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VEJA Recomenda
SIMPLESMENTE FELIZ (Happy-Go-Lucky, Inglaterra, 2008. Estreia nesta sexta-feira) Poppy (a excelente Sally Hawkins) é sempre tão bem-humorada que chega a irritar: acena para gente que não conhece na rua, nunca perde a paciência com seus alunos da pré-escola e não fica brava nem quando lhe roubam a bicicleta ("nem tivemos tempo de nos despedir!", é sua única queixa). A tarefa a que o filme do inglês Mike Leigh (de Segredos e Mentiras) se propõe é mostrar que Poppy é feliz não porque é uma tonta que não vê o que se passa no mundo, mas porque prefere relevar o ruim e atentar ao bom. Nem Poppy, porém, é páreo para Scott (o também ótimo Eddie Marsan), seu instrutor de autoescola, um homem que odeia tudo e a todos com fúria. Da colisão entre os dois personagens, Leigh tira uma bela reflexão sobre como a maneira como se vive é fundamentalmente uma escolha.
Video
LIVROS OS DESBRAVADORES, de Felipe Fernández-Armesto (tradução de Donaldson M. Garschagen; Companhia das Letras; 536 páginas; 62 reais)
DISCOS
DEBUSSY, Nelson Freire (Universal) Nelson Freire tinha 12 anos quando descobriu a música do francês Claude Debussy, graças ao incentivo de seu professor de piano, que insistiu para que o aluno incluísse obras de impressionistas ao repertório. Desde então, Debussy incorporou-se a todos os recitais do instrumentista mineiro. Freire recentemente gravou Chopin, Schumann e Beethoven, mas talvez nenhum disco do pianista seja tão especial quanto este retorno ao compositor que o apaixonou na adolescência. O CD traz os Prelúdios as versões de La Sérénade Interrompue e La Cathédrale Engloutie ficaram magistrais e Childrens Corner. Freire consegue dar até novo colorido a Clair de Lune, uma das mais populares (e desgastadas) músicas de Debussy.
ASTRAL WEEKS: LIVE AT THE HOLLYWOOD BOWL, Van Morrison (EMI) Lançado em 1968, Astral Weeks é um dos melhores trabalhos do cantor irlandês Van Morrison. Gravado em apenas duas sessões, reuniu grandes músicos (como o baixista Richard Davis, que trabalhou com Sarah Vaughan) para interpretar composições calcadas no rock, no jazz e na música erudita. Em 2008, numa apresentação em Los Angeles, Morrison tocou o repertório de Astral Weeks na íntegra. O show deu origem a este CD ao vivo, no qual ele modificou e reenergizou as músicas originais (Slim Slow Slider, por exemplo, dobrou de tamanho) e ainda incluiu duas faixas que não faziam parte do álbum Listen to the Lion/The Lion Speaks e Common One. É um disco empolgante tanto para os fãs do original quanto para os neófitos.
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