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Edição 2101

25 de fevereiro de 2009
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Livros
Melhor na ficção

A autora policial que defende o terrorista

Eric Fougere/Corbis/Latinstock


A CAUSA ERRADA
Fred Vargas: o que o
delegado Adamsberg
diria de Cesare Battisti?

No século XIX, o romancista Émile Zola empenhou-se na defesa do oficial do Exército Alfred Dreyfus, falsamente acusado de traição. A francesa Fred Vargas tentou seguir seu exemplo – mas escolheu a causa errada: ela é a mais ardente defensora de Cesare Battisti, terrorista que, condenado na Itália pela participação em quatro homicídios, ganhou refúgio no Brasil por decisão do ministro da Justiça, Tarso Genro. Com o argumento comprovadamente furado de que a condenação de Battisti se baseou só no depoimento de um ex-companheiro de armas, Fred Vargas publicou um panfleto em defesa do terrorista e ainda assina o posfácio de Minha Fuga sem Fim, livro de memórias (vagas) de Battisti. Felizmente, Fred Vargas tem outros talentos. Ela é criadora dos divertidos romances policiais do delegado Adamsberg. Em Relíquias Sagradas (tradução de Dorothée de Bruchard; Companhia das Letras; 408 páginas; 48,50 reais), que chega às livrarias nesta semana, Adamsberg investiga a morte de dois jovens que têm a garganta cortada – e enfrenta o que parece ser um fantasma em sua casa. Na ficção, Fred nunca está do lado do bandido.



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