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Edição 1 697 - 25 de abril de 2001
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Um remédio para os antibióticos


Renato Cirone


O Centro para Controle e Prevenção de Doenças dos EUA decidiu combater um mal que assola o país: os antibióticos, quando consumidos desnecessariamente. Calcula-se que haja 50 milhões de prescrições anuais que não se justificam. As orientações do órgão:

Esse tipo de remédio combate doenças causadas por bactérias (pneumonia, por exemplo) e fungos, mas, em casos de vírus, como gripes e resfriados, não surte efeito.

Não insista para que seu médico receite antibióticos para você ou para seus filhos.

Não tome o medicamento por indicação de amigos ou parentes.

Uma vez começado com seriedade, não interrompa o tratamento. Bactérias resistentes poderão voltar a se multiplicar.

 

Quarentões em alta

Um estudo realizado pela consultoria Crossing, de São Paulo, constatou que melhoraram as oportunidades no mercado de trabalho para executivos acima dos 40 anos. Entre 1997 e 1999, gerentes e diretores nessa faixa etária demoravam em média quatro meses para conseguir uma recolocação. Em 2000, o tempo diminuiu para três meses. "Para não ficar para trás, no entanto, o profissional precisa manter-se sempre reciclado em relação a idiomas e novas tecnologias", aponta Sandra Guedes, sócia da Crossing. Outro conselho: abordagem direta aos tomadores de decisão em cada empresa, já que os altos cargos são do conhecimento exclusivo dessas pessoas.

 

Um radar para males genéticos


Joan Avila


O Núcleo de Genética Médica (Gene), que tem como diretor o médico Sérgio Pena, um dos grandes nomes da pesquisa brasileira na área, está ampliando sua presença fora de Minas Gerais, onde surgiu. Uma nova clínica foi aberta em São Paulo, em parceria com a Fetus, especializada em medicina fetal. Ali serão coletados materiais para exames genéticos em Belo Horizonte, possibilitando, por exemplo, que as mamães descubram se têm predisposição para se tornar obesas na gravidez. Outro teste serve para detectar se o futuro bebê será portador de síndrome de Down, entre outras doenças cromossômicas.

 

Aposentadoria para os sedativos

Pedro Rubens


Tratamentos sem o uso de remédios para dormir estão mostrando eficácia em muitos casos de insônia. Especialistas do Instituto do Sono da Universidade Federal de São Paulo obtiveram bons resultados com uma técnica chamada terapia familiar sistêmica. Ela consiste em identificar e atacar elementos no cotidiano do indivíduo que podem estar por trás do problema (um conflito na família que aumenta a ansiedade, por exemplo). Usuários crônicos de benzodiazepínicos (medicamentos utilizados para induzir o sono e que podem causar dependência) conseguiram livrar-se dos comprimidos, conta o neurologista Luciano Ribeiro Pinto Júnior. Nos EUA, a revista da Associação Médica Americana acaba de publicar pesquisa avalizando uma das técnicas empregadas mais recentemente, a terapia comportamental cognitiva, que busca promover uma mudança radical dos hábitos de acordar e ir para a cama. São medidas simples, mas que exigem força de vontade, como fixar um horário para dormir e levantar, não cochilar durante o dia, evitar assistir à televisão ou ler na cama. Depois de seis meses, os médicos constataram que houve redução de 54% no tempo que os insones passavam acordados à noite.

 

BOA NOTÍCIA

Volta por cima

Quando surgiu, nos anos 60, a pílula anticoncepcional sofreu restrições pela suspeita de provocar câncer, temor que se dissolveu com o passar dos anos. Na semana passada, ganhou um atestado exatamente por características opostas. As mulheres que usam esse método para evitar a gravidez estão mais protegidas contra o câncer no intestino, segundo estudo do Instituto de Pesquisa Farmacológica, de Milão, Itália, publicado no British Journal of Cancer. O risco de tumores intestinais foi reduzido em 18%.

 

MÁ NOTÍCIA

Cópia infeliz

Um levantamento da clínica Med-Rio Check-up, no Rio de Janeiro, comprovou que as mulheres estão copiando os homens em aspectos nada saudáveis. Dentre as 3.750 que passaram pela clínica nos últimos dez anos, 80% tinham alimentação desequilibrada, 70% eram sedentárias e 60% estavam acima do peso. Segundo o diretor médico, Gilberto Ururahy, 80% trabalhavam fora e muitas eram executivas. "Doenças antes restritas ao universo masculino, como as cardiovasculares, atingem cada vez mais o sexo feminino", diz ele.

 

Os sete erros da negociação

Ilustração Wander Mendes


Muito conceituada no mundo empresarial, a Business School São Paulo criou um departamento especializado em treinamento para negociação. Um de seus professores é o economista americano Marc Burbridge, que relaciona aqui os sete pecados capitais de quem se senta à mesa de negociação. Aliás, segundo ele, são erros a evitar em outras situações da vida real, desde a contratação de uma empregada até a compra de um carro novo.

Improvisação: os objetivos têm de ser planejados com antecedência.

Impaciência: demonstrar irritação revela vulnerabilidade.

Ingenuidade: deixar evidentes os objetivos facilita tudo para o outro lado. Blefar faz parte do jogo.

Arrogância: achar que se está no controle da situação pode provocar reviravoltas inesperadas.

Precipitação: ser o primeiro a falar em números demonstra ansiedade, e o interlocutor pode assumir as rédeas.

Desatenção: é preciso estar atento a gestos e olhares que, mesmo sutis, podem ser reveladores.

Desconhecimento: não dominar o assunto é meio caminho para a derrota. É como comprar um carro sem saber onde fica o motor.

 

 

Coordenado por Fábio de Oliveira.
Colaboraram Angela Nunes,
Fernanda Colavitti e Maurício Oliveira.
e-mail: parausar@abril.com.br

 

 
 

 

 

   
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