Publicidade
buscas
cidades PROGRAME-SE
Edição 1 710 - 25 de julho de 2001
Guia Filhos

estasemana
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Sumário
Brasil
Internacional
Geral
Economia e Negócios
Guia
  Há hora certa para a iniciação nos esportes
Remédio ajuda mulheres com cistos no ovário
O que estou lendo
Artes e Espetáculos

colunas
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Luiz Felipe de Alencastro
Sérgio Abranches
Diogo Mainardi
Roberto Pompeu de Toledo

seções
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Carta ao leitor
Entrevista

Cartas
VEJA on-line
Radar
Contexto
Holofote
Veja essa
Arc
Notas internacionais
Hipertexto
Gente
Datas

Para usar
VEJA Recomenda
Os mais vendidos

arquivoVEJA
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Busca detalhada
Arquivo 1997-2001
Busca somente texto 96|97|98|99|00|01


Crie seu grupo




 

Esporte na idade certa

Cobrar muito cedo desempenho da
criança em atividades físicas pode
prejudicar seu desenvolvimento

Fernanda Colavitti


Antonio Milena
Alisson Melo
Aula de equitação na Sociedade Hípica Paulista, em São Paulo, e de tênis, no Minas Tênis Clube, de Belo Horizonte: orientação necessária

Incentivar a criança a praticar atividades físicas desde os primeiros anos de vida é um dos melhores investimentos que os pais podem fazer para a saúde de seus filhos. Além dos benefícios para o crescimento e o sistema cardiovascular, os esportes também proporcionam maior qualidade de sono, regras de convivência social e desenvolvimento emocional. No entanto, é preciso evitar aquela empolgação de querer matricular a criança numa escolinha logo que anda com desenvoltura. "Há idade para tudo", alerta a pediatra Ana Lúcia de Sá Pinto, especialista em medicina esportiva, do Hospital das Clínicas de São Paulo.

Em primeiro lugar, é importante diferenciar atividade de exercício físico. A primeira categoria inclui qualquer movimento que leve ao gasto de energia, como mexer e estimular mãos, braços, pernas, pés, andar e correr, e tem o aval dos especialistas desde o nascimento do bebê. A natação, a dança e as lutas marciais integram a lista de práticas estimuladas nos primeiros anos de vida. Os exercícios físicos, que são seqüências de movimentos com o objetivo de melhoria da performance e organizados por modalidades, só devem ser praticados de maneira sistemática depois dos 6 anos, idade em que a coordenação motora já está totalmente desenvolvida. Dos 4 aos 6 anos, contudo, os pais podem matricular os filhos em escolas de esportes, desde que sejam propostas várias atividades recreativas ao mesmo tempo. Para isso, os clubes são uma boa opção. As crianças devem ser incentivadas a participar de brincadeiras de quadra, com ou sem bola, desde que não haja preocupação obsessiva com técnica ou regras. O único objetivo nessa fase é criar o gosto pela atividade, sem que a medição da performance ou o resultado da competição dêem a tônica. No caso da natação, por exemplo, ninguém vira peixe muito cedo, embora os bebês estejam em condições de usar a piscina acompanhados. O que vale é a diversão, o contato com a água, o aprendizado de bater braços e pernas.

A partir dos 6 anos, abre-se o leque de opções (veja quadro). "Até os 10 anos, a criança deve ter a oportunidade de conhecer e praticar vários esportes, para poder escolher aquele de que gosta mais", recomenda o especialista em esporte infantil Dante De Rose Júnior, da Escola de Educação Física e Esporte da Universidade de São Paulo. A idéia é que, por volta dos 12 anos, após o contato com diferentes modalidades, o pré-adolescente tenha condições de decidir, sem a imposição dos familiares, se pretende continuar e em qual atividade. Um erro comum dos pais é exigir e priorizar o bom desempenho dos filhos em qualquer idade, mas especialmente até os 12 anos, quando a estrutura emocional ainda não está preparada para lidar com sentimentos de derrota. "É muito difícil corrigir esse tipo de trauma, o que pode até causar desestímulo e aversão ao esporte", diz Timóteo Araújo, pesquisador do Centro de Estudos do Laboratório de Aptidão Física de São Caetano do Sul. Além de gerar problemas como irritação, stress e agressividade, esse tipo de cobrança pode desencadear lesões nos ossos e nas articulações. Elas ocorrem por excesso de treino, quando se ultrapassam seis horas semanais de exercícios, nas quais devem estar contabilizadas as aulas de educação física na escola.

A mesma recomendação dada aos adultos que iniciam exercícios físicos vale para a meninada. É preciso uma avaliação médica detalhada, para diagnosticar alterações ou doenças que possam interferir na prática do esporte e ajudar a prescrever a atividade mais adequada. Além de fiscalizarem a freqüência e intensidade dos exercícios, os pais devem ficar atentos à adaptação à temperatura, sobretudo até os 10 anos. Nessa idade, a garotada possui menos glândulas de suor que os adultos e, por isso, tem maior dificuldade para manter a temperatura do corpo em ambientes muito frios ou quentes. Assim, o ideal é evitar a ação ao ar livre em dias muito quentes e piscinas muito frias. Quem fizer bom uso do esporte desde muito cedo certamente estará pavimentando a trilha para uma vida adulta mais saudável, sem precisar começar a aprender tudo de uma só vez quando mais tarde for bater no balcão de uma academia.

 
Veja também
Rádio VEJA
  Ana Lúcia de Sá Pinto, pediatra do hospital das clínicas de São Paulo, acredita que há hora certa para a iniciação da criança em esportes


 
 

   
  voltar
   
  NOTÍCIAS DIÁRIAS