Edição 1868 . 25 de agosto de 2004

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Carta ao leitor
Um inexplicável ataque a VEJA


A credibilidade fez de VEJA a quarta maior revista semanal de informação do mundo, depois de Time, Newsweek e U.S. News

Uma reportagem da presente edição é dedicada a mostrar a nossos leitores, assinantes e anunciantes as manobras escusas da revista IstoÉ que resultaram em infundados ataques à credibilidade de VEJA. A revista semanal da Editora Três acusou VEJA de ter cometido, em 1993, um "erro proposital" que visaria a destruir a figura política do deputado Ibsen Pinheiro, ex-presidente da Câmara. VEJA comete erros. VEJA não comete erros propositais. No caso de Ibsen Pinheiro, como se poderá ler na reportagem que começa na página 36, VEJA não cometeu erro jornalístico de nenhuma natureza.

O episódio é duplamente entristecedor. Primeiro porque é produto de uma fraude construída por IstoÉ. Segundo porque mostra que parte da imprensa é mesmo propensa a fazer julgamentos apressados e avessa à prática da checagem das informações que publica. Prova disso foi a leveza de alma com que alguns jornais e articulistas se apressaram a condenar VEJA sem antes verificar os fatos. Se tivessem realizado um procedimento básico do jornalismo, como se certificar do que eles próprios publicaram sobre o caso no passado, teriam se livrado de cometer o mesmo deslize que IstoÉ falsamente tentou imputar a VEJA. Teriam verificado, primeiro, que VEJA utilizou dados da CPI que investigava Ibsen Pinheiro e, segundo, que esses mesmos dados embasaram as reportagens de todos os veículos de comunicação de circulação nacional, entre eles a própria IstoÉ. Cabe aqui acrescentar que, na semana seguinte, VEJA informou que a CPI errou nas contas, resultando em que, em vez de 1 milhão de dólares de movimentações bancárias suspeitas, Ibsen deixara de explicar 230.000 dólares. IstoÉ sonegou essa informação a seus leitores.

No momento em que o governo propõe a sério a idéia de criar mecanismos de cerceamento da liberdade de expressão no Brasil, é imperativo que todos os veículos de comunicação sejam ainda mais cuidadosos em suas reportagens. Agir de outra forma só serve para minar a indispensável credibilidade da imprensa e fornecer argumentos aos liberticidas.

 
 
 
 
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