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Cartas
 | "Capa
encorajadora. Uma injeção de entusiasmo para aqueles que estão passando pelo mesmo
drama. Piedade não. Solidariedade sempre!" Maria
Isabel de Assis Pereira Goiânia,
GO | Câncer
Manifesto meu entusiasmo pela entrevista com Raul Cortez ("O
fim dos mitos sobre o câncer", 18 de maio). Esse homem é de uma força
incomensurável. Fiquei muito emocionada, até pelo fato de eu também
estar fazendo quimioterapia desde abril. Como ele, estou muito confiante em que
tudo vai dar certo. Obrigada a VEJA e a Raul por toda essa demonstração
de perseverança. Isabela Rodrigues Brandão Fortaleza,
CE Reportagens desse tipo ajudam
a mostrar que o câncer não é uma sentença de morte.
Omitir ou esconder a real situação do doente influencia negativamente
no pesado tratamento. No início dos anos 90, com apenas 21 anos de idade,
tive câncer de testículo com metástase para o pulmão
e outros órgãos. Ao começar o tratamento, um médico
inconseqüente disse a meus familiares que se preparassem, pois me perderiam
em, no máximo, noventa dias. Troquei de médico, fiz cirurgia e passei
por um árduo tratamento quimioterápico, que perdurou por quase doze
meses, com muito apoio da família e dos amigos. O resultado foi compensador.
Hoje estou casado e tenho um filho maravilhoso. Carlos Eduardo Barbosa
Pinto Vitória, ES
Como médico urologista, tenho freqüentemente a angustiante tarefa
de notificar os pacientes oncológicos de seu diagnóstico. Sempre
dizemos que enfrentar a doença, e não negá-la, auxilia o
tratamento e muitas vezes influencia a cura. Raul Cortez, de modo simples e direto,
sem mitos, exemplificou todo o otimismo que tanto esperamos. Sua entrevista é
leitura obrigatória para os doentes e seus familiares. Doutor Carlos
Henrique Costa Goiânia, GO
Sou responsável pelo Portal Oncoguia, cujo principal objetivo é
fornecer informações úteis e adequadas aos pacientes com
câncer e seus familiares. Em nosso dia-a-dia é cada vez maior o número
de pacientes que entram em contato conosco em busca de orientação,
de esclarecimento ou mesmo de conforto. Parabéns pela iniciativa de "falar
alto e forte" sobre esse assunto tão importante. Luciana Holtz de
C. Barros Psico-oncologista e especialista em bioética www.oncoguia.com.br
João Ubaldo
Ribeiro A entrevista com João Ubaldo
Ribeiro (Amarelas, 18 de maio) foi o mais honesto e retumbante depoimento sobre
a realidade nacional dos últimos tempos. Ubaldo desnuda sofismas, falsas
versões, invencionices e mitos. Merece um abraço carinhoso dos brasileiros.
Gaudêncio Torquato São Paulo, SP
O "patrulhamento" é, e sempre foi, uma das armas dos seguidores da corrente
ideológica (?) dos que hoje ocupam o poder no Brasil. Por esse motivo,
os nossos compatriotas ligados à cultura e às artes, mesmo que possuam
opiniões contrárias ao considerado "politicamente correto", inibem-se
em externar suas verdadeiras opiniões por receio de represálias.
O passado ensina que elas são, via de regra, contundentes. João
Ubaldo, na minha opinião o maior expoente da literatura brasileira contemporânea,
representa uma das poucas exceções. Nélio Marques
da Silva Rio de Janeiro, RJ
João Ubaldo mostra-se tão sincero e despido de pudores e preconceitos
quanto o padre sem nome de O Diário do Farol. Aliás, o cinismo
(na verdadeira acepção da palavra, e não com a conotação
pejorativa que lhe deram os autores no decorrer da história) é uma
qualidade que se vê em poucas pessoas nos dias de hoje. César
A. Groh São Paulo, SP
Lavrar a palavra a pá como quem prepara o pão; cortar a palavra
a faca, para dilacerar o coração... do brasileiro. Assim pode ser
resumida a entrevista de João Ubaldo. Sem dúvida, ao externar seu
ponto de vista sobre o comportamento do brasileiro, expõe a verdade crua
do dia-a-dia das grandes cidades. Ademir Damasceno Simões
Brasília, DF Quanta sensatez
nas respostas do grande escritor brasileiro João Ubaldo Ribeiro. A foto
dele sorrindo induz o leitor sapiente a fazer o mesmo ao final da entrevista,
pelo sarcasmo. A escolha de VEJA para as Páginas Amarelas não poderia
ser melhor, e o jornalista João Gabriel de Lima merece nosso reconhecimento,
pois produziu uma autêntica obra-prima do gênero literário.
