|
|
Cartas
 |
"VEJA
resumiu em
uma capa fantástica o conceito da stalinização
que o nosso país atravessa."
Manuel
Rodrigues dos Santos
Curitiba,
PR
|
As tentações do governo Lula
"O fantasma
do autoritarismo" (18 de agosto) é talvez a mais importante
matéria de capa da história de VEJA. A nossa sorte
foi o PT achar que o momento certo de lançar o alicerce definitivo
para construir seu projeto ditatorial, a mordaça da imprensa
livre, havia chegado. Errou, pois depois dessa capa e da reportagem
de VEJA o projeto está enterrado, e só se realizará
agora se for tentado pelas armas, o que é mais inviável
ainda nos tempos atuais. Obrigado pelo grande serviço prestado
à causa da liberdade e da democracia.
Sergio
Storti
São
Paulo, SP
As mais
recentes tentativas do governo de controlar o Judiciário,
vigiar o Ministério Público e fiscalizar a imprensa
nos fazem lembrar de Regina Duarte e concordar com ela. Estamos
com medo.
Sérgio
Lacerda de Araújo
João
Pessoa, PB
Vivemos
situações indignas que imaginávamos sepultadas
para sempre, nas cinzas do passado, narradas com gênio e arte
por Orwell em A Revolução dos Bichos. Seu mundo
está mais presente do que nunca! O que parecia fruto de sua
fértil e genial imaginação é o retrato
fiel da sociedade humana, despontando para a irracionalidade.
Leon Szklarowsky
Brasília,
DF
É
vergonhoso ver o governo petista com um discurso eivado de censura
e autoritarismo em relação à liberdade de expressão
e de imprensa. É também vergonhoso coibir a liberdade
de investigar do Ministério Público.
Júlio César Silva
São
José dos Campos, SP
PT, a imprensa
já possui duas instâncias de "fiscalização":
a opinião pública e o Judiciário. A primeira
regula a credibilidade, e a segunda, a legalidade das ações
e opiniões daqueles que se expõem na mídia.
Cícero
Soares da Silva
Belo
Horizonte, MG
Há
ocasiões em que vocês da imprensa são bastante
chatos (com exceção do Diogo Mainardi, é claro).
Entretanto, prefiro mil vezes tê-los como chatos a tê-los
amordaçados. Simplesmente porque sua mordaça seria
fatalmente a minha mordaça.
João Bosco da Silva
São
João del-Rei, MG
Por mais
que se diga que o projeto foi elaborado por sindicalistas, VEJA
mostrou, com total mérito, que eles estão longe da
redação há tempos e totalmente ligados ao PT.
Essa história de o governo dizer "É um projeto de
jornalistas; não temos nada a ver com isso" mostra a hipocrisia
em que estão mergulhados o PT e seus integrantes, que não
demonstram maturidade suficiente para se tornar vidraças.
Alberto Maurício Danon
São
Paulo, SP
O Conselho
Federal de Jornalismo é o único caminho legítimo
para consolidar e promover o resgate da dignidade profissional de
uma categoria atualmente vulgarizada e invadida por legiões
de pseudojornalistas, adeptos do "charlatanismo". Sou favorável
ao CFJ e aos bons profissionais. Cortar na própria carne
é sempre a parte mais difícil. É mais conveniente
"satanizar".
Kelmo Oliveira Bernardes
Feira
de Santana, BA
Sou estudante
de jornalismo, já freqüentei redação de
jornal e sou completamente a favor da regulamentação
do CFJ. Acho que ele trará a decência ao descaso que
há em nossa profissão, principalmente por causa da
regulamentação do diploma para o profissional. Vocês
acusam que o CFJ poderia punir, cassar o jornalista. Faz bem. Se
em outras profissões podem, por que a gente não poderia?
Daniel Faria Esteves
Rio
Branco, AC
Sou a favor
da criação do CFJ. Não sei o porquê de
tanta gritaria por parte desses profissionais da imprensa diante
dessa simples atitude do atual governo, visto que nossa imprensa
sempre se mostrou irresponsável e tendenciosa. Que se crie
já o conselho. Aproveito o ensejo para propor ao atual governo
que, após criar o CFJ, edite uma medida provisória
recriando também o tronco, a guilhotina, a Santa Inquisição
e um muro nos moldes do de Berlim.
