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Edição 1 710 - 25 de julho de 2001
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"Não sinto saudade do Brasil, só uma grande decepção com um país que poderia dar oportunidades ao povo, mas só o trata de maneira cruel."
Ana Villiger
Lyon, França


Crise na Argentina

Adorei todo o enfoque dado pela revista à reportagem "O efeito tango" (18 de julho), principalmente por ser estudante do último ano de comércio exterior e estar o tempo todo discutindo esses assuntos em sala de aula. Podem ter certeza de que essa edição ficará guardada junto aos meus cadernos, pois terá grande valor para minhas matérias de economia internacional e economia brasileira.
Jéssica Rodrigues
jessica-rodrigues@bol.com.br

Moro na França há três anos, eu e minha família. Sinto-me segura, meus filhos estão em boas escolas, há infra-estrutura, transportes urbanos, limpeza e policiamento, entre tantas outras coisas. Não sinto saudade do Brasil, só uma grande decepção com um país que poderia dar oportunidades ao povo, mas só o trata de maneira cruel, com violência e corrupção. Infelizmente, não posso nem desejo morar no país em que nasci ("Eles fogem da bagunça", 18 de julho).
Ana Villiger
Lyon, França

Tenho 23 anos, nível superior e planejava deixar o Brasil desde os 12 anos de idade. Estou no Canadá há quase um ano, legalizada e tudo o mais. Nunca cogitei voltar a morar no Brasil por várias razões. Entre elas, o absoluto pavor da violência. Mas não pretendo praticamente esquecer meu idioma, minha cultura, minhas raízes. Não vou deixar de ensinar português aos meus filhos, e sim fazer com que eles falem nossa língua perfeitamente e tenham nossos valores. O Canadá é ótimo, mas não é perfeito.
Evelynne de Melo Horrocks
Ontário, Canadá

Foi exatamente pelos motivos expostos na reportagem que um ano atrás aceitei a proposta de emprego de uma empresa no Estado de Wisconsin, nos Estados Unidos. A reportagem, entretanto, não menciona a grande quantidade de trabalhadores que vieram para o país como profissionais especializados, normalmente na área de informática, como eu e vários colegas espalhados por Texas, Flórida, Califórnia e até Wisconsin. A situação desse grupo é bem diferente da dos brasileiros que vivem ilegalmente no país. Com visto de trabalho temporário ou já com permissão de residência, a maioria levou bem menos de onze anos para entrar na classe média americana.
Carlos Eduardo S. Lopes
Wisconsin, Estados Unidos

 

Gays e lésbicas

Quero cumprimentar VEJA pela excelente reportagem sobre famílias compostas de homossexuais. O preconceito infelizmente é algo que ainda assusta pela força que tem na sociedade. Muitas vezes esse preconceito vem mascarado. Reportagens desse tipo são sempre bem-vindas, pois mostram que a homossexualidade não deve ser considerada um absurdo em pleno século XXI ("Meu pai é gay. Minha mãe é lésbica", 11 de julho).
Bruna Rezende

poemma@hotmail.com

Vivo com meu companheiro há quatro anos e já há algum tempo estamos amadurecendo a idéia de adotar uma criança. Essa reportagem fortalece ainda mais nosso objetivo, não pelo fato de querermos formar uma família socialmente aceita (isso não será possível), mas para podermos dar a um ser humano amor, saúde, educação e cultura. Ressalto também a colocação adequadíssima em todo o texto da palavra "orientação", e não "opção" sexual, pois em momento algum eu optei por ser homossexual.
Júlio Lopér
jlope@ig.com.br

Essas pessoas que se dizem com "orientação" homossexual na verdade estão completamente desorientadas. Não quero ser politicamente incorreto, mas, se essas "famílias" pudessem ser encaradas como "normais", Deus teria criado outras opções, como Adão e Evandro ou Ada e Eva. O problema é que não teríamos a humanidade, descendente de Adão e Eva.
A.R. Machado
Vila Velha, ES

