Publicidade
buscas
cidades PROGRAME-SE
Edição 1 710 - 25 de julho de 2001
Geral Aviação
 

estasemana
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Sumário
Brasil
Internacional
Geral
  Os ingleses e seus jardins
Medo da Aids cai e a infecção entre gays jovens sobe
Publicação aceita os desvios da linguagem oral
Nova Harley-Davidson para quem gosta de velocidade
Drogas: Reacende o debate sobre a liberação
China remove prédios por causa de hidrelétrica
O resgate do submarino russo Kursk
A volta do Concorde
Apnéia aumenta probabilidade de acidentes
Pesquisa associa morte de fumantes a contas públicas
Segredos do confessionário em xeque
Cada vez mais pessoas sofrem o peso de viver só
Gays no tribunal
Economia e Negócios
Guia
Artes e Espetáculos

colunas
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Luiz Felipe de Alencastro
Sérgio Abranches
Diogo Mainardi
Roberto Pompeu de Toledo

seções
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Carta ao leitor
Entrevista

Cartas
VEJA on-line
Radar
Contexto
Holofote
Veja essa
Arc
Notas internacionais
Hipertexto
Gente
Datas

Para usar
VEJA Recomenda
Os mais vendidos

arquivoVEJA
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Busca detalhada
Arquivo 1997-2001
Busca somente texto 96|97|98|99|00|01


Crie seu grupo




 

O concorde volta a voar

Um ano depois do acidente que matou
113 pessoas, supersônico testa novas
medidas de segurança


AP

Ingleses vêem a aterrissagem do Concorde: reforma custou 24 milhões de doláres


Depois da queda do Concorde da Air France perto de Paris, no ano passado, com a morte de 113 pessoas, muita gente apostou na aposentadoria dos elegantes supersônicos. Os doze exemplares do único avião de passageiros capaz de voar mais rápido que o som realmente permaneceram em terra desde o desastre. A quarentena terminou na terça-feira passada, com a decolagem de um Concorde na Inglaterra para testar equipamentos de segurança recém-instalados. O aparelho voou durante três horas e meia, tempo suficiente para ir de Londres a Nova York na velocidade máxima de 2.170 quilômetros por hora. Nos últimos dez meses, um esquadrão de 270 engenheiros da British Airways, dona de sete Concorde, produziu várias alterações no projeto original, que já tem mais de trinta anos. A empreitada custou 24 milhões de dólares. Novos testes ainda deverão ser realizados antes que a aeronave seja autorizada a voar pelas autoridades francesas e inglesas, mas a empresa aérea britânica espera retomar os vôos comerciais em setembro.

O aparelho que decolou de Londres tem vários aperfeiçoamentos em relação ao que se esborrachou em Paris. O acidente do Concorde foi uma sucessão de fatalidades que começaram com o estouro de um pneu ainda na pista de decolagem. Restos de borracha atingiram a asa esquerda e abriram um buraco no tanque de combustível. Seguiu-se um enorme vazamento de querosene e o incêndio do avião. Com a nova versão do aparelho é praticamente impossível que tal seqüência de incidentes volte a ocorrer. O tanque foi revestido internamente por uma manta de material maleável e ultra-resistente chamado kevlar. Qualquer rachadura ou ruptura na parede externa é imediatamente preenchida por essa manta. Ela veda o buraco, reduzindo bastante a saída de combustível. No acidente de Paris, o querosene escorreu pelo buraco aberto sob a asa esquerda a um ritmo de 100 litros por segundo. Com o novo revestimento, não há possibilidade de surgirem buracos tão grandes. O máximo que pode acontecer são orifícios por onde escape 1 litro de combustível por segundo. "É um volume pequeno que não apresenta risco de incêndio", diz Peter Middleton, da British Airways.

Há outras novidades. Os pneus, feitos sob medida, são mais resistentes e, ao se romper, não lançam fragmentos de borracha. Todos os cabos dos trens de pouso do avião foram revestidos por uma capa de aço que impede fagulhas. Como o aparelho ficou mais pesado, os técnicos precisaram reformar seu apertado interior. As poltronas foram trocadas por novas, mais leves. O mesmo aconteceu com o revestimento das paredes, dos bagageiros e dos banheiros. O próximo passo, agora, é mais complexo. Tanto a Air France quanto a British Airways precisam reconquistar a confiança dos passageiros – milionários, celebridades e executivos que não têm tempo a perder. Não será fácil apagar as imagens terríveis do avião francês decolando com a asa em chamas e se espatifando no chão.

   
 
   
  voltar
   
   
  NOTÍCIAS DIÁRIAS      
CCC">