Marcos Antônio de Souza
Contagem,
MG
Frank
Schirrmacher
A imprensa
tem um papel de extrema importância na desmistificação
do envelhecimento. As pessoas têm medo de alcançar
a chamada terceira idade. Medo do preconceito, do abandono e da
inutilidade. Frank Schirrmacher (Amarelas, 18 de agosto) atenta
para o nosso amanhã. Os idosos devem ser vistos como verdadeiros
cidadãos que ainda interagem e podem ajudar muito a sociedade
com sua experiência de vida. Aos idosos, o meu respeito e
admiração.
André Brasil
Campina
Grande, PB
Nas notícias
que leio, quase sempre se fala em trabalho comunitário e
oportunidades para os jovens. Porém, os veteranos raramente
são mencionados. Eu fui um executivo aposentado que, ao chegar
ao mundo pós-aposentadoria, sofri muito. Precisava de uma
renda extra para continuar a vida e, pior, não agüentava
ficar na inatividade. Infelizmente, a vida de executivo não
nos prepara para ser empreendedor! Errei bastante, antes de chegar
a um negócio viável. Sem auxílio profissional,
só há cinco anos consegui me equilibrar. Hoje faço
consultoria de desenvolvimento de novos negócios. Por causa
de meus problemas, liguei-me ao assunto dos aposentados e escolhi
a missão de ajudá-los. Para isso criei o programa
Continuar, que prepara a pessoa para a transição da
vida de executivo para a de empreendedor. Como essa transição
exige uma mudança de comportamento e de hábitos, o
treinamento não é rápido. É feito em
seis meses, um dia por semana, preferencialmente ainda com o executivo
em atividade, no ano que antecede o seu desligamento. Os benefícios
são muitos para o profissional que se prepara melhor para
"o dia seguinte".
Carlos Barbosa
São
Paulo, SP
Genial
o raciocínio do filósofo alemão Frank Schirrmacher.
A associação feita por ele entre o sentimento de exclusão
vivido pelos longevos e a freqüente crítica ao uso de
recursos rejuvenescedores como caracteres instintivos do mundo animal,
por mais naturalista que pareça, é bastante sensata.
Não menos contundente foi sua afirmação de
que os valores contemporâneos não estão adaptados
para abrigar uma demografia maciçamente idosa. A minha geração
é testemunha de uma desgastante metamorfose dos modos de
integração com um mundo cada vez mais competitivo.
Fiquei estupefato ao saber que muito provavelmente não me
darei ao luxo de uma bucólica e descansada aposentadoria.
Thiago Moreira
Itabuna,
BA
Vereadores
Escandalizado
com a reportagem "Até o 'seu Creysson' pode" (18 de agosto)
sobre o nível escolar precário dos candidatos a vereador,
gostaria de propor que houvesse concurso público para políticos
no Poder Legislativo. Se podemos selecionar nossos juízes,
promotores, auditores, fiscais, policiais etc., por que não
podemos selecionar nossos vereadores, deputados e senadores?
Rogério
Benjamim Francisco Alves
Belém,
PA
Neste país,
lamentavelmente, o desleixo para com o uso do vernáculo assume
proporções infinitamente maiores. Diante de um teste
um pouco mais rigoroso, muitos figurões certamente tropeçariam,
já que o problema está na origem. Vem dos bancos escolares,
em todos os níveis.
Adalberto Alves de Matos
Barra
do Garças, MT
André
Petry
Por que
embriões humanos? A imprensa do mundo todo noticiou, com
grande alarde, que pesquisadores da Universidade de Newcastle, na
Inglaterra, obtiveram permissão para clonar embriões
humanos para fins terapêuticos. Uma experiência semelhante
já foi realizada no início do ano por pesquisadores
coreanos. Os ingleses pretendem agora dar um passo adiante e tentar
produzir tecidos humanos por meio da técnica de transferência
do núcleo de uma célula já diferenciada para
um óvulo sem núcleo. Se esse óvulo começar
a se dividir e as células resultantes forem cultivadas em
laboratório em condições especiais, elas adquirirão
a capacidade de formar qualquer tecido humano. Isto é, trata-se
de um aprimoramento das técnicas já existentes de
cultura de tecidos, com a grande vantagem de poder produzir-se todos
e não um só tecido especializado (como pele ou músculo,
por exemplo). A grande questão é: por que dizer que
estão clonando embriões humanos se essas células
nunca vão ser inseridas em um útero e portanto nunca
serão embriões humanos ("O atraso da religião",
18 de agosto)?
