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Edição 2101

25 de fevereiro de 2009
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O cheque de 787 bilhões

E também o jeito de Obama pegar na caneta para
assinar o pacote confirmam: a esquerda venceu


Vilma Gryzinski

Jim Watson/AFP

Os Estados Unidos estão definitivamente indo para a esquerda. Basta olhar a cena acima, mostrando o momento em que o presidente Barack Obama assinou um checão de 787 bilhões de dólares, também chamado de pacote de estímulo econômico (atrás, Joe Biden faz a cara de paisagem que se espera dos vices). Obama é esquerdista, em termos de destreza, mas nesse campo só confirma uma tendência impressionante. Seis dos doze presidentes americanos do pós-guerra entram na turma: Harry Truman, Gerald Ford, Ronald Reagan, Bush pai, Bill Clinton e o atual. É possível que os canhotos, como qualquer minoria, puxem a brasa para a sua sardinha – com a mãozinha esquerda, claro – e usem critérios liberais para a lista. Reagan, por exemplo, seria um canhoto corrigido, que começou com a esquerda e foi para a direita, num caso em que as mãos seguiram o fluxo natural das coisas. Não existe nenhuma explicação para a quantidade desproporcional de canhotos que chegaram à Casa Branca – na população em geral, não chegam a
10% –, exceto se se admitir a superioridade intelectual e as habilidades retóricas de que eles se jactam. O lado mais sinistro, por assim dizer, é uma maior tendência do pessoal da esquerda a distúrbios mentais e acidentes. A metáfora das mãos peca por antiguidade, mas ressurgiu com força nos Estados Unidos por causa das estonteantes quantidades de dinheiro injetadas pelo governo na tentativa de tourear a crise econômica. A última novidade, que está deixando a direita tradicional pasma, é a proposta de nacionalização dos bancos. O conhecido esquerdista Alan Greenspan, por exemplo, é a favor. Obama com certeza vai aparecer outras vezes em ambientes presidencialmente embandeirados, assinando pacotes. Menos dramático, para um canhoto, do que cortar fita inaugural.



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