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Edição 2066

25 de junho de 2008
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Cartas

"Acostumado a tanta armação no cenário
político de nosso país, é muito gratificante
ver empresários como Eike Batista levando
o Brasil a sério."

Claudinei Manoel Campos
Belo Horizonte, MG

 

Eike Batista

Em um país que busca sempre desestimular os empreendedores, procurando-lhes os defeitos e mostrando como oportunistas aqueles que têm idéias novas, foi muito bom VEJA ter retratado o senhor Eike Batista como um capitalista vencedor. Só espero que o governo e os invejosos de plantão não tentem apagar seu brilho ("O Mr. X da bolsa", 18 de junho).
Alexandre Furtado
Por e-mail

A melhor coisa para a nossa economia é ver os brasileiros deixar de lado a fobia e acolher os riscos do investimento em ações como uma forma de "crescer". É de grande importância a presença em massa da população brasileira nos negócios do país. As micros e as grandes empresas nacionais obtiveram nos últimos anos uma estabilidade e um crescimento antes obtidos apenas pelas grandes empresas. Tal crescimento impulsionou a entrada de novos investidores na bolsa e levou os antigos a apostar nos novos papéis. Essas empresas tendem a crescer e a despontar no mercado, enquanto os investidores participam do salto não só do setor privado, mas de toda a nação.
André Felipe Vieira Colares
Montes Claros, MG

Ao lançar a maior oferta de ações na Bovespa, Eike divide parte de seus louros entre os investidores crédulos e lança uma dúvida cruel em meio aos incrédulos do capitalismo: investimento no mercado de ações vale o risco? Para Eike, valeu.
Thompson Bispo de Souza
Goiânia, GO

Ponto interessante da reportagem é mostrar que o povo brasileiro tem capacidade para negócios, que no Brasil há pessoas capacitadas. Esse tipo de reportagem deixa no leitor o sentimento de orgulho, admiração por seu país. É exatamente disso que os brasileiros precisam.
Lorrainy Cristina Silva Santos
Anápolis, GO

Por justiça, devemos dizer que Eliezer Batista é uma das cabeças mais inteligentes, capazes e espertas deste país e Eike tem muito, ou tudo, a agradecer-lhe.
Jorge dos Santos
Rio de Janeiro, RJ

Eike Batista é o exemplo de empresário de que o Brasil precisa. Ele não só tem um perfil empreendedor como uma extensa rede de contatos e poder de convencer investidores.
Ana Alice Antunes Haddad
Itajubá, MG

 

John Allen Paulos

John Allen Paulos é um matemático que tem a sua lógica atrelada aos princípios do filósofo francês René Descartes (Amarelas, 18 de junho). Desse modo, considera os fenômenos apenas nas suas especificidades, desconsiderando a totalidade em torno da qual se dão os acontecimentos. Assim sendo, limita-se às explicações mecânicas, reducionistas, as quais apresentam falhas quando se faz necessário explicar a harmonia e o equilíbrio do universo, que se comporta como autêntico ser vivo. A visão cartesiana é caracterizada pelo racionalismo. Penso, logo existo. O homem e a sua dimensão do visível, em que se levam em conta apenas o tempo e o espaço. A fé, pelo contrário, vem de uma visão holística da vida, que considera o universo como um todo indivisível, em que as partes desse corpo não podem ser explicadas separadamente. Essa totalidade que forma um conjunto perfeitamente harmônico não é completamente explicada pela ciência. O que se tem é o incompreensível. É o mistério inexplicável, em que apenas na dádiva da "fé" encontramos a verdadeira e divina resposta.
Luiz Adriano Prezia Carneiro
ão Bernardo do Campo, SP

