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Carta ao leitor
Um inexplicável ataque a VEJA
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| A credibilidade fez de VEJA a quarta maior
revista semanal de informação do mundo, depois
de Time, Newsweek e U.S. News |
Uma reportagem da presente edição
é dedicada a mostrar a nossos leitores, assinantes e anunciantes
as manobras escusas da revista IstoÉ que resultaram
em infundados ataques à credibilidade de VEJA. A revista
semanal da Editora Três acusou VEJA de ter cometido, em 1993,
um "erro proposital" que visaria a destruir a figura política
do deputado Ibsen Pinheiro, ex-presidente da Câmara. VEJA
comete erros. VEJA não comete erros propositais. No caso
de Ibsen Pinheiro, como se poderá ler na reportagem que começa
na página 36, VEJA não cometeu erro jornalístico
de nenhuma natureza.
O episódio é duplamente entristecedor.
Primeiro porque é produto de uma fraude construída
por IstoÉ. Segundo porque mostra que parte da imprensa
é mesmo propensa a fazer julgamentos apressados e avessa
à prática da checagem das informações
que publica. Prova disso foi a leveza de alma com que alguns jornais
e articulistas se apressaram a condenar VEJA sem antes verificar
os fatos. Se tivessem realizado um procedimento básico do
jornalismo, como se certificar do que eles próprios publicaram
sobre o caso no passado, teriam se livrado de cometer o mesmo deslize
que IstoÉ falsamente tentou imputar a VEJA. Teriam
verificado, primeiro, que VEJA utilizou dados da CPI que investigava
Ibsen Pinheiro e, segundo, que esses mesmos dados embasaram as reportagens
de todos os veículos de comunicação de circulação
nacional, entre eles a própria IstoÉ. Cabe
aqui acrescentar que, na semana seguinte, VEJA informou que a CPI
errou nas contas, resultando em que, em vez de 1 milhão de
dólares de movimentações bancárias suspeitas,
Ibsen deixara de explicar 230.000 dólares.
IstoÉ sonegou essa informação a seus
leitores.
No momento em que o governo propõe
a sério a idéia de criar mecanismos de cerceamento
da liberdade de expressão no Brasil, é imperativo
que todos os veículos de comunicação sejam
ainda mais cuidadosos em suas reportagens. Agir de outra forma só
serve para minar a indispensável credibilidade da imprensa
e fornecer argumentos aos liberticidas.
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