Imagem da Semana
O
cheque de 787 bilhões
E também o
jeito de Obama pegar na caneta para
assinar o pacote confirmam: a esquerda
venceu

Vilma
Gryzinski
Jim
Watson/AFP
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Os Estados Unidos estão definitivamente indo para a esquerda. Basta olhar
a cena acima, mostrando o momento em que o presidente Barack Obama assinou
um checão de 787 bilhões de dólares, também chamado
de pacote de estímulo econômico (atrás, Joe Biden faz
a cara de paisagem que se espera dos vices). Obama é esquerdista, em termos
de destreza, mas nesse campo só confirma uma tendência impressionante.
Seis dos doze presidentes americanos do pós-guerra entram na turma: Harry
Truman, Gerald Ford, Ronald Reagan, Bush pai, Bill Clinton e o atual. É
possível que os canhotos, como qualquer minoria, puxem a brasa para a sua
sardinha com a mãozinha esquerda, claro e usem critérios
liberais para a lista. Reagan, por exemplo, seria um canhoto corrigido, que começou
com a esquerda e foi para a direita, num caso em que as mãos seguiram o
fluxo natural das coisas. Não existe nenhuma explicação para
a quantidade desproporcional de canhotos que chegaram à Casa Branca
na população em geral, não chegam a
10% , exceto
se se admitir a superioridade intelectual e as habilidades retóricas de
que eles se jactam. O lado mais sinistro, por assim dizer, é uma maior
tendência do pessoal da esquerda a distúrbios mentais e acidentes.
A metáfora das mãos peca por antiguidade, mas ressurgiu com força
nos Estados Unidos por causa das estonteantes quantidades de dinheiro injetadas
pelo governo na tentativa de tourear a crise econômica. A última
novidade, que está deixando a direita tradicional pasma, é a proposta
de nacionalização dos bancos. O conhecido esquerdista Alan Greenspan,
por exemplo, é a favor. Obama com certeza vai aparecer outras vezes em
ambientes presidencialmente embandeirados, assinando pacotes. Menos dramático,
para um canhoto, do que cortar fita inaugural.