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Lauro
Jardim [e-mail: ljardim@abril.com.br]
GENTE
Novos ares
Benjamin Steinbruch é mais um empresário que aderiu ao jatinho
particular. Comprou nos EUA um Cessna Citation zerinho.
GOVERNO
Ritmo lento
Em quatro anos e meio, o Programa Alfabetização Solidária,
coordenado por Ruth Cardoso, ensinou 1,9 milhão de analfabetos.
Nesse ritmo, levará 35 anos para acabar com o analfabetismo no
país.
Corte
na periferia
Os cortes que o governo FHC fará para ajustar seus gastos ao novo
aperto fiscal devem mandar para o fundo das gavetas o projeto de ajuda
à população da periferia dos grandes centros urbanos.
A previsão é do próprio pai do programa, o assessor
da Presidência Moreira Franco, que não está exatamente
soltando rojões. Assim, o governo economizaria 700 milhões
de reais.
POLÍTICA
Longe da Presidência
Vai-se fazer muito balão-de-ensaio, mas Geraldo Alckmin em 2002
será mesmo é candidato a governar São Paulo outra
vez.
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O
elo perdido
Bia Parreiras
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Campos: encontrada tese de 1947 |
Uma
preciosidade histórica, dada como perdida há mais
de meio século, está prestes a vir à tona.
A tese de mestrado de Roberto Campos, produzida quando ele estava
na George Washington University, foi descoberta pelo economista
Ernesto Luzardo e será publicada até o fim do ano
pela editora Topbooks. Campos sempre se lamentou pelo sumiço
do trabalho e registrou isso com pesar em Lanterna na Popa,
seu livro de memórias. A tese de 450 páginas, escrita
em 1947, quando ele servia na embaixada brasileira em Washington,
resume todo o pensamento econômico que Campos iria difundir
pelo Brasil nas décadas seguintes. O ministro Pedro Malan
teve acesso ao trabalho recentemente e reputou-o brilhante. Consta
que só não tem o termo "globalização".
O resto está todo ali.
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ECONOMIA
Cafezinho politicamente
correto
A americana Starbucks, uma das três maiores torrefadoras mundiais
de café e dona de mais de 4.000 coffee shops pelo mundo, baixou
na semana passada em Barreiras, na Bahia. Quer comprar café da
Agronol, a maior fazenda de café do país. A qualidade do
produto é apenas um item a ser levado em consideração
pela turma da Starbucks. Em tempos politicamente corretíssimos,
eles investigam minuciosamente se o grão é produzido sem
desrespeito ao meio ambiente ou se há trabalho infantil envolvido,
por exemplo. Objetivamente, o que está em jogo não são
sentimentos humanitários, mas grana: hoje, um desvio desse tipo
pode arrasar a imagem (e os lucros) de uma empresa nos EUA.
Força
aos genéricos
A mudança do patamar do dólar e o congelamento dos preços
dos remédios eram dois ingredientes que estavam começando
a atravancar o programa de importação de genéricos.
Por isso, o governo anuncia em breve que baixará o imposto para
a entrada desses medicamentos.
Braços conflitantes
O governo dividiu-se em dois braços na bilionária guerra
do setor petroquímico pelo controle da Copene. Enquanto o BNDES
financia o grupo Ultra, a Petrobras está botando seu peso e força
para dar uma mãozinha para a Odebrecht.
Chope
argentino
Em meio à tormenta argentina, caminha célere a venda da
cervejaria Quilmes, que domina o mercado de lá. A briga é
de cachorro grande: a holandesa Heineken, a americana Anheuser-Busch e
a AmBev estão fazendo as contas. Estima-se que o desenlace se dará
em dois ou três meses.
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Desempregado,
mas de bolso cheio
Raul Junior
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Manoel Horácio: indenização
milionária |
A
súbita demissão do presidente da Telemar, Manoel Horácio
da Silva, na semana passada, ainda não foi totalmente explicada.
De concreto, porém, sabe-se que Horácio sairá
da Telemar com o bolso estofado. Ele deverá levar para casa
2,5 milhões de reais a título de indenização
e mais o correspondente a sete meses de salário que girava
em torno de 1,3 milhão de dólares por ano, considerando
todo o pacote de remuneração.
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MODA
Bom negócio?
O Itamaraty aderiu a um estilo, digamos, fashion de fazer política
externa. Está gastando 23.000 dólares de seu orçamento
para bancar a vinda de oito jornalistas europeus de moda para conhecer
estilistas e designers de jóias brasileiros.
CUBA
Provocação à americana
Ao deixar uma festa na embaixada americana em Havana no início
do mês, um diplomata brasileiro recebeu um engenhoso brinde dado
pelos anfitriões. Consistia num saquinho em que estavam abrigados
um livro e um rádio. O rádio tinha capacidade para pegar
as estações de Miami. E o livro era uma seleta de frases
do lendário revolucionário cubano José Martí,
idolatrado por Fidel. Nele, lêem-se coisas como "Só a opressão
deve temer o exercício pleno das liberdades". Como se vê,
uma espécie de brinde travestido de porrete na ditadura cubana.
TRT
Show dos milhões
O TST estima que para recomeçar a obra do faraônico e inacabado
prédio do TRT paulista, aquele em que Lalau & Cia. fizeram
a festa, seriam necessários 4 milhões de reais. A dinheirama
seria usada para trocar o que está enferrujado e botar o prédio
em ponto de bala para ser finalmente terminado.
AUTOMOBILISMO
Diniz rumo ao pódio
na Prost
Menos de um ano depois de ter comprado 40% da equipe Prost de Fórmula
1, Pedro Paulo Diniz, ex-piloto e um dos herdeiros do Pão de Açúcar,
tenta nova cartada. Está negociando a compra de mais um pedaço
das ações de Alain Prost na escuderia. Se fechar a transação,
será o majoritário da Prost.
TELEVISÃO
Ibope alto, repercussão nem
tanto
A novela Porto dos Milagres vive uma situação peculiar.
Tem rigorosamente a mesma audiência de Laços de Família
43 pontos, nos primeiros 141 capítulos de ambas ,
mas padece de baixa repercussão. Ou seja, o Ibope é um colírio
para a Globo, mas curiosamente a trama não é comentada a
torto e a direito no país inteiro, como sua antecessora.
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