Edição 1906 . 25 de maio de 2005

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Luaninha paz e amor

Nana Moraes
Piovani, mas pode chamar de Bardot: de volta à TV e às bancas


Depois de temporada em Paris, onde estudou francês com estrangeiras quarentonas – "Eu era a primeira da classe", diz, com a modéstia habitual, na próxima Vip –, Luana Piovani vive as emoções da estréia em nova seara: debate na TV. Luana é uma das novas integrantes do Saia Justa, do GNT. Lá, todos juram que ela aceita sugestões no figurino e na maquiagem, amou o programa e as colegas, enfim, está irreconhecível. Para coroar a fase "Luaninha paz e amor", ela chega às bancas assim, numa versão renovada mas igualmente deliciosa de Brigitte Bardot. "Ela mistura sensualidade com marotice, isso tem a ver comigo", compara-se com a... bem, vocês já sabem.

 


O segundo sonho de Orfeu


Eric Gaillard/Reuters
Pascal Guyot/AFP
Lionel Cironneau/AP
Festival de beldades na festa do cinema, em Cannes: a decotada Salma Hayek, Natalie Portman careca e Sharon Stone, ainda mais bonita


Fotos Pascal Guyot/AFP
FP
O ministro e o rei: traje chinês e terno feito em Santos Breno Mello: visita à França, 46 anos depois do prêmio

É difícil destacar-se em meio à concentração de belezas esplendorosas e figuras bizarras que se reúnem anualmente para o Festival de Cannes. Mas o gaúcho Breno Mello levou a palma de história mais fascinante. Protagonista de Orfeu Negro – produção francesa filmada no Brasil e premiada em 1959 –, ele conseguiu não um, mas dois milagres cinematográficos. Mello era reserva do Santos quando foi descoberto como ator, fez alguns filmes, emplacou com Orfeu, voltou ao futebol e, sem sucesso, passou a ganhar a vida distribuindo folhetos em Porto Alegre. Longe das câmeras há quase vinte anos, foi localizado pela equipe do documentário francês Em Busca do Orfeu Negro. Chegou assim, finalmente, a Cannes – e lá reencontrou outro ex-jogador do Santos, algo mais famoso. Ele mesmo, Pelé, que divulgava o documentário sobre sua vida. Vestindo um traje de crepe de seda e camisa lilás feitos em Santos ("Isso é idéia do Pelé. Ele viaja o mundo todo e gosta de mesclar tendências", esclarece o alfaiate Everaldo dos Santos), o rei disputou em originalidade de figurino com o ministro-cantor Gilberto Gil, que foi de pijama chinês. E a competição entre as beldades, quem ganhou? Aos 47 anos, bronzeada e magra, com um segundo filhinho recém-adotado, Sharon Stone faturou fácil na categoria veteranas. Em matéria de perfeição de feições é difícil derrubar Natalie Portman, que ficou mais bonita ainda de cabeça raspada. E Salma Hayek mostrou que no quesito decote, apesar da concorrência brutal, continua imbatível.

 

Zaratustra no Corcovado


Angelo Antonio Duarte
O escritor francês Hafid Aggoune: elogiado, mas comportado

Típico exemplar do intelectual-galã francês, cheio de papo-cabeça ("Eu escrevo para fabricar meu próprio corpo"), o escritor Hafid Aggoune, 32 anos, foi o sucesso masculino da Bienal do Livro. Apesar do assédio, do entusiasmo dos coleguinhas que deixaram cair nos trópicos e da torrente de caipirinhas, não cedeu a tentações. Levou até um presentinho para a namorada – e também ensaiou uns passos de dança árabe, área que domina considerando-se que tem ascendência berbere, espanhola e sefardita. Foi só ao visitar o Cristo Redentor que o autor de Os Amanhãs abriu o jogo: "No topo do Corcovado eu me senti como Dioniso e me lembrei de Zaratustra, de Nietzsche".

 

Editado por Lizia Bydlowski.
Colaboraram Bel Moherdaui e Roberta Salomone

 
 
 
 
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