Edição 1906 . 25 de maio de 2005

Índice
Stephen Kanitz
Millôr
Diogo Mainardi
Tales Alvarenga
André Petry
Roberto Pompeu de Toledo
Carta ao leitor
Entrevista
Cartas
Radar
Holofote
Contexto
Veja essa
Auto-retrato
Gente
Datas
VEJA Recomenda
Os livros mais vendidos
 
 

Cartas

 
"Capa encorajadora. Uma injeção de entusiasmo para aqueles que estão passando pelo mesmo drama. Piedade não. Solidariedade sempre!"
Maria Isabel de Assis Pereira
Goiânia, GO

Câncer

Manifesto meu entusiasmo pela entrevista com Raul Cortez ("O fim dos mitos sobre o câncer", 18 de maio). Esse homem é de uma força incomensurável. Fiquei muito emocionada, até pelo fato de eu também estar fazendo quimioterapia desde abril. Como ele, estou muito confiante em que tudo vai dar certo. Obrigada a VEJA e a Raul por toda essa demonstração de perseverança.
Isabela Rodrigues Brandão
Fortaleza, CE

Reportagens desse tipo ajudam a mostrar que o câncer não é uma sentença de morte. Omitir ou esconder a real situação do doente influencia negativamente no pesado tratamento. No início dos anos 90, com apenas 21 anos de idade, tive câncer de testículo com metástase para o pulmão e outros órgãos. Ao começar o tratamento, um médico inconseqüente disse a meus familiares que se preparassem, pois me perderiam em, no máximo, noventa dias. Troquei de médico, fiz cirurgia e passei por um árduo tratamento quimioterápico, que perdurou por quase doze meses, com muito apoio da família e dos amigos. O resultado foi compensador. Hoje estou casado e tenho um filho maravilhoso.
Carlos Eduardo Barbosa Pinto
Vitória, ES

Como médico urologista, tenho freqüentemente a angustiante tarefa de notificar os pacientes oncológicos de seu diagnóstico. Sempre dizemos que enfrentar a doença, e não negá-la, auxilia o tratamento e muitas vezes influencia a cura. Raul Cortez, de modo simples e direto, sem mitos, exemplificou todo o otimismo que tanto esperamos. Sua entrevista é leitura obrigatória para os doentes e seus familiares.
Doutor Carlos Henrique Costa
Goiânia, GO

Sou responsável pelo Portal Oncoguia, cujo principal objetivo é fornecer informações úteis e adequadas aos pacientes com câncer e seus familiares. Em nosso dia-a-dia é cada vez maior o número de pacientes que entram em contato conosco em busca de orientação, de esclarecimento ou mesmo de conforto. Parabéns pela iniciativa de "falar alto e forte" sobre esse assunto tão importante.
Luciana Holtz de C. Barros
Psico-oncologista e especialista em bioética
www.oncoguia.com.br

 

João Ubaldo Ribeiro

A entrevista com João Ubaldo Ribeiro (Amarelas, 18 de maio) foi o mais honesto e retumbante depoimento sobre a realidade nacional dos últimos tempos. Ubaldo desnuda sofismas, falsas versões, invencionices e mitos. Merece um abraço carinhoso dos brasileiros.
Gaudêncio Torquato
São Paulo, SP

O "patrulhamento" é, e sempre foi, uma das armas dos seguidores da corrente ideológica (?) dos que hoje ocupam o poder no Brasil. Por esse motivo, os nossos compatriotas ligados à cultura e às artes, mesmo que possuam opiniões contrárias ao considerado "politicamente correto", inibem-se em externar suas verdadeiras opiniões por receio de represálias. O passado ensina que elas são, via de regra, contundentes. João Ubaldo, na minha opinião o maior expoente da literatura brasileira contemporânea, representa uma das poucas exceções.
Nélio Marques da Silva
Rio de Janeiro, RJ

João Ubaldo mostra-se tão sincero e despido de pudores e preconceitos quanto o padre sem nome de O Diário do Farol. Aliás, o cinismo (na verdadeira acepção da palavra, e não com a conotação pejorativa que lhe deram os autores no decorrer da história) é uma qualidade que se vê em poucas pessoas nos dias de hoje.
César A. Groh
São Paulo, SP

