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Edição 2101

25 de fevereiro de 2009
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Adolescentes

VEJA leu minha mente ao publicar a reportagem de capa "A juventude em rede" (18 de fevereiro). Tenho 18 anos e cheguei à conclusão de que o jovem realmente não está mais tão dividido em grupos, como há alguns anos, e de que o acesso fácil à informação o faz parecido tanto aqui no interior de Minas quanto em qualquer outra região do país.
Thales Henrique Carvalho Rodrigues
Ipatinga, MG

Sou educadora e consultora em tecnologia responsável. Nossos filhos sabem de tudo um pouco e zapeiam por todos os assuntos e áreas do conhecimento, porém de forma superficial. São horizontais e generalistas. Nós, em contrapartida, somos os verticais e especialistas. Temos uma formação que nos permitiu um "mergulho" em determinadas áreas. Precisamos promover para nossos rebentos oportunidades de mergulho, de modo que o conhecimento horizontal e o vertical se fundam e ampliem verdadeiramente suas potencialidades humanas. Esta pode ser uma supergeração, capaz de ter um olhar amplo e revelador sobre todas as coisas que a envolve. Pode ser também uma geração frustrada, que sabe um pouco de tudo e nada de nada.
Danielle Lourenço
Curitiba, PR

Sou coordenadora pedagógica e gostaria muito de agradecer essa reportagem, pois ela tem tudo a ver com o meu ambiente de trabalho. Ela será muito útil. Acredito na orientação, na conversa, na religião, na religiosidade e, principalmente, em uma educação voltada para o bem comum. Pode até ser piegas, mas um mundo melhor, sem sombra de dúvida, é construído pelo afeto que se oferece em todas as áreas. Muitíssimo obrigada pelas informações que obtive na leitura desse texto.
Fabiana de Cássia Geraldini
São Paulo, SP

Edu Lopes

Agenda cheia
Pedro Fialdini: "A gente passa muito tempo na escola. Sem falar nos cursos de idiomas, esportes, lição de casa. O tempo que sobra a gente navega na internet, ouve música, troca mensagens com os amigos"

 



"O que me assusta é ter de chamar meu filho para jantar via e-mail, mesmo com ele na sala ao lado, ouvindo música, acessando a internet e estudando para a prova de matemática..."

Juliano Joaquim
Joinville, SC

 

Jarbas Vasconcelos

Muito interessante e surpreendente a entrevista com Jarbas Vasconcelos. Ele literalmente chutou o balde. Há muito tempo não leio uma entrevista tão lúcida e que reflete com tamanha clareza a podridão atual da política e dos políticos brasileiros.
Marcus Figueiredo Nogueira
Belo Horizonte, MG

Em meio à mediocridade do atual cenário político brasileiro, a entrevista nas páginas amarelas (18 de fevereiro) com o senador Jarbas Vasconcelos – homem íntegro e político sério – é um lenitivo para os que não perderam a capacidade de se indignar diante de tantos abusos originados nos gabinetes oficiais de Brasília.
Armando Lopes Rafael
Crato, CE

A entrevista com o senador Jarbas Vasconcelos é uma daquelas pérolas que me enchem de orgulho de ser pernambucano. Pernambuco não é somente Lula; é, sobretudo, Jarbas, esse velho cacique dos tempos da Arena e do MDB, que com sua dignidade, integridade e idoneidade inabaláveis mostra ao Brasil que nem todos aqui no Nordeste são alienados, tampouco se rendem ao populismo nefasto, imoral do senhor presidente da República.
Carlos Pessoa
Olinda, PE

Acompanhei de perto a fundação do antigo MDB. Desejo compartilhar com o senador Jarbas Vasconcelos o seu horror, que é o meu também, a essa privatização da missão político-partidária. Vi e confirmo que em minha família, Vargas e Amaral Peixoto, os políticos não eram assim. Lutavam por projetos. Brigavam, dentro e fora dos partidos, por ideias e pelo poder legitimamente constituído ou não. Entendia-se que o homem público tinha uma missão a cumprir. Por meio de cargos públicos, no Legislativo ou no Executivo, defendiam e debatiam programas e políticas. Mas usar dinheiro do governo para enriquecer ou fazer enriquecer seus familiares e apaniguados, na minha formação moral, é criminoso. E sempre ouvi minha mãe, Alzira Vargas do Amaral Peixoto, repetir cansativamente: o dinheiro público é sagrado. Assim fui criada. Portanto, lamento profundamente o que está acontecendo hoje no Brasil, depois de tantos anos de luta de homens e mulheres honestos. Muitos deram a sua vida por uma causa, um projeto, um ideal, como foi o caso de Getúlio Vargas, em 24 de agosto de 1954.
Celina Vargas do Amaral Peixoto
Por e-mail

 

Charles Darwin

Excelente a reportagem "A Darwin o que é de Darwin..." (11 de fevereiro). No entanto, não é correto dizer que as aves vindas do continente desenvolveram, em Galápagos, características diferentes de acordo com as condições do ambiente. O correto é dizer que as aves, por mutação ou recombinação genética, ou seja, aleatoriamente, sem nenhum determinismo ou finalidade, desenvolveram novas características que foram selecionadas por permitir uma adaptação ao ambiente. A frase que afirma que hoje os biólogos se dedicam a responder a questões em aberto no evolucionismo, como quais exatamente as mudanças genéticas que provocam as adaptações produzidas pela seleção natural, é totalmente sem sentido, pois a seleção natural não produz as adaptações, ela apenas determina a sobrevivência do mais apto. A forma como esses trechos foram escritos tem mais a ver com o lamarckismo do que com o darwinismo. Acho que tão excelente artigo merece essa correção.
Anita Hitelman
Bióloga, por e-mail

Darwin nunca mencionou as mutações em seus trabalhos. O darwinismo tem como alvo a luta pela sobrevivência diante da desproporção entre o número de indivíduos da população e a oferta de alimento, a seleção natural e a grande variabilidade das espécies, fato esse que Darwin não conseguiu explicar. Só a partir dos primeiros anos do século XX o holandês Hugo De Vries utilizou o termo mutação, originando uma nova teoria, o mutacionismo. Então, sim, surgia uma explicação para a grande variabilidade das espécies – as mutações. Reunindo o mutacionismo ao darwinismo surge o neodarwinismo; logo, Darwin, que morreu em 1882, não conhecia o termo nem o significado das mutações, o que é elucidador para a sua teoria.
Lizes Porto
Professora de biologia, por e-mail

Nem Darwin nem Lamarck mencionam a girafa em seus textos. Assim, a grande fotografia com girafas e as explicações segundo Lamarck ou Darwin para seu longo pescoço reforçam uma exemplificação que nenhum dos dois utilizou de fato.
Iris Stern
Por e-mail

 

Correções: a foto que ilustrou a reportagem "A responsabilidade e os riscos de ser superpotência" (21 de janeiro) é do porta-aviões USS Kitty Hawk, e não do USS Abraham Lincoln, como foi publicado. • As professoras Eliana Zacarelli e Hellen Coelho, cujo levantamento foi usado como base na matéria "Um cardápio melhor para a escola" (11 de fevereiro), fizeram a pesquisa pela Universidade Paulista.

 



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