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Edição 2066

25 de junho de 2008
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Brasil
Laboratório para 2010

Lula monta palanque de Marta Suplicy para derrotar
tucanos na campanha que não é apenas local


Otávio Cabral

Ed Ferreira/AE
Marta e Lula, seu principal cabo eleitoral: São Paulo é a prioridade do presidente
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No próximo dia 5 de outubro, os 5.561 municípios brasileiros elegerão seus prefeitos. De todas as disputas, uma – a de São Paulo – certamente atrairá a atenção do país pelos personagens em questão e desdobramentos políticos, quaisquer que sejam os resultados. O presidente Lula já deixou claro que se empenhará pessoalmente na campanha paulistana. Vencer em São Paulo é uma questão de honra para o governo. Além de seu partido retomar o controle da maior cidade brasileira, o sucesso de Marta Suplicy, a candidata do PT, significará uma derrota de dois dos principais adversários de Lula, os tucanos Geraldo Alckmin e José Serra. Para ajudar a companheira, o presidente usou sua influência para desatar pessoalmente alguns nós. Conseguiu atrair o apoio do PSB para a chapa da petista e convencer o deputado Aldo Rebelo, do PCdoB, a retirar sua candidatura e aceitar o convite para ser o vice da chapa de Marta. Finalmente, articulou para atrair o PDT, que exigiu como contrapartida ao apoio o empenho da bancada governista em absolver o deputado Paulo Pereira da Silva, o Paulinho, das acusações de quebra do decoro parlamentar.

"Sem o empenho pessoal do presidente, essa aliança não teria saído. Como nenhum de nós confia no PT, ele teve de ser o fiador do acordo", confidenciou o presidente de um dos partidos envolvidos. Com o apoio das legendas, além de dispor de um considerável e precioso tempo a mais na propaganda de rádio e televisão, Marta Suplicy vai poder contar com a participação direta de Lula na campanha. Com apenas um candidato da base do governo na disputa, o presidente poderá subir sem constrangimento no palanque petista, ao contrário do que ocorrerá em outras capitais, onde Lula tem aliados concorrendo entre si. Os ministros também ficam autorizados a participar da campanha paulistana sem risco de causar conflitos. A ajuda da máquina de um governo com altos índices de popularidade pode se transformar na principal arma de Marta Suplicy. Vai ser também um bom teste para aferir a capacidade do presidente de transferir votos. De acordo com a última pesquisa do Datafolha, a petista lidera com 30%, contra 29% de Alckmin e 15% do atual prefeito, Gilberto Kassab (DEM).

Além do apoio oficial, Marta ainda vai largar na disputa com a vantagem de ter os adversários divididos, brigando entre si. Kassab tem a máquina da prefeitura e a simpatia do governador José Serra, embora o candidato formal deste seja Geraldo Alckmin, que deve ser confirmado como o representante do PSDB. O cenário paulistano serve como prévia para as eleições de 2010. José Serra pretende reeleger Kassab, o que teria como efeito indireto o enfraquecimento de três adversários: o ex-governador Alckmin, o governador Aécio Neves, que apóia Alckmin, e Marta, sempre uma opção do PT para a disputa presidencial. Se derrotar os tucanos em seu principal reduto, Marta se tornará uma peça importante na sucessão de Lula, podendo até mesmo pleitear a indicação petista. Definitivamente a disputa em São Paulo não pode ser olhada apenas como uma eleição local.



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