Lavrar a palavra a pá como quem prepara o pão; cortar a palavra a faca, para dilacerar o coração... do brasileiro. Assim pode ser resumida a entrevista de João Ubaldo. Sem dúvida, ao externar seu ponto de vista sobre o comportamento do brasileiro, expõe a verdade crua do dia-a-dia das grandes cidades.
Ademir Damasceno Simões
Brasília, DF

Quanta sensatez nas respostas do grande escritor brasileiro João Ubaldo Ribeiro. A foto dele sorrindo induz o leitor sapiente a fazer o mesmo ao final da entrevista, pelo sarcasmo. A escolha de VEJA para as Páginas Amarelas não poderia ser melhor, e o jornalista João Gabriel de Lima merece nosso reconhecimento, pois produziu uma autêntica obra-prima do gênero literário. João Ubaldo, foste o porta-voz de milhões de brasileiros. Parabéns e obrigado!
José Antônio Rezzardi
Pato Branco, PR

Tão inteligente quanto João Ubaldo Ribeiro era seu avô, que já dizia muito tempo atrás que para o Brasil se desenvolver teria de deixar a modéstia de lado e exportar o que temos de melhor: a "corrupção". Nossos corruptos não mais furtariam aqui e investiriam no exterior; aconteceria o contrário. Segundo o avô de João Ubaldo, instalaríamos nossos melhores corruptos no Banco Mundial, no FMI, na ONU etc. Eles usariam seus vastos conhecimentos para furtar lá fora e investir no Brasil, tornando nosso país mais rico.
Marlon Martins Azevedo
Vitória da Conquista, BA

 

Correios

Gostaríamos de esclarecer que o PPS não possui nenhum cargo de indicação política na administração federal ("O homem-chave do PTB", 18 de maio). O partido deixou a base do governo em 11 de dezembro de 2004, data em que decidiu entregar todos os cargos que ocupava. Os militantes e dirigentes que não seguiram a determinação foram desligados automaticamente do partido, caso, por exemplo, do ministro Ciro Gomes. Aproveitamos a oportunidade para cumprimentar a revista e o repórter pela excelente reportagem investigativa, em que VEJA demonstra, mais uma vez, o importante papel da imprensa na divulgação de denúncias de corrupção, o que contribui de maneira eficaz para o aprofundamento da democracia e para a punição dos que se locupletam com o dinheiro público.
Rubens Bueno
Secretário-geral do PPS
Brasília, DF  

Esclareço que o fato mencionado vinculando minha pessoa foi arquivado por decisão transitada em julgado perante o Tribunal Superior Eleitoral, não havendo, portanto, nenhuma pendência sobre o mesmo. De igual forma, esclareço que tomei conhecimento dos demais fatos narrados na reportagem apenas com sua leitura.
Cassio Taniguchi
Ex-prefeito municipal de Curitiba
Curitiba, PR

 

Espionagem

É importante enfatizar que a Kroll opera há mais de trinta anos em todo o mundo e estabeleceu uma reputação de profissionalismo e conduta ética. Intriga-nos ter visto que em diversas ocasiões, nos últimos meses, artigos em diferentes publicações alegaram que fazemos uso de práticas ilegais. Até hoje nenhuma dessas alegações foi comprovada. A Kroll ajuda clientes do mundo inteiro, bem como governos, a combater fraude, corrupção e quebra de confidencialidade. No Brasil, a grande maioria dos clientes é formada por empresas brasileiras. Nossos clientes no Brasil, assim como no resto do mundo, procuram e valorizam nossos serviços. A natureza do nosso trabalho faz com que sejamos pressionados pelas partes envolvidas. No entanto, nosso trabalho é claro: identificamos e apresentamos fatos. Nós não criamos ficção ("A usina de espionagem da Kroll", 18 de maio).
Andres Antonius
Global Head of Consulting Services Kroll
Por e-mail

Na entrevista que dei a VEJA, realcei que não falaria sobre casos concretos, por não conhecer todos os elementos. Apenas, em tese, declarei que nenhuma empresa pode investigar outra – sem autorização judicial –, por força do art. 5º, incisos X e XII da CF.
Ives Gandra da Silva Martins
Jurista
São Paulo, SP