O matemático John Allen Paulos me pareceu apenas mais um exemplo do sapateiro que quer ir além das sandálias. No livro, o "furo lógico" que ele diz haver no argumento da causa primeira inexiste: ele suprime o termo "realidades sensíveis" (ver artigo 3 da questão 2 da Suma Teológica) e, para não admitir Deus como Causa Primeira, dá um salto de fé de fazer inveja a Abraão – o mundo sensível não teria causa, mas tudo que ele contém teria. Salto de fé presente, aliás, em todos os que crêem num universo regido por leis, mas provindo do caos e do acaso. Em seguida, Paulos tenta induzir o leitor a acreditar que Leibniz identificava Deus com as leis impessoais do universo e que se podem impugnar os argumentos a favor da existência de Deus apontando contradições nas idéias que o cidadão comum tem sobre Deus. Imagine julgar a teoria da relatividade pelo que o cidadão comum conhece dela.
Thelmo de Araujo
Fortaleza, CE

Entrevista clara e perfeita desde o título. As religiões em geral são filhas da ignorância e irmãs da arrogância e da intolerância, características responsáveis por grande parte das desgraças sofridas pela humanidade. John Allen coloca seus argumentos de forma objetiva e inovadora, utilizando a matemática como ponto central. No Brasil, infelizmente para nós, já estão utilizando o método matemático e, assim, pessoas com vocabulário em torno de vinte palavras exercem cargos públicos. E alguns são até religiosos.
Ronaldo Manoel Fernandes
São Paulo, SP

Argumentos que ateus como John Allen Paulos costumam usar contra a fé são, em geral, os mesmos que têm sido construídos contra o cristianismo desde o primeiro século. As respostas que apologetas (defensores da fé) cristãos têm dado são igualmente antigas. Ou seja, não há nenhuma novidade na argumentação, seja de um lado ou do outro.
Miguel Augusto Rios
Goiânia, GO

 

Impostos

Excelente a Carta ao leitor "O rei imposto" (18 de junho). A história se repete. A fome de impostos já provocou a deposição do rei James II, da Inglaterra, e a Inconfidência Mineira, quando os impostos chegaram a um quinto (20%). Hoje chega a 40%, e o governo ainda quer mais com a criação da CSS. Estamos chegando a um ponto perigoso. Seria mais justo, humano e competente se o governo reduzisse suas despesas e aplicasse mais em saúde e educação.
Edson Ferreira de Oliveira
Belo Horizonte, MG

Mais uma vez, o Senado Federal terá a missão de defender o povo brasileiro. Certamente rejeitarão o imposto que já derrubaram: a CPMF vestida de CSS. Mesmo assediados com a abertura do cofre pelo governo, os senadores, mais responsáveis, mais maduros, mais experientes e, sobretudo, com mais caráter que os deputados, saberão defender os interesses da população ("O fantasma da CPMF volta a assombrar", 18 de junho).
Geraldo Ramos
Alcobaça, BA

Sinto especial pesar por meu estado, Alagoas, que não teve sequer um deputado federal a votar contra a CSS, o que certamente não reflete a unanimidade dos alagoanos, que vivem em um dos mais pobres estados da nação.
Daniel Andrade Jacintho
Maceió, AL

 

Yeda Crusius

Com relação à crise que assola o governo gaúcho, verifica-se que o "novo jeito de governar" de Yeda não passou de um embuste e serviu para enganar quem acreditou no milagre prometido. Está provado, também, que a corrupção não é exclusividade do PT, como alguns acreditam ("A crise permanente", 18 de junho).
Luiz Alberto Zeilmann
Carazinho, RS

