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Tecnologia
O provador eletrônico
Chega às lojas de roupas a cabine
que tira as medidas do corpo
e orienta a escolha do cliente
Para muita gente, experimentar roupas nas
lojas até achar aquela que melhor se ajusta ao corpo é
um penoso exercício de paciência. Os fabricantes não
adotam medidas padronizadas e, além disso, o tamanho das
peças varia de acordo com o modelo. Para poupar seus clientes
da maratona das provas, grandes lojas americanas, como Macy's e
Levi's, estão oferecendo uma opção aos tradicionais
provadores apertados e abafados. A novidade é uma cabine
que permite ao cliente descobrir em apenas dez segundos quais modelos,
tamanhos e marcas lhe caem bem. O fabricante, uma empresa chamada
Intellifit, primeiro usou a tecnologia para produzir peças
sob medida e levou um tempo para perceber que havia um bom mercado
para o provador eletrônico. O aparelho funciona como um scanner
por ondas de rádio. "Enxerga" o corpo por baixo de qualquer
tipo de tecido, tira suas medidas e sugere diferentes modelos, no
tamanho ideal, dentre as peças em estoque na loja (veja
quadro). "O sistema é especialmente útil
em lojas de departamentos, que vendem diversas marcas, cada qual
com suas medidas específicas", diz Eric Sokolsky, representante
da Intellifit em Nova York.
A cabine pode ser a solução
para um sério problema do vestuário produzido em massa:
a falta de padronização dos tamanhos. Um levantamento
recente mostra que oito em cada dez americanas reclamam da variedade
de tamanhos das roupas de um mesmo número, dependendo da
marca. No Brasil, cada indústria adota a própria tabela
de medidas, segundo o que acredita serem o biotipo de seu consumidor
e as tendências da moda. "A nomenclatura de mercado é,
digamos, 42, mas cada um atribui suas medidas a esse 42", diz Edson
Amaro, gerente de produto da Hering, o maior fabricante nacional
de malhas. Pelas técnicas tradicionais de modelagem, uma
calça masculina 44 deveria ter 88 centímetros de cintura,
mas é comum encontrar modelos dessa medida com 95 centímetros
de cós.
A Associação Brasileira de Normas
Técnicas criou em 1995 um padrão que associa a numeração
às medidas do corpo humano, mas a indústria jamais
o adotou. Agora, a Associação Brasileira do Vestuário
está propondo a uniformização dos tamanhos.
"Nossa indústria será a primeira a lucrar, até
porque a uniformização reforçaria as vendas
pela internet", diz Roberto Chadad, presidente da entidade. Enquanto
isso não acontece, o jeito é entrar no provador com
uma pilha de roupas. Ou, quando possível, recorrer ao provador
eletrônico.
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