 

Claudio de Moura Castro

Achei muito interessante a entrevista com o economista Jeffrey Sachs, da Harvard, assim como o artigo de Claudio de Moura Castro (Ponto de vista, 18 de julho). Ambos falaram da falta de pesquisa científica no Brasil. Sem dúvida, a universidade pública não atinge a maioria dos estudantes que chegam ao 3º grau. Destes, poucos se voltam para a pesquisa. Conseguir uma bolsa é tarefa árdua. Tanto a Fapesp como o CNPq exigem uma série de regras acadêmicas que desanimam alunos e orientadores. Além disso, o valor da bolsa ainda é tão baixo que a maior parte dos estudantes desiste.
Sabine Righetti

Bauru, SP

 

Jeffrey Sachs

Não é necessário ser economista da Harvard para saber que investimentos na educação e na abertura do mercado no setor de tecnologia são importantes para o crescimento de uma nação. Quero ver o senhor Sachs enfrentar nossos políticos com sua tese (Amarelas, 18 de julho).
Ricardo de Souza Vieira
São Paulo, SP

 

Desenho

Como é possível as pessoas reclamarem de programas e filmes violentos que passam na TV e, ao mesmo tempo, deixarem seus filhos assistir a vinte minutos de pura pancadaria? Tenho 19 anos, adoro desenhos animados, mas Dragon Ball Z é o mais violento e inútil que já vi ("Sessão pancada", 18 de julho).
Thiago Crivellaro Motta Netto
São Paulo, SP

 

Diogo Mainardi

Diogo Mainardi acha que o Brasil nunca fez uma descoberta científica importante. Deveria informar-se melhor para saber, por exemplo, que o Brasil é o único país do Hemisfério Sul que já seqüenciou o genoma de um organismo inteiro ("Meu assunto preferido", 18 de julho).
Denise Santos

Texas, Estados Unidos

 

Música

Cantoras como Ana Carolina e Adriana Calcanhotto encantam qualquer público que tenha o mínimo de bom gosto. Sou heterossexual e feliz com minha opção e adoro a ambas a ponto de chamá-las de "poderosas, gostosas e vitaminadas" ("As divas vitaminadas", 18 de julho).
Daniela Araújo

Salvador, BA

 

Crise na Argentina 2

O que afirmei em entrevista a VEJA ("Eles fogem da bagunça", 18 de julho) é que há uma impressão em Portugal que colocaria os imigrantes brasileiros numa situação superior à dos africanos, e não que isso seja realidade. Migrantes brasileiros não são mais cultos, bem-falantes ou mais simpáticos que os migrantes oriundos dos países africanos de língua oficial portuguesa em Portugal. A frase mais correta seria "brasileiros têm mais facilidade de arranjar emprego que os migrantes africanos por terem um lugar privilegiado numa hierarquia de alteridades portuguesa".
Igor José de Renó Machado
Antropólogo
Campinas, SP

 

Drogas no trabalho

Sou uma das entrevistadas da reportagem "Droga no trabalho" (4 de julho), uma das melhores que li sobre o assunto. Foi publicado que sou toxicologista da USP, quando na verdade tenho pós-graduação em toxicologia pela USP. Atualmente, exerço o cargo de perita legista na Secretaria de Estado de Segurança Pública do Rio de Janeiro.
Eliani Spinelli
Rio de Janeiro, RJ

 

VEJA Tecnologia & Consumo

O caderno especial de VEJA ficou excelente. A reportagem "Não funciona" mostrou quais empresas estão preparadas para lidar com o consumidor no pós-venda. Uma, em particular, não me surpreendeu com o resultado dos testes de VEJA. A Nokia, realmente, não responde às dúvidas no site.
Marcos Mileto