João Ubaldo, foste o porta-voz de milhões de brasileiros. Parabéns
e obrigado! José Antônio Rezzardi Pato Branco, PR
Tão inteligente quanto João
Ubaldo Ribeiro era seu avô, que já dizia muito tempo atrás
que para o Brasil se desenvolver teria de deixar a modéstia de lado e exportar
o que temos de melhor: a "corrupção". Nossos corruptos não
mais furtariam aqui e investiriam no exterior; aconteceria o contrário.
Segundo o avô de João Ubaldo, instalaríamos nossos melhores
corruptos no Banco Mundial, no FMI, na ONU etc. Eles usariam seus vastos conhecimentos
para furtar lá fora e investir no Brasil, tornando nosso país mais
rico. Marlon Martins Azevedo Vitória da Conquista, BA
Correios
Gostaríamos de esclarecer que o PPS não possui nenhum cargo de indicação
política na administração federal ("O homem-chave do PTB",
18 de maio). O partido deixou a base do governo em 11 de dezembro de 2004, data
em que decidiu entregar todos os cargos que ocupava. Os militantes e dirigentes
que não seguiram a determinação foram desligados automaticamente
do partido, caso, por exemplo, do ministro Ciro Gomes. Aproveitamos a oportunidade
para cumprimentar a revista e o repórter pela excelente reportagem investigativa,
em que VEJA demonstra, mais uma vez, o importante papel da imprensa na divulgação
de denúncias de corrupção, o que contribui de maneira eficaz
para o aprofundamento da democracia e para a punição dos que se
locupletam com o dinheiro público. Rubens Bueno Secretário-geral
do PPS Brasília, DF Esclareço
que o fato mencionado vinculando minha pessoa foi arquivado por decisão
transitada em julgado perante o Tribunal Superior Eleitoral, não havendo,
portanto, nenhuma pendência sobre o mesmo. De igual forma, esclareço
que tomei conhecimento dos demais fatos narrados na reportagem apenas com sua
leitura. Cassio Taniguchi Ex-prefeito municipal de Curitiba Curitiba,
PR Espionagem É
importante enfatizar que a Kroll opera há mais de trinta anos em todo o
mundo e estabeleceu uma reputação de profissionalismo e conduta
ética. Intriga-nos ter visto que em diversas ocasiões, nos últimos
meses, artigos em diferentes publicações alegaram que fazemos uso
de práticas ilegais. Até hoje nenhuma dessas alegações
foi comprovada. A Kroll ajuda clientes do mundo inteiro, bem como governos, a
combater fraude, corrupção e quebra de confidencialidade. No Brasil,
a grande maioria dos clientes é formada por empresas brasileiras. Nossos
clientes no Brasil, assim como no resto do mundo, procuram e valorizam nossos
serviços. A natureza do nosso trabalho faz com que sejamos pressionados
pelas partes envolvidas. No entanto, nosso trabalho é claro: identificamos
e apresentamos fatos. Nós não criamos ficção ("A usina
de espionagem da Kroll", 18 de maio). Andres Antonius Global Head
of Consulting Services Kroll Por e-mail Na
entrevista que dei a VEJA, realcei que não falaria sobre casos concretos,
por não conhecer todos os elementos. Apenas, em tese, declarei que nenhuma
empresa pode investigar outra sem autorização judicial ,
por força do art. 5º, incisos X e XII da CF. Ives Gandra
da Silva Martins Jurista São Paulo, SP
Comércio exterior O artigo "Não há
segredo" (18 de maio) deixou de salientar um fato importante: em 2004, os países
em desenvolvimento receberam 49,8% das exportações brasileiras.