Não tenho absolutamente nada a ver com a fraude no Detran ou com eventuais irregularidades no Banrisul. Tenho quarenta anos de vida pública limpa, como deputado estadual por três legislaturas, secretário de estado nos governos de Pedro Simon e Antônio Britto e secretário da prefeitura de Porto Alegre no governo de José Fogaça. Desafio alguém a provar que me envolvi em um caso de corrupção sequer em toda a minha vida. Mesmo trabalhando no âmbito da política tradicional, há muitos anos luto por uma reforma estrutural na política, com profissionalização do serviço público, democracia participativa, mais transparência e fiscalização da sociedade sobre os governos. O que eu disse até as pedras sabem: o loteamento do estado pelos partidos é a porta de entrada de relações incestuosas, de promiscuidade entre os agentes públicos e os negócios e interesses privados. Essa é a origem de práticas ilícitas, de desvio de dinheiro público e de corrupção. Quantas CPIs já se fizeram sobre isso aqui no Rio Grande, no país afora e no governo federal? Esse foi o contexto de minha conversa com o vice-governador, que, com sua atitude de má-fé, omite as quase duas horas de diálogo que tivemos. Questionado sobre isso, esse senhor diz que desgravou, diz que tratou de assunto particular, mas, como assim, conteúdo particular em conversa com alguém em quem ele diz não confiar e que, por isso mesmo, grava?
Cezar Busatto
Porto Alegre, RS

Com relação à reportagem "A crise permanente", gostaríamos de esclarecer que a Polícia Federal em nenhum momento divulgou trechos de escutas telefônicas da referida investigação no Departamento Estadual de Trânsito (Detran). O inquérito que investiga a fraude foi encaminhado à Justiça Federal de Santa Maria, que posteriormente autorizou a CPI do Detran a tornar públicos os áudios das conversas entre os envolvidos.
Ildo Gasparetto

Delegado da Polícia Federal e superintendente regional do Departamento de Polícia Federal no Rio Grande do Sul
Porto Alegre, RS

 

Educação

Cumprimentamos VEJA por mais uma matéria cuidadosa e interessante sobre as possíveis soluções para a melhoria da qualidade da educação brasileira ("7 medidas testadas – e aprovadas", 18 de junho). Quando decidimos patrocinar estudos e seminários que ajudassem a sociedade a discutir de uma forma mais objetiva e a buscar mudanças concretas para a vergonhosa situação de nossos estudantes, não imaginávamos que a receptividade da imprensa seria tão grande. O espaço que a educação ocupa hoje na imprensa brasileira é uma boa notícia para todos, pois reflete o interesse da nação em buscar os caminhos que nos levem ao verdadeiro desenvolvimento social, com oportunidades iguais para todos.
Ilona Becskeházy
Diretora-executiva Fundação Lemann
www.fundacaolemann.org.br
São Paulo, SP

 

Stephen Kanitz

Em meio a tantas discussões com administradores públicos e especialistas em trânsito, finalmente encontro sugestões realmente inteligentes vindas de quem não é do ramo ("São Paulo vai parar", Ponto de vista, 18 de junho). Apesar da atual situação, devemos ainda agradecer à iniciativa privada, que no passado retificou os rios Tietê e Pinheiros para a construção do complexo de geração de energia Traição/Billings/Henry Borden e preparou as marginais. O poder público teve apenas o trabalho de asfaltá-las; caso contrário, nem essas importantes vias teríamos e, aí sim, São Paulo já teria parado.
Gaston Rogério Spina Schweizer
Santana de Parnaíba, SP

Para que o tráfego se torne mais eficiente é necessário o investimento no transporte público, desafogando consideravelmente as ruas, poluindo menos o ar e economizando combustível.
Fernanda Freire Kosac
Anápolis, GO

 

Millôr

A belíssima canção Arrastão foi a vencedora do I Festival de Música Popular Brasileira, da extinta TV Excelsior paulista – não da Record –, e o ano era 1965 – não 1964. Esse foi o grande impulso para a carreira de Elis Regina e de Edu Lobo, que passaram a ser conhecidos nacionalmente ("Pequenos erros", 18 de junho).
Waldemir dos Santos
São Paulo, SP

 

