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25 de julho de 2007
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Saúde
Sempre alerta

Há uma nova versão de um remédio contra a
impotência que não requer sexo com hora marcada


Adriana Dias Lopes


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Nesta reportagem
Quadro: O perfil de quem toma a dose diária e o de quem só usa antes da relação

A agência reguladora de remédios da Europa acaba de aprovar a dose diária do Cialis, o medicamento antiimpotência do laboratório Eli Lilly. A pílula, que deve chegar às farmácias européias no segundo semestre, é destinada a homens entre 40 e 60 anos que mantêm relações sexuais de duas a mais vezes por semana. Ou seja, que querem ficar, por assim dizer, sempre alertas. Os remédios atualmente disponíveis no mercado – o Viagra, da Pfizer, o Levitra, da Bayer, e a versão tradicional do Cialis – devem ser tomados no mínimo meia hora antes de uma relação. Demandam, portanto, que haja uma programação prévia para o sexo. "A dose diária permite ao paciente desligar-se do seu problema de ereção, tornando tudo bem mais espontâneo", diz o médico Celso Gromatzky, chefe do departamento de andrologia da Sociedade Brasileira de Urologia. O novo medicamento terá duas dosagens: uma de 2,5 miligramas e outra de 5 miligramas. A indicação depende do, com o perdão do trocadilho, grau do problema. Os resultados aparecem a partir do quinto dia contínuo de uso.

Tratar o distúrbio como uma doença crônica, a ser medicada diariamente, representa um benefício e tanto para o paciente cuja vida sexual é afetada, principalmente, pela ansiedade diante do próprio desempenho. Cerca de 40% dos homens entre 30 e 50 anos apresentam algum grau de impotência. Nessa fase da vida, porém, a maioria dos casos tem apenas fundo psicológico, está ligada a stress e depressão. É a partir dos 50 anos que fatores orgânicos costumam estar mais presentes na origem da disfunção erétil. Entre eles, a hipertensão, o diabetes e o colesterol alto. O mercado dos remédios para disfunção erétil cresce com vigor (eis aí outro jogo de palavras involuntário). No Brasil, o Viagra e o Cialis estão entre os cinco medicamentos mais vendidos nos últimos doze meses, de acordo com a consultoria internacional IMS Health. Posicionam-se ao lado de analgésicos populares, de venda livre, como Dorflex, Tylenol e Neosaldina.

O sucesso dos remédios antiimpotência é muito merecido. Afinal de contas, poucos são os medicamentos que, como eles, entregam tudo (tudinho, mesmo) o que prometem. O Viagra, o Cialis e congêneres agem relaxando a musculatura peniana e aumentando o aporte de sangue para a região, o que facilita a ereção quando se está, imaginemos romanticamente, arrebatado pelo desejo. Estima-se que a aprovação da dose diária de Cialis no Brasil ocorrerá ainda neste ano.

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