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Perigo
nas receitas
Quem tinha dúvidas sobre os perigos da automedicação vai abalar-se com os resultados de um levantamento feito em São Paulo com cerca de 108.000 receitas de psicotrópicos, nome pelo qual são conhecidos remédios como anfetaminas e benzodiazepínicos. Um dos pontos graves apontados pela investigação, realizada em farmácias, hospitais e postos de saúde de dois municípios paulistas, foi o uso em larga escala desses medicamentos, que podem causar dependência. Somente um médico emitiu 7.678 prescrições em um ano, sendo que 99% dos documentos autorizados por ele estavam retidos numa mesma farmácia.
Dor campeã Seis em cada dez brasileiros adultos sofrem de dor crônica, aquela que persiste por mais de seis meses em um ou mais lugares do corpo. Um grupo de professores da Universidade de São Paulo e da Universidade Estadual de Londrina acompanhou uma amostra com 1.900 pessoas. A dor de cabeça foi a campeã em ocorrência. "O tratamento deve ser feito com serviços especializados em dor crônica, com atividades físicas, massagens e técnicas de relaxamento", aponta Cibele de Mattos Pimenta, da USP.
Não está mais sozinho no mercado o Botox, produto usado para rejuvenescer o rosto em pontos localizados, como a testa, o pescoço, a ponta do nariz, entre as sobrancelhas ou o contorno dos olhos. As clínicas de estética já têm à disposição o Dysport, um concorrente europeu, distribuído aqui pelo laboratório Biosintética. É feito da mesma matriz, a toxina botulínica, uma substância proveniente da bactéria que provoca o botulismo quando é ingerida com alimentos. Segundo o laboratório Allergan, o Botox movimentou 240 milhões de dólares em 2000, no mundo inteiro. Já atraiu gente famosa como Madonna, Sylvester Stallone e Cher, bem como as brasileiras Vera Loyola, Monique Evans e Zezé Polessa (fotos). Resultados preliminares de pesquisas revelam que o Dysport apresenta um tempo de ação um pouco mais prolongado. "Os dois produtos são bastante semelhantes. O Dysport é uma alternativa", diz a dermatologista Shirlei Borelli, de São Paulo, que está fazendo um estudo comparativo.
Agulha no rastro do câncer Um procedimento menos agressivo para o diagnóstico de câncer de mama pode ser encontrado em vários hospitais brasileiros. É a mamotomia, que não deixa cicatrizes, como a biópsia comum, não exige anestesia geral e pode ser feita sem internação hospitalar. "Emprega-se uma pistola com uma agulha na ponta, que é introduzida no local da mama a ser estudado", explica o radiologista Mário Sérgio Amaral Campos, do Hospital São Luiz, em São Paulo. O instrumento pode ser guiado por ultra-som ou por mamografia digital, o que garante precisão milimétrica. A mamotomia só não é indicada em casos em que se exige uma análise ampla dos tecidos.
BOA NOTÍCIA Companhias saudáveis Quem tem família e amigos envelhece com mais lucidez. A conclusão é de uma pesquisa da Universidade da Califórnia (EUA) feita durante sete anos e meio com 1.200 homens e mulheres entre 70 e 79 anos. Os resultados mostraram também que os idosos solteiros são os que gozam de melhor memória e habilidades comunicativas. E ainda: quanto mais agitada socialmente for a vida de um idoso, melhor será sua capacidade de perceber o mundo, independentemente de estar ou não casado.
MÁ NOTÍCIA Genes do alcoolismo Crianças que apresentam mau humor constante, agressividade e momentos de depressão podem estar revelando a presença de um problema de raízes hereditárias os genes responsáveis pelo alcoolismo na família. É o que conclui uma pesquisa recente da Universidade de Michigan (EUA), relacionando-o à carência de serotonina, substância ligada à sensação de prazer. O médico Emanuel Vespucci, de São Paulo, recomenda a "intervenção orientada", uma terapia na qual toda a família participa. |
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Delícias
do sabonete
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Teste: que tipo de No ambiente profissional, as habilidades de comunicação são tão decisivas quanto as qualidades técnicas. O consultor Reinaldo Passadori, que tem um programa de comunicação executiva na TV e dirige um instituto sobre o tema em São Paulo, elaborou o seguinte teste para você avaliar sua capacidade |
Coordenado
por Fábio de Oliveira.
Colaboraram Alexandra Martins e
Fernanda Colavitti
e-mail: parausar@abril.com.br
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