Cartas

Sou leitor da revista há mais de doze anos e, nesta semana, li uma reportagem que me tocou bastante e talvez seja do interesse de vocês também. Eu me refiro à reportagem "VEJA na escola" (Cartas, 18 de junho), que fala do professor Carlos Antônio dos Santos. Sou professor de direito da Faculdade Asa de Brumadinho-MG e da Faculdade Metropolitana de Belo Horizonte. Ministro aulas nas matérias de economia política e prática civil na primeira, e de direito e legislação turística na segunda. Fiquei bastante comovido com a reportagem, pois utilizei a mesma revista em sala de aula, mas para um curso superior de direito. A edição 2 062 foi muito pertinente ao tema da aula de economia, assim como a edição seguinte, sobre a inflação. Sempre que posso utilizo as reportagens em sala de aula para exemplificar a teoria, e os alunos aprovam bastante esse método.
Júlio Moraes Oliveira
Advogado, professor de direito da Faculdade Asa de Brumadinho e da Faculdade Metropolitana de Belo Horizonte
Belo Horizonte, MG

 

Saúde

Modelo bem nutrida só se for com a mãe controlando bem de perto a sua alimentação, senão ela passa fome mesmo. Come besteira num dia e, para compensar, passa fome no outro. O que interessa é ficar magra, não importa como. O pior é que essa prática, muitas vezes, leva a transtornos alimentares, com seqüelas para o resto da vida ("Má nutrição à porter", 18 de junho).
Michele Marinho
João Pessoa, PB

 

Tecnologia

Cumprimento VEJA pela elaborada síntese do que é o iPhone ("O capitalismo segundo Steve Jobs", 18 de junho). É muito importante saber que o Brasil é visto mundialmente como um país estável e que muitas empresas têm interesse em lançar seus produtos aqui. A economia brasileira agora está inserida na economia mundial, confiável aos olhos das empresas estrangeiras, e isso só fortalece a imagem do Brasil mundo afora.
Géssica Lafetá Rabelo
Montes Claros, MG

 

 

 

O voto do ministro

Alex Silva/AE
Marco Aurélio Mello: esperança nas pesquisas com células-tronco


No voto que proferiu na Ação Direta de Inconstitucionalidade que tratou das pesquisas com células-tronco, o ministro Marco Aurélio Mello, do STF, por duas vezes citou argumentos exibidos por cientistas entrevistados nas páginas amarelas de VEJA. Sobre o destino dos embriões, Mello citou o biólogo David Baltimore (Amarelas, 28 de maio de 2008): "Não sei falar a respeito do aspecto jurídico do assunto, mas do ponto de vista científico é uma discussão sem sentido. Afinal, os embriões humanos foram descartados porque o casal já teve o número de filhos que queria ou por qualquer outra razão. O fato é que os embriões serão destruídos de qualquer modo. A questão é saber se serão destruídos fazendo o bem a outras pessoas ou não. A meu ver, a resposta é óbvia". Ao julgar improcedente aquela ação, Mello vislumbrou os benefícios que as pesquisas com células-tronco representam para muitas pessoas, "mantendo a esperança, sem a qual a vida do homem torna-se inócua". Nesse sentido, o magistrado do Supremo cita Mayana Zatz, coordenadora do Centro de Estudos do Genoma Humano da USP: "A terapia com células-tronco pode ser considerada como o futuro da medicina regenerativa. Entre as áreas mais promissoras está o tratamento para diabetes, doenças neuromusculares, como as distrofias musculares progressivas e a doença de Parkinson. Com células-tronco, também se poderá promover a regeneração de tecidos lesionados por causas não hereditárias, como acidentes, ou pelo câncer" (Amarelas, 5 de março de 2008).



Milhão virou mil

Na reportagem "O Mr. X da bolsa" (18 de junho), que noticiou a oferta pública de ações feita pela petrolífera OGX, do empresário Eike Batista, uma falha da revisão suprimiu três zeros da produção diária de petróleo no Brasil. O que era milhão (1 918 000 barris/dia) virou mil (1 918 barris/dia).



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