Tal fato decorreu da expansão das vendas do Brasil para a América
do Sul (54,5%), África (48,4%) e países árabes (46,2%), entre
outros. De 2002 a 2004, as exportações para países em desenvolvimento
cresceram 80,7% e para os desenvolvidos, 43,4%. A política externa
sem descuidar do relacionamento com parceiros comerciais tradicionais como os
EUA e a União Européia tem apresentado resultados concretos
para o empresariado nacional. Ricardo Neiva Tavares Chefe da assessoria
de imprensa do gabinete do ministro das Relações Exteriores Brasília,
DF Câncer 2 Depois
de vencer essa guerra, eu me sinto mais preparado para a vida. O êxito do
tratamento se dá principalmente pelas pessoas que estão perto da
gente; nesse caso, tenho gratidão perene aos colegas da Editora Abril/Dinap,
amigos, familiares e minha ex-namorada. Foram remédios tão importantes
quanto a quimioterapia. A cabeça raspada foi encarada como uma medalha,
resultado da vitória. Essa medalha eu divido com meus médicos, doutor
Carlos Ricardo Doi Bautzer e doutor Oren Smaletz. Sorte ao Raul Cortez! Sérgio
M. Ferreira Administrador de empresas São Paulo, SP
Diogo Mainardi Eu, ao contrário de Mainardi ("Estou
ficando rico", 18 de maio), estou contando os dias para voltar à minha
amada Cuiabá. Escrevo para lhe dizer que, se algum "maluco de mau gosto"
convidá-lo para ir a Cuiabá, entre imediatamente em contato comigo.
Rapidamente farei uma "coleta" para lhe pagar o dobro para que você não
vá. Já pensou se você gosta? Os cuiabanos não merecem. Regina
Reverdito Viveiros Madri, Espanha Música
Com relação à matéria "O fino
do brega" (18 de maio), informo que, enquanto a matéria chegava às
bancas, a banda retornava de uma turnê na Europa e agora se prepara para
nova turnê, nos Estados Unidos. Paulo Magalhães Assessor
de imprensa da Banda Calypso Belém, PA
CORREÇÕES: No especial O Melhor
do Vale do Paraíba (maio de 2005), o verbete do Caldinho São
Dimas refere-se somente à casa de São José dos Campos, e
não ao estabelecimento de Taubaté. • Na seção
Ensaio desta edição, o nome correto do programa da TV Cultura citado
é Roda Viva.
| JOÃO UBALDO RIBEIRO
Depois
de lerem a entrevista com o escritor João Ubaldo Ribeiro (Amarelas, 18
de maio), algumas das centenas de pessoas que escreveram para a redação
de VEJA comentando o assunto pediram um endereço para manter contato com
o autor. Os interessados podem se comunicar com Ubaldo pelo e-mail ubaldonf@novafronteira.com.br.
No site da Editora Nova Fronteira (www.novafronteira.com.br)
os leitores encontrarão a relação das obras assinadas pelo
ilustre imortal baiano. | |
| LEITOR PUBLICOU NA PIF PAF
 | | A
charge do leitor Bonilauri: prêmio e publicação na Pif
Paf |
A reportagem "Pequena abusada"
(6 de abril), que falou do lançamento de uma coletânea da revista
Pif Paf, editada nos anos 60, alegrou o leitor Diniz Bonilauri, de Curitiba.
Para ele, a coleção da Pif Paf é uma oportunidade
para a nova geração viver os momentos revolucionários do
nosso humor político. Ele não apenas guarda ainda as oito edições
como se lembrou com satisfação de sua participação
em um concurso nos anos 60, no qual foi premiado. "Na edição número
8 minha charge O Passeio Dominical foi publicada", orgulha-se Bonilauri.
Alguns leitores de VEJA mostraram interesse em adquirir a caixa com as oito edições
da publicação, o que pode ser feito através da internet no
endereço www.livrariaargumento.com.br,
pelo e-mail divulgacao@livrariaargumento.com.br,
e nas grandes livrarias do país. | | |