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Edição 1 710 - 25 de julho de 2001
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Gustavo Poloni [e-mail: hipertexto@abril.com.br]

Com os dois pés no chão

O mercado de tecnologia ainda não se recuperou do sacolejo que sofreu com a crise da Nasdaq (www.nasdaq.com). Mas começa a dar sinais de que está ficando mais compatível com a realidade. Na semana passada, grandes empresas, como Intel, Apple e EMC, publicaram seus balanços. A receita e o lucro delas ainda estão muito aquém do desejado. Mas no mercado acionário já conseguem ficar acima das expectativas dos analistas. Veja o caso da Intel (www.intel.com.br), por exemplo. A fabricante de processadores informou que a receita de 854 milhões de dólares do trimestre passado despencou 76% em relação ao mesmo período do ano passado. Mas ficou 12 centavos de dólar por ação acima do previsto. A Apple (www.apple.com.br) seguiu o mesmo caminho. Seu rendimento caiu 70%, para 61 milhões de dólares, mas deixou os analistas satisfeitos com o ganho de 17 centavos por ação. Sinal de que o mercado está se recuperando? Ainda é cedo para dizer. Mas mostra que ele está mais pé no chão do que nunca.

 

Moisés de cara nova


A estátua de Moisés, uma das mais conhecidas do escultor e pintor Michelangelo, decora o túmulo do papa Júlio II, em Roma. Esculpida por volta de 1515, a obra começou a ser restaurada no começo de julho. Quem quiser acompanhar o trabalho sem sair de casa pode acessar o site www.progettomose.it. Lá, os visitantes assistem a imagens ao vivo da restauração, transmitidas diretamente da Igreja de São Pedro por três webcams, que mostram o cuidadoso trabalho de diferentes ângulos.

 

Maçã mais turbinada

Divulgação


A Macworld Expo de Nova York se transformou no palco preferido para o lançamento dos produtos da Apple (www.apple.com.br). A grande vedete da edição deste ano é a velocidade dos computadores. A nova versão do G4 (foto) passa a ser equipada com processador de 867 MHz e custa a partir de 1 700 dólares nos Estados Unidos. Já a linha dos iMacs, ainda mais translúcidos que seus antecessores, ganhou três novas cores e mais potência. Eles têm processador de 700 MHz e custam 1 000 dólares. Os computadores devem chegar por aqui no final de agosto e ainda não têm preço definido.

 

Aqui, a música é paga

Ricardo Benichio


A Trama começa a vender, a partir desta semana, arquivos de música digitalizada. No endereço www.lojatrama.com.br estão à venda 300 títulos de cerca de 200 artistas do casting da gravadora, como Luciana Mello (foto), Otto, Max de Castro e o DJ Marky. Por 1,50 real, o comprador copia a música para o computador e pode ouvi-la no Media Player e no Real Jukebox, num tocador de MP3 ou até mesmo gravá-la em CD. Só não dá para repassar para os amigos. Um sistema de segurança faz com que a música não toque em mais de um PC. O preço, é certo, ainda não é ideal. Mas é um bom começo para a indústria que ainda engatinha na questão de venda on-line de música.

 

Num computador perto de você

Não é preciso mais ir ao cinema para assistir aos últimos lançamentos de Hollywood. Sucessos como Tomb Raider, Shrek e Pearl Harbor, por exemplo, já podem ser vistos via internet. E o que é melhor: de graça. Os longas-metragens podem ser copiados de alguns sites e programas de trocas de arquivo, como o Hotline (www.bigredh.com). O único inconveniente é o tamanho dos filmes. Mesmo uma conexão super-rápida vai demandar algumas horas e muita paciência para copiá-los.

 

 

Pedro Rubens


Os cursos on-line começam a ficar cada vez mais diversificados. O Garden (www.garden.com.br) está lançando o Curso de Jardinagem. Ministrado pelo paisagista Rodolfo Geiser, ele ensina, com a ajuda de apostilas eletrônicas, salas de discussão e testes de múltipla escolha, a projetar e cuidar de um jardim, seja ele ao ar livre ou de inverno. Quem se interessar deve ter noções básicas de internet e pelo menos 100 reais disponíveis no bolso. O curso é dividido em três módulos com oito aulas cada um.

 

Mudar de casa dá um trabalho maluco! Além de empacotar todos os pertences, é preciso avisar amigos e prestadoras de serviços da troca de endereço. O Eu Mudei (www.eumudei.com.br) ajuda o internauta a se livrar de pelo menos uma chateação. No site, a pessoa informa, de uma só vez, todas as prestadoras de serviços de sua mudança de endereço. Basta entrar, selecionar as empresas e indicar o novo logradouro. O site se encarrega de atualizar o cadastro delas – gratuitamente. Embratel, BankBoston, Santander e Net já têm contrato com o site.

 


Divulgação


A linha iPaq, da Compaq (www.compaq.com.br), está prestes a ganhar mais um integrante. A empresa está trazendo para o Brasil o Personal Audio Player, tocador de músicas digitalizadas. Com o tamanho de um pager, o aparelho toca arquivos MP3 e WMA e ainda pode ser adaptado a novos formatos que venham a surgir no futuro. Ele tem 64 Mb de memória, capacidade para tocar até duas horas de música, e vem equipado com fone de ouvido e conexão USB – muito mais rápida para a transmissão de dados. O Personal Audio Player deve desembarcar por aqui em meados de setembro e custará algo em torno de 900 reais. Em tempo: os outros integrantes da família iPaq são os PCs e os computadores de mão.

 

De volta às origens

Divulgação


A Fenasoft (www.fenasoft.com.br), feira de tecnologia que começa no próximo dia 30, em São Paulo, está voltando às origens. O presidente, Max Gonçalves, conta um pouco do que poderá ser encontrado nos estandes.

Veja – Qual a grande novidade da Fenasoft?

Max – É a volta da tecnologia como maior atrativo da feira. No ano passado, a grande atração foi o marketing das empresas de internet. Agora teremos muita novidade em software, hardware e um pouco de telecomunicações.

Veja – A crise no mercado afetou o evento?

Max – Muito! A falência de empresas deixou um vazio na feira. O iG, por exemplo, tinha 3 000 metros quadrados no ano passado. Neste ano, não tem nenhum.

Veja – A Fenasoft foi muito criticada por ter-se transformado num varejão. Como você vê isso?

Max – O país seria abençoado se tivesse um varejão de tecnologia. Dos 500 000 visitantes da feira, somente 10% compram.

 

www.tiojuliao.com.br

Tio Julião é o personagem que o laboratório Merck adotou em sua página de internet para explicar, de forma simples e divertida, o que é e como tratar o diabetes, doença que aflige mais de 5 milhões de brasileiros. Lá existem dicas sobre como reconhecê-la ainda em estágio inicial e como conviver com ela. Para isso, ensina uma dieta balanceada. Outras dúvidas podem ser encaminhadas à endocrinologista responsável pelo site, que as esclarece pessoalmente.

Colaborou Joana Calmon



 
 
   
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