VEJA Recomenda
LIVROS
Cendamo Leonardo/AFP
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| Andrea Camilleri: de produtor
de TV a um dos escritores mais populares da Itália |
A
PENSÃO EVA, de Andrea Camilleri (tradução
de Andrea Ciacchi; Record; 160 páginas; 25 reais)
Nascido em
1925, o italiano Camilleri foi produtor de TV e fez uma estreia
tardia na literatura publicou o primeiro romance em
1978. Hoje, é um dos mais populares escritores da Itália,
graças ao sucesso da série de policiais humorísticos
protagonizados pelo comissário Montalbano. A Pensão
Eva traz a mesma paisagem siciliana dos livros de Montalbano
mas não é um policial: com uma veia entre
nostálgica e cômica, Camilleri reconstitui a
vida numa aldeia dos anos 30. A pensão do título
é um prostíbulo que adota a curiosa prática
de renovar seu plantel de meninas a cada quinzena. No bordel,
os rapazes que têm suas primeiras experiências
sexuais convivem com o veterano Calcedonio Lardera, que redescobre
a virilidade com a ajuda de uma prostituta comunista. Leia
trecho.
PRIMEIROS CONTOS, de Miguel Sanches Neto (Arte & Letra;
116 páginas; 25 reais)
Talvez como nenhum outro nome da literatura brasileira mais
recente, Sanches Neto é um polígrafo
exercita-se com competência do romance policial (A
Primeira Mulher) e histórico (Um Amor Anarquista)
à literatura infantil (O Rinoceronte Ri). É
também um excelente contista, como o leitor pode constatar
nesta coletânea, que recolhe textos que o autor tinha
fazia tempos na gaveta, sem publicar. Quase todos muito breves,
os 21 contos trazem quadros cotidianos de vidas frustradas
pela limitação afetiva que aflige o desencontrado
casal de Porque Era Verão ou pela pobreza
material como no brutal Uma Infância Feliz,
cujos personagens ganham do pai nomes de leite em pó
que a família não tem dinheiro para comprar.
Leia
trecho.
DISCOS
Mathias Bothor/Divulgação
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O venezuelano Dudamel:
Tchaikovsky
com paixão |
TCHAIKOVSKY:
QUINTA SINFONIA, FRANCESCA DA RIMINI, Gustavo Dudamel
& Simon Bolívar Youth Orchestra (Universal)
Gustavo Dudamel,
venezuelano de 28 anos, é o mais novo fenômeno
da regência mundial. Diretor artístico da Simon
Bolívar Youth Orchestra, tem entre seus admiradores
maestros consagrados como Daniel Barenboim e Claudio Abbado.
Uma de suas qualidades mais evidentes é a paixão
com que se entrega às obras dos grandes compositores
(nos últimos anos, lançou discos com as sinfonias
de Beethoven e Mahler). Ela também se faz presente
neste disco, em que rege a Quinta Sinfonia e o poema
sinfônico Francesca da Rimini, do compositor
romântico russo Tchaikovsky. A atuação
de Dudamel é impecável, bem como o desempenho
da Simon Bolívar, formada em sua maioria por jovens
recrutados das comunidades carentes de Caracas.
YEARS OF REFUSAL,
Morrissey (Universal)
Nos anos 80, quando foi cantor da extinta banda The Smiths,
o inglês Morrissey consagrou-se como um dos melhores
compositores do rock. Na carreira-solo, suas letras confessionais
continuaram afiadas. Mas, musicalmente, só com o CD
You Are the Quarry (2004) ele se libertou do fantasma
de seu antigo grupo. Years of Refusal prossegue nessa
excelente trilha. O CD traz rocks e baladas compostos em parceria
com Boz Boorer e Alain Whyte (que tentam bravamente suprir
a ausência de Johnny Marr, guitarrista e parceiro de
Morrissey nos Smiths). Como de praxe, ele faz referências
a fatos e pessoas em suas letras. O produtor Jerry Finn, que
morreu pouco tempo depois da gravação, é
o personagem de Somebody Is Squeezing My Skull. Já
You Were Good in Your Time é um recado para
um fã.
DVD
Divulgação
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| Fatal:
bela adaptação de romance do americano Philip
Roth |
FATAL (Elegy,
Estados Unidos, 2007. Swen)
Com um casamento
desfeito no passado remoto, um filho que, embora quase quarentão,
continua a culpá-lo por seus desarranjos emocionais,
e um amigo de longa data com quem pode contar em todas as
horas (Dennis Hopper), o crítico literário David
Kepesh (Ben Kingsley) acredita que o estado de independência
masculina em que vive é a única alternativa
possível. Quando conhece a jovem Consuela (Penélope
Cruz), essa convicção é abalada pelo
desejo de posse que ela desperta nele. Preso assim entre uma
paixão incandescente e sua descrença de que
ela pode ter um futuro, Kepesh examina, em sobressalto, a
chegada da velhice e o que ela pode significar, nesta bela
adaptação do romance O Animal Agonizante,
de Philip Roth, dirigida pela catalã Isabel Coixet,
de A Vida Secreta das Palavras.
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Cinemateca VEJA
Nos Estados Unidos da Depressão, nos anos 30,
um jovem e belo casal ganha as manchetes e a
admiração do público com
seus assaltos a bancos e assassinatos. Perseguidos pelo
país inteiro, acabam destroçados por rajadas
de metralhadora. Quando Bonnie e Clyde, que a
Cinemateca VEJA lança nesta semana nos estados
de São Paulo e Rio de Janeiro, foi lançado,
em 1967, nunca se havia visto tamanha violência,
e de forma tão crua, no cinema. E nunca também
a violência estivera associada a um sentimento
tão nítido de desespero e de desejo por
algo indefinível, como o que Faye Dunaway e Warren
Beatty, nos papéis de Bonnie e de Clyde, exprimem
tão bem nesta obra-prima do diretor Arthur Penn.
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Nos demais estados, nesta semana:
O Sexto Sentido, o marco do suspense em que
o menino Haley Joel Osment vê pessoas mortas.
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Como comprar
a Cinemateca VEJA
Em bancas, livrarias
e redes de supermercados, a 13,90 reais o exemplar avulso.
Para assinar, ligue 3347-2180 (Grande São Paulo)
ou 0800-775-3180 (outras localidades), de segunda a
sexta-feira, das 8 às 22 horas. Pela
internet, acesse www.assineabril.com
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