 

Comércio exterior

O artigo "Não há segredo" (18 de maio) deixou de salientar um fato importante: em 2004, os países em desenvolvimento receberam 49,8% das exportações brasileiras. Tal fato decorreu da expansão das vendas do Brasil para a América do Sul (54,5%), África (48,4%) e países árabes (46,2%), entre outros. De 2002 a 2004, as exportações para países em desenvolvimento cresceram 80,7% e para os desenvolvidos, 43,4%. A política externa – sem descuidar do relacionamento com parceiros comerciais tradicionais como os EUA e a União Européia – tem apresentado resultados concretos para o empresariado nacional.
Ricardo Neiva Tavares
Chefe da assessoria de imprensa
do gabinete do ministro
das Relações Exteriores
Brasília, DF

 

Câncer 2

Depois de vencer essa guerra, eu me sinto mais preparado para a vida. O êxito do tratamento se dá principalmente pelas pessoas que estão perto da gente; nesse caso, tenho gratidão perene aos colegas da Editora Abril/Dinap, amigos, familiares e minha ex-namorada. Foram remédios tão importantes quanto a quimioterapia. A cabeça raspada foi encarada como uma medalha, resultado da vitória. Essa medalha eu divido com meus médicos, doutor Carlos Ricardo Doi Bautzer e doutor Oren Smaletz. Sorte ao Raul Cortez!
Sérgio M. Ferreira
Administrador de empresas
São Paulo, SP

 

Diogo Mainardi

Eu, ao contrário de Mainardi ("Estou ficando rico", 18 de maio), estou contando os dias para voltar à minha amada Cuiabá. Escrevo para lhe dizer que, se algum "maluco de mau gosto" convidá-lo para ir a Cuiabá, entre imediatamente em contato comigo. Rapidamente farei uma "coleta" para lhe pagar o dobro para que você não vá. Já pensou se você gosta? Os cuiabanos não merecem.
Regina Reverdito Viveiros
Madri, Espanha

 

Música

Com relação à matéria "O fino do brega" (18 de maio), informo que, enquanto a matéria chegava às bancas, a banda retornava de uma turnê na Europa e agora se prepara para nova turnê, nos Estados Unidos.
Paulo Magalhães
Assessor de imprensa da Banda Calypso
Belém, PA

 

CORREÇÕES: No especial O Melhor do Vale do Paraíba (maio de 2005), o verbete do Caldinho São Dimas refere-se somente à casa de São José dos Campos, e não ao estabelecimento de Taubaté. Na seção Ensaio desta edição, o nome correto do programa da TV Cultura citado é Roda Viva.

 

JOÃO UBALDO RIBEIRO

Depois de lerem a entrevista com o escritor João Ubaldo Ribeiro (Amarelas, 18 de maio), algumas das centenas de pessoas que escreveram para a redação de VEJA comentando o assunto pediram um endereço para manter contato com o autor. Os interessados podem se comunicar com Ubaldo pelo e-mail ubaldonf@novafronteira.com.br. No site da Editora Nova Fronteira (www.novafronteira.com.br) os leitores encontrarão a relação das obras assinadas pelo ilustre imortal baiano.

 

LEITOR PUBLICOU NA PIF PAF

A charge do leitor Bonilauri: prêmio e publicação na Pif Paf

A reportagem "Pequena abusada" (6 de abril), que falou do lançamento de uma coletânea da revista Pif Paf, editada nos anos 60, alegrou o leitor Diniz Bonilauri, de Curitiba. Para ele, a coleção da Pif Paf é uma oportunidade para a nova geração viver os momentos revolucionários do nosso humor político. Ele não apenas guarda ainda as oito edições como se lembrou com satisfação de sua participação em um concurso nos anos 60, no qual foi premiado. "Na edição número 8 minha charge O Passeio Dominical foi publicada", orgulha-se Bonilauri. Alguns leitores de VEJA mostraram interesse em adquirir a caixa com as oito edições da publicação, o que pode ser feito através da internet no endereço www.livrariaargumento.com.br, pelo e-mail divulgacao@livrariaargumento.com.br, e nas grandes livrarias do país.

 
 
 
 
topovoltar