Mayana Zatz
Coordenadora do Centro de Estudos
do Genoma Humano USP Membro
da Academia Brasileira de Ciências São Paulo, SP
Roberto Pompeu de Toledo
O ensaio
"Olhos no mar, areia nas mãos" (18 de agosto), de Roberto
Pompeu de Toledo, é emocionante e verdadeiro. Ninguém,
creio, gosta de um Getúlio por inteiro. Eu mesmo detesto
o "pedaço fascista" e o ditador que foi responsável,
ele e não Filinto Müller, pela deportação
de Olga Benario. Mas amo o líder nacionalista e de corajosas
mudanças.
Pedro Duarte de Oliveira
Maceió,
AL
Claudio de Moura Castro
Buscar
respostas para as interrogações que Claudio de Moura
Castro deixou em seu artigo "O Ministério acertou?" (Ponto
de vista, 18 de agosto) não é tarefa fácil.
Além das questões orçamentárias e fiscais,
muito bem colocadas, existe a questão do aproveitamento que
o aluno vai ter estudando numa escola particular a partir de determinada
idade. Os pedagogos devem ser ouvidos! Uma criança que nasceu
e cresceu num ambiente com poucas perspectivas conseguirá
absorver tudo o que essa nova escola vai proporcionar?
Márcia
Zaros
Rio
Claro, SP
As tentações
do governo Lula 2
Na reportagem "O fantasma do autoritarismo"
(18 de agosto), a frase atribuída a mim não expressa
o que penso. Era e sou de esquerda. No passado pensava que o mundo
fosse dividido entre os de esquerda, os bons, os que desejam o bem
do povo, e os de direita, conservadores, os maus. Aprendi que não
é tão simples. Muitos que se dizem de esquerda não
incorporaram os valores democráticos, fazem o jogo da direita.
E entre os conservadores encontramos muitos que respeitam integralmente
o jogo democrático.
Alberto Goldman
Deputado federal (PSDB-SP)
Brasília,
DF
Holofote
No que se refere à nota "Alô,
alô, Telecom" (Holofote, 18 de agosto), esclareço:
o Prêmio Portugal Telecom de Literatura Brasileira desenrola-se
por meio de um processo de três votações secretas,
acompanhado ao longo de todo o tempo pela empresa de auditoria Deloitte.
Em face do caráter secreto das votações não
existe nenhuma possibilidade de intervenção para beneficiar
ou prejudicar uma editora, logo ninguém pode garantir a presença
de uma editora na lista dos finalistas nem que uma ou mais tenham
vários livros indicados.
Eduardo Correia de Matos
Presidente
Por e-mail
Diogo Mainardi
Com relação ao artigo "Ayrton
Senna, o banal" (18 de agosto), gostaria de ressaltar que o Brasil
tem um dos quinze maiores PIBs do mundo, mas cai para o 72º
lugar em termos de desenvolvimento humano. Tem, portanto, enorme
desafio na agenda: manter-se economicamente competitivo, erradicando
as desigualdades sociais, estendendo direitos a toda a população
e consolidando um Estado democrático. Essa é uma tarefa
econômica, política, social e, acima de tudo, ética.
Do poder público, esperam-se políticas públicas
de qualidade e eficácia. Do mundo empresarial, esperam-se
não só recursos financeiros, mas uma contribuição
técnica e gerencial para a implementação dessas
políticas. Do terceiro setor, espera-se a produção
de conhecimentos e experiências necessários ao investimento
social. Assim, os empresários socialmente responsáveis
não dão esmolas, mas investem em saídas concretas
para os problemas que temos de vencer se desejarmos deixar às
novas gerações um país melhor, menos desigual.
Viviane Senna
Presidente do Instituto Ayrton Senna
São Paulo, SP
Espetacular. É a única palavra
que me vem à mente para manifestar minha opinião sobre
o artigo de Diogo Mainardi. O que mais me tocou foi o fato de ver
exposto ali no texto meu ponto de vista em relação
ao mito que cerca a figura do piloto brasileiro. A discussão
sobre a "falsa caridade" apregoada por certas instituições
e empresários para "alívio de consciência",
isentando, ao mesmo tempo, o governo de suas obrigações
sociais, só veio confirmar algo em que já acreditava
havia muito tempo mas que por certo receio não expressava.
