no papel-título.

 
Rogério Albuquerque

POR UMA BOA CAUSA
Zilda Arns: a médica catarinense entregou-se à religião e à caridade como forma de se auto-realizar. Criou a Pastoral da Criança, que acolhe milhares de crianças e famílias carentes. "Meu objetivo de vida sempre foi esse", diz

O indiano Mahatma Gandhi (1869-1948) era um advogado formado em Londres que, certo dia, decidiu investir-se da missão de lutar contra o jugo britânico em seu país. Contabilizando no currículo quinze greves de fome, três prisões e uma longa campanha pela desobediência civil de seu povo, tornou-se o grande protagonista da independência da Índia, em 1947. O perfil de Gandhi que emerge de sua autobiografia é o de um homem que alcançou a plenitude em todos os aspectos da vida – mesmo abdicando dos bens materiais. Engajar-se como voluntário em alguma ação social, participar de mudanças na comunidade em que se vive ou mesmo praticar uma boa ação todos os dias são atitudes que podem trazer grandes resultados. A médica catarinense Zilda Arns sempre foi movida pela espiritualidade. Entregar-se de corpo e alma a uma religião – ela é católica – e a uma causa social foi a forma que encontrou de se auto-realizar. Há duas décadas, Zilda criou a Pastoral da Criança, que acolhe milhares de menores e famílias carentes brasileiras. "Meu objetivo de vida, desde cedo, foi acolher as pessoas mais necessitadas", diz ela. "Quando eu era pequena, sonhava ser missionária. Mais tarde, ingressei na medicina e me especializei em pediatria para ajudar as crianças", diz ela.


Muitas vezes o aperfeiçoamento da vida interior se dá por meio da superação dos próprios limites. Um atleta olímpico que bate um recorde não ganha apenas uma medalha e a glória instantânea – ele também dá um passo à frente em sua realização pessoal. Empenho desse tipo permitiu que Beethoven, o maior compositor de todos os tempos, criasse algumas de suas maiores obras – inclusive a Nona Sinfonia – sendo completamente surdo. Ele se esforçava para "escutar" os sons mentalmente e depois escrevia as partituras. A superação dos limites, físicos e espirituais, aliada à religiosidade profunda, foi a forma encontrada pelo frei espanhol João da Cruz, fundador da Ordem Carmelita Descalça e canonizado em 1726, para criar uma blindagem que protegeu sua vida interior das agressões do mundo exterior. Preso e torturado em 1577 pelos irmãos carmelitas contrários à reforma da ordem, proposta por ele, transformou as agruras da prisão em inspiração para escrever seus emocionantes poemas. Pedia a Deus que não deixasse passar um só dia de sua vida sem lhe enviar sofrimentos e que lhe permitisse morrer humilhado e desprezado. Seu lema era "Padecer e, depois, morrer".

A busca pelo autoconhecimento, assim como as pressões do mundo moderno, tem feito com que cada vez mais gente busque os benefícios de uma terapia milenar: a meditação. Antes identificada apenas com religiões orientais, grupos esotéricos e alternativos, hoje a meditação se tornou uma mania em todo o mundo. No Brasil, estima-se que mais de 1 milhão de pessoas pratiquem meditação, muitas delas sob orientação das 300 escolas especializadas. Meditar significa exercitar o autocontrole, esvaziar a mente de problemas do dia-a-dia que causam tensão e favorecem o aparecimento de doenças. A atriz Christiane Torloni, de 47 anos, busca seu aperfeiçoamento pessoal e espiritual praticando meditação, além de ioga e cursos relacionados ao budismo. "É a melhor forma de controlar a ansiedade e o stress do cotidiano", ela avalia. Christiane costuma meditar várias vezes ao dia, seja no elevador, no táxi, seja antes de entrar em cena.

 
Jarbas Oliveira
Praticantes de meditação em Fortaleza: agora, até os médicos recomendam

A adoção de um passatempo abre espaço para o cultivo de uma área de interesse e aperfeiçoamento pela qual se opta por gosto, não por obrigação. Uma mãe pode percorrer o caminho afetivo dedicando-se com zelo à criação dos filhos. Uma vida interior mais rica é instrumento para uma existência plena e satisfatória sem se isolar do mundo. O psicólogo americano Martin Seligman, da Universidade da Pensilvânia, divide a felicidade em três categorias. A primeira é a vida de prazeres, como aparentam usufruir os artistas de Hollywood. O problema é que ela é acessível a poucos. Mesmo os excluídos do glamour hollywoodiano, contudo, podem aspirar à segunda modalidade, a da "boa vida". Ela consiste em conhecer os próprios pontos fortes e usá-los no trabalho, no amor, na amizade, no lazer, com os filhos. A terceira é aquela que Seligman qualifica de "uma vida com qualidade". Significa, diz, "colocar-se a serviço de alguma coisa que você acredite ser maior do que você próprio". Ninguém precisa ser convencionalmente feliz para conseguir isso, de acordo com o psiquiatra. "O primeiro-ministro inglês Winston Churchill e o presidente americano Abraham Lincoln", afirma, "eram dois sujeitos depressivos que souberam lidar com isso por meio de uma vida boa e significativa." Foram homens que deixaram marcas na história devido à riqueza de sua vida interior.

 

Ed. Viggiani

O PRAZER DA LEITURA
José Mindlin: o bibliófilo devora 100 livros por ano


A lista de Mindlin

O bibliófilo paulista José Mindlin recomenda estes dez livros como obras básicas para quem deseja se iniciar nos prazeres da leitura

1 Crime e Castigo, Fiodor Dostoievski
Ao contar a história de um jovem que mata uma idosa para roubar e vive atormentado pela culpa, o escritor russo discute a relação entre liberdade e normas sociais

2 Memórias Póstumas de Brás Cubas, Machado de Assis
O defunto que relembra sua vida permite ao autor brasileiro refletir sobre o vazio da existência humana

3 A Montanha Mágica, de Thomas Mann
Os personagens do autor alemão discutem as grandes questões do século XX – liberdade, totalitarismo e guerra

4 Ensaios, Montaigne
Misto de diário e memórias, trata de temas essenciais, como a morte e o amor, e tece o elogio da amizade

5 Em Busca do Tempo Perdido, Marcel Proust
Em sete volumes, reflete sobre a doença do narrador, o tempo, a música, a literatura e o próprio ato de escrever

6 Dom Quixote, Miguel de Cervantes
O herói que sonha ser cavaleiro andante é meio doido, mas não desprovido de virtudes, como coragem, independência de espírito e compaixão

7 Viagens de Gulliver, Jonathan Swift
Sátira mordaz sobre a estupidez de certas convenções sociais e a mesquinharia humana

8 Hamlet, William Shakespeare
A tragédia do príncipe dinamarquês contém o famoso monólogo "Ser ou não ser"

9 Guerra e Paz, Leon Tolstoi
O romance debruça-se sobre o impacto dos grandes eventos históricos na vida de cada homem

10 Grande Sertão: Veredas, João Guimarães Rosa
Em linguagem inovadora, que recria a fala sertaneja, o autor conta histórias de guerra, misticismo, amor e vingança.

 

 
 
 
 
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