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25 de junho de 2008
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Automóveis
Nem sinal de fumaça

O FCX Clarity, da Honda, não polui e é o primeiro
carro a hidrogênio a ser produzido em série


Thomaz Favaro

Parece um carro médio comum, custa o mesmo que uma Ferrari para ser construído e pode muito bem ser o veículo que todo mundo esperava: aquele que nos liberta do preço exorbitante do petróleo e não causa impacto ambiental. O FCX Clarity, da Honda, é o primeiro automóvel movido a hidrogênio produzido em série. Isso significa que não emite nenhum gás do efeito estufa, apenas vapor d’água. A energia que move o motor elétrico do veículo é produzida por meio de uma reação eletroquímica que combina o hidrogênio gasoso, armazenado em um tanque, com o oxigênio do ar. O processo libera elétrons, que formam uma corrente elétrica.

O primeiro FCX Clarity, que saiu da linha de montagem da Honda, no Japão, na segunda-feira passada, é um passo como nunca se viu antes para popularizar e baratear os carros abastecidos com hidrogênio. O fabricante não divulga valores exatos, mas informou que cada unidade tem um custo de fabricação de centenas de milhares de dólares. O preço elevado deve-se bastante ao custo da célula de combustível, que tem platina entre seus componentes. A Honda nem sequer se arrisca a vender o carro. Ele será repassado aos consumidores pelo sistema de leasing, com mensalidade de 600 dólares durante três anos. O preço, evidentemente, é subsidiado. No fim desse período, o cliente devolve o FCX ao fabricante. O que a Honda ganha com isso é experiência para melhorar e baratear o carro. A General Motors pretende fazer algo parecido. Algumas unidades experimentais do Equinox, o veículo a hidrogênio da empresa americana, avaliado em 1 milhão de dólares, serão emprestadas a consumidores selecionados nos próximos dois anos.

Dois fatores que, por enquanto, impedem o hidrogênio de ser uma alternativa economicamente viável aos derivados de petróleo são o preço do combustível e a falta de infra-estrutura de abastecimento. As 200 unidades do FCX previstas para ser montadas nos próximos três anos serão vendidas apenas na Califórnia, o estado americano com o maior número de postos com hidrogênio: 25 no total. Nesses locais, o combustível é subsidiado. Sem isso, o custo do hidrogênio por quilômetro rodado seria cinco vezes maior que o da gasolina.

O FCX Clarity representa um avanço em relação aos outros modelos a hidrogênio que circulam de maneira experimental. O carro é capaz de rodar 450 quilômetros sem abastecer, marca próxima à dos veículos movidos a gasolina ou álcool. Sua célula de combustível tem a metade do peso das que vinham nas versões anteriores do sedã. Os primeiros usuários do FCX serão celebridades da Califórnia escolhidas pela empresa para divulgar o veículo. Entre eles estão a atriz Jamie Lee Curtis, seu marido e diretor de cinema Christopher Guest e a atriz canadense Laura Harris. Atrás deles, outros 50 000 californianos já aguardam na fila de espera a oportunidade de dirigir um carro que não solta fumaça e deixa a consciência limpa.

 

 
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