Tatiana Maria Nege
Lençóis Paulista, SP
Lya Luft
Como é bom ler e refletir sobre temas
de nosso dia-a-dia. Temos a oportunidade de mudar o mundo, primeiro
permitindo ao nosso companheiro que realmente divida o prazer de
aprender a cuidar de um filho. Cobrar de homens educados no antigo
modelo de não-participação não ajuda
nada. Educar nossos filhos para ser mais presentes no lar é
nossa maior missão ("Para honrar um pai", Ponto de vista,
11 de agosto).
Anna Maria Ferraresi Freiberger
Canoinhas, SC
Ibsen Pinheiro
A gota d'água que nos fez decidir cancelar
nossa assinatura de VEJA é a absolutamente vergonhosa postura,
como a que acabamos de saber sobre o caso do deputado Ibsen Pinheiro:
publicar conscientemente uma notícia falsa é, no mínimo,
má-fé é postura de folhetim de esquina,
comprometido apenas com o sensacionalismo e o denuncismo, sem a
menor consideração com seus leitores, com a ética
e a verdade.
Diogo Luís Campanhã
São Paulo, SP
NOTA DA REDAÇÃO: A
carta do leitor Diogo Campanhã é apenas uma amostra
do enorme dano causado a VEJA pela reportagem irresponsável
da revista IstoÉ e sua única fonte na calúnia
contra VEJA, o ex-jornalista Luiz Costa Pinto. Uma matéria
da presente edição, que começa na página
36, mostra as manobras escusas de IstoÉ
para imputar a VEJA um "erro proposital" que nunca foi cometido,
cuja existência foi inteiramente inventada por IstoÉ
e sua descuidada fonte. A reportagem mostra que Ibsen Pinheiro teve
um julgamento político em uma CPI que acabou cassando seu
mandato e direitos políticos em 1994. As reportagens de VEJA
e de todos os demais órgãos de imprensa de circulação
nacional sobre o caso não tiveram influência decisiva
sobre o desenlace da CPI. VEJA desmascara a fábula
de IstoÉ e Costa Pinto, criada por motivos escusos
ainda não totalmente esclarecidos, e revela ainda as evidências
de que IstoÉ vende páginas editoriais, entregando
a seus incautos leitores material de propaganda como se fossem reportagens.
CORREÇÃO: A reportagem
"O maior banco do mundo" (18 de agosto) informou que o Itaú
comprara o banco Sudameris em dezembro de 2001. Naquela data, o
Itaú assinou um acordo de negociação exclusiva
com o Sudameris, mas desistiu da compra. O Sudameris foi comprado
pelo grupo ABN Amro Real em outubro do ano passado.
|
Justiça
rápida
A
leitora Vanilda Pereira da Conceição,
advogada em Belo Horizonte, escreve para falar de uma
vitória que obteve nos tribunais com a ajuda
do artigo "Em favor do aborto e da vida" (André
Petry, 14 de julho). "Fui procurada por um casal vítima
do infortúnio de uma gravidez cujo feto é
portador de exencefalia. Buscando subsídio no
artigo, distribuí a ação no dia
seguinte e, em plenas férias forenses, logrei
obter a resposta satisfatória em cinco dias."
A advogada conseguiu na Justiça que seus clientes
tivessem o direito de optar pelo aborto do feto, vítima
de grave e insanável problema de saúde
e sem chance de sobrevivência. "Agradeço
ao André por suas idéias, ao juiz e a
todos os que contribuíram, sem burocracia nem
maiores delongas, para um desfecho rápido e eficaz
do caso", escreveu Vanilda.
|
|
|
O
sutiã dos sonhos
Depois
de ler a reportagem "Para além do silicone" (11
de agosto), sobre um sutiã a vácuo que
promete aumentar os seios sem a necessidade de implante
de silicone, leitoras de todo o país ligaram
e escreveram para a redação interessadas
no acessório. Informações sobre
o sistema, batizado de Brava, podem ser obtidas no site
www.bravabrasil.com.br,
ou através do e-mail info@bravabrasil.com.br
e do telefone 0800 709-7500.
|
|
|
O jurista é outro
Heitor Hui/AE
 |
Orlando Brito
 |
| Miguel Aidar |
Walter Ceneviva |
A foto publicada no pé
da página 46 da edição passada
de VEJA ("O fantasma do autoritarismo" (18 de agosto)
como sendo do jurista Walter Ceneviva é, na realidade,
de Carlos Miguel Castex Aidar, ex-presidente do São
Paulo Futebol Clube, advogado atuante nas áreas
de direito especializado em planos e seguros privados
de assistência à saúde; responsabilidade
médica e hospitalar; e direito desportivo.
|
|
|