Itajaí, SC

O cidadão que em um futuro distante reler a reportagem sobre energia na última VEJA Especial encontrará um precioso documento sobre a neurose sofrida pelo povo brasileiro, no início de um novo século, graças a um governo imprevidente.
Roberto Antonio Cêra
Piracicaba, SP

 

CORREÇÕES: O filho do ex-senador Luiz Estevão citado na reportagem "Foi Roger que fez" (Perfil, 18 de julho) não é o caçula. É seu penúltimo filho, nascido em 1995.
Crispiniano Daltro é presidente do Sindicato dos Policiais Civis da Bahia, e não do Sindicato dos Cabos e Soldados, como foi informado na reportagem "Pânico em Salvador" (18 de julho).

 

 

AS FAZENDAS ITAMARATI

Mato-grossenses e sul-mato-grossenses disputam o privilégio de abrigar a Fazenda Itamarati, que pertenceu ao empresário Olacyr de Moraes. Mas foi o paranaense Adriano Fernandes Ferreira, de Maringá, que levantou uma dúvida ao ler a reportagem "O símbolo troca de mãos" (27 de junho): "Foi dito que a propriedade se encontra em Mato Grosso do Sul, a 300 quilômetros de Campo Grande. Acho que a informação está incorreta. A sede da fazenda é na cidade de Tangará da Serra, em Mato Grosso, a aproximadamente 150 quilômetros de Cuiabá", escreveu Ferreira. A confusão toda tem razão de ser, já que pertencem ao grupo quatro fazendas que levam a palavra Itamarati no nome: 1 - Calcário Itamarati: em Bela Vista (MS), para extração de calcário. 2 - Fazenda Itamarati Sul: em Ponta Porã (MS), com 25 000 hectares, a 300 quilômetros de Campo Grande. Esta abriga a Itamarati S.A. Agropecuária, destinada à produção de milho, soja e à criação de gado. 3 - Fazenda Guanabara: com seus 111 700 hectares, espalhados por três municípios mato-grossenses, é onde estão instaladas as Usinas Itamarati S.A. Em Nova Olímpia, a 200 quilômetros da capital, fica a sede. As terras da Guanabara se estendem ainda pelos municípios de Barra do Bugres e Denise. Voltada para a produção de cana-de-açúcar e derivados, é a maior das quatro fazendas Itamarati. 4 - Fazenda Itamarati Norte: com 110 500 hectares e sede no município de Campo Novo do Parecis, em Mato Grosso, fica a 310 quilômetros de Cuiabá. Nessa fazenda funciona a Companhia Agrícola do Parecis (Ciapar), para o cultivo de soja, milho e algodão e a pecuária de corte. É parte dessa propriedade que se localiza no município de Tangará da Serra, citado pelo leitor.

 

CADÊ A NOSSA MICARETA?

Na semana passada, VEJA publicou a reportagem "Eterno Carnaval" (18 de julho), sobre as micaretas, carnavais fora de época promovidos por algumas cidades. O quadro com o calendário fez com que alguns leitores se sentissem preteridos. "Fiquei surpreso por não ver na relação nossa micareta, da pioneira Feira de Santana, que sempre se realiza em abril", escreveu o baiano Augusto de Souza Araújo Filho. Marcos Melo Guimarães também reclamou da falta de referência à festa de sua cidade: "Porto Velho, capital do Estado de Rondônia, tem a Portoalegria". Jefferson Melo escreveu para lembrar que o Parafolia, de Belém, ocorre em novembro e não em dezembro, como constou no quadro. O alagoano Carlos Jordan Vieira de Oliveira fez outra retificação: "O Maceió Fest é em novembro". A organização do evento confirma que a festa mudou de data neste ano. Em São Paulo, a SP Folia, que aconteceria em outubro, foi suspensa. Segundo seu diretor, Vladimir Paradas, "vários fatores colaboraram para a decisão, entre eles a crise energética em que vive o país, com sérias restrições quanto à realização de eventos públicos".



 
 
   
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