Desde
que o piloto alemão Michael Schumacher passou a colecionar vitórias
e recordes em seqüência, as corridas da Fórmula 1 perderam parte
da emoção proporcionada pela disputa. Entre 2000 e 2006, quando
se aposentou, o piloto venceu 46% das provas que correu. Neste ano, sem Schumacher,
a Fórmula 1 ganhou vibração. As três primeiras provas
da temporada já mostraram que a disputa pelo campeonato vai ser acirrada
e que não há um único favorito. Três pilotos estão
empatados na liderança: o espanhol Fernando Alonso, da McLaren-Mercedes,
seu colega de equipe, o inglês Lewis Hamilton, e o finlandês Kimi
Raikkonen, da Ferrari. Os três são seguidos de perto pelo brasileiro
Felipe Massa, também da Ferrari. Além da disputa tríplice
pela liderança, o que não acontece na Fórmula 1 há
décadas, a grande novidade da temporada é a presença do estreante
Hamilton, de 22 anos, entre os líderes. Em apenas três corridas,
o inglês já garantiu seu lugar na história do esporte: é
o primeiro piloto negro a competir na Fórmula 1 e também o único
corredor até hoje a conquistar um lugar no pódio nos três
primeiros GPs de que participa.
Fotos Andrees Latif/Reuters
FERNANDO
ALONSO McLaren-Mercedes O
mais jovem bicampeão da F1 começou o ano como favorito: não
será fácil chegar ao terceiro título
A trajetória de Hamilton nas pistas de corrida começou no kart,
passou pela Fórmula 3 e pelo GP2 o último degrau no caminho
para a Fórmula 1. Ron Dennis, o chefão da McLaren, resolveu colocá-lo
para competir na Fórmula 1 sem antes atuar como piloto de testes da escuderia,
como é de praxe. Ao volante, Hamilton é arrojado e comete poucos
erros, o que é raro num piloto jovem. Um fator adicional promete tornar
emocionante a disputa entre os quatro corredores. A Federação Internacional
de Automobilismo (FIA) impôs novas regras para reduzir as diferenças
de performance entre os carros. Para 2007, a FIA congelou o desenvolvimento de
novos motores e estabeleceu um limite máximo para sua rotação.
A medida nivela a potência dos carros e é uma tentativa de fazer
com que o talento dos pilotos prevaleça. Com isso, espera-se trazer de
volta os bons e velhos duelos que imortalizaram rivalidades como a de Ayrton Senna
com o francês Alain Prost. Sem Schumacher e com quatro candidatos fortes
ao título, as próximas disputas prometem ser renhidas e os
domingos na TV, mais alegres.
KIMI
RAIKKONEN Ferrari O
substituto de Schumacher foi duas vezes vice-campeão: ele diz que, sem
o alemão